No centro de Brisbane, próximo ao movimentado rio que corta a terceira maior cidade da Austrália, fica o escritório central da Vale.
Pelo rio, navegam pequenos barcos de passageiros, que o utilizam para transitar pela cidade, além de barcos de carga, que abastecem e transportam materiais das grandes empresas produtoras de minérios. A localização é representativa para a estratégia da empresa: a região, no Estado de Queensland, nordeste da Austrália, é uma das maiores produtoras de carvão do mundo. O setor, ainda pequeno dentro das operações globais da mineradora brasileira, é um dos seus focos de crescimento. Para ganhar espaço, a ideia da Vale é simples: está redesenhando seu grupo de ativos para se centrar na produção do carvão tipo metalúrgico, em detrimento do térmico.
"Nossa estratégia é desenvolver um portfólio forte em carvão metalúrgico. O carvão térmico não saiu do portfólio, mas só vamos ampliá-lo se conseguirmos ativos próprios que tenham classe mundial, ou seja, que sejam extremamente competitivos", afirmou, em entrevista exclusiva ao Valor, o diretor global de carvão da Vale, Mauro Neves.