SÃO PAULO - Apesar da pressão da alta de preços de alguns insumos e materiais de construção, a estratégia do varejo será segurar ao máximo repasses para os consumidores, pelo menos até o primeiro semestre, mantendo as vendas aquecidas este ano. No primeiro quadrimestre, o setor já mostrou resultados até acima do esperado, com alta de 20,31% em relação ao mesmo período de 2009, segundo a Associação Brasileira de Materiais de Construção (Abramat) e luta para continuar em alta e crescer 15% no ano todo.
Varejistas do segmento, como a rede Dicico, com 43 lojas, afirma que há um movimento por parte da indústria por começar a repassar preços, principalmente, em insumos básicos, como é o caso do cimento, mas que há um esforço da cadeia e, principalmente, do varejo em negociar e segurar altas. Segundo Claúdio Fortuna, diretor de Marketing da rede, apenas o cimento deve aumentar esta semana na Dicico, já que a indústria repassou a alta em abril. "Pressão por preço sempre existe, esse movimento já vem acontecendo, mas até agora estamos resistindo e usando o nosso poder de negociação. Conseguimos protelar a alta do cimento por 30 dias", destacou o diretor.