Carlos Miana, diretor de projeto da Vale: "Estamos concluindo a montagem do primeiro projeto e prevemos entrar em operação no segundo semestre deste ano"
Itabira é palavra de origem indígena que pode ser interpretada como pedra que brilha e que dá nome ao município onde a Vale começou sua história em 1942. O brilho da pedra relatado pelos tupis não vinha do ouro, mas da quantidade de ferro que se encontrava no local. Por décadas, essas jazidas foram exploradas pela Vale e a perspectiva era de declínio e de exaustão da produção. Mas com investimentos de US$ 5,5 bilhões até 2016 a empresa pretende estender por cinco décadas a vida útil de minas de minério de ferro em Itabira e em outros locais do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais.
Os investimentos estão sendo feitos em projetos de construção e de adaptação de usinas de beneficiamento de seis minas nos complexos de Itabira e de Vargem Grande, pertencentes à Vale. Essas plantas vão transformar em produto comercial minérios pobres, os chamados itabiritos compactos. É um minério com até 40% de teor de ferro e alta presença de contaminantes, como a sílica (areia), que foram sendo acumulados em pilhas ou depositados em barragens. Com o passar das décadas, essas pilhas viraram morros com grandes reservas de minério. Foi a partir do desenvolvimento de novas tecnologias pela Vale que tornou-se possível projetar e construir unidades de tratamento para beneficiar os itabiritos compactos.