Para economista Raul Velloso, nos próximos meses governo terá de diminuir ainda mais os investimentos
O resultado da baixa execução orçamentária do governo federal entre janeiro e abril é a paralisia de obras Brasil afora. Sem dinheiro em caixa, poucas licitações têm sido feitas. A maioria das construtoras está às moscas, sem novos contratos, receita em queda e demissões em massa. “Por causa das dificuldades fiscais, o comportamento dos investimentos federais não condiz com as expectativas de retomada do crescimento da economia brasileira”, afirma Gil Castello Branco, secretário-geral da ONG Contas Abertas.
O economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, vai além: “Vamos viver um super apagão de investimentos”. Nos últimos anos, o País já vinha sofrendo para ampliar os investimentos na economia. No ano passado, o Brasil teve a pior taxa de investimentos dos últimos 20 anos, de 16,4% do PIB. Na China, esse porcentual é de quase 50% e na Índia, de 33%. Menos investimento significa menos produtividade, do trabalho e de capital.