Na década de 50, o Brasil fez a opção de investir em estradas, apostando no transporte rodoviário como a melhor alternativa para pessoas e cargas, além de ser uma fórmula adequada para gerar empregos e investimentos na nascente indústria automobilística. Na época, a aposta era num país sobre rodas. A despeito dos resultados gerados no setor automotivo, 60 anos depois o Brasil vive um momento difícil quanto às alternativas logísticas de que dispõe.
As ferrovias enferrujaram, os portos estagnaram e o transporte fluvial confirmou um potencial limitado por causa de rios pouco navegáveis. As honrosas exceções ficaram com os aeroportos, com um sinal animador dado pela popularização do transporte aéreo entre brasileiros com menor poder aquisitivo, e com as rodovias – nas quais o País experimenta há duas décadas uma bem-sucedida gestão de 10% da malha brasileira pela iniciativa privada.