Como parte de um pacote de medidas que estão sendo tomadas até hoje a partir da análise dos dados do blecaute de 10 de novembro de 2009, que atingiu grande parte do país, especialmente a região Sudeste, as usinas nucleares Angra 1 e Angra 2 não irão mais desligar automaticamente em caso de perturbações fortes do abastecimento elétrico. Segundo Paulo Gomes, assessor da diretoria de Planejamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as usinas ficarão gerando energia apenas para alimentar seu funcionamento interno, providência que agilizará a retomada de sua operação plena, ajudando a reduzir o tempo de religação total do sistema no Rio de Janeiro, junto com São Paulo, o Estado que mais demora nessa retomada. Com todas as medidas previstas, espera-se que a retomada no Rio seja reduzida de até quatro horas para duas horas e meia.
Hoje, as usinas nucleares param automaticamente quando há blecaute, mantendo suas funções essenciais alimentadas de fonte auxiliar, sendo o processo de retomada da operação muito demorado por conta de exigências técnicas obrigatórias. O novo modo de reação a blecautes chama-se “house load operation” e, segundo Gomes, foi estudado na França pelos técnicos do setor elétrico brasileiro após o blecaute que completa dois anos no próximo mês.