Meta é ter pelo menos dois consórcios, diz Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética
Nesta quarta-feira, às 17 horas, vence o prazo para as empresas privadas confirmarem com a Eletrobrás que se juntarão às subsidiárias da estatal para montar consórcios na disputa pela usina de Belo Monte. Dois consórcios devem ser formados, na avaliação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. "A nossa meta é ter pelo menos dois consórcios, mas não é impossível haver três. É uma possibilidade, mas estamos contando com dois, pois é o mais provável", disse Tolmasquim, à Agência Estado, na noite de terça-feira, após participar de audiência pública no Senado para discutir os critérios adotados na implantação de linhas de transmissão, em especial as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).
Até agora, apenas um consórcio indicou que quer a parceria. É o grupo formado pela Andrade Gutierrez, Vale, Votorantim e Neoenergia. O outro deve ser liderado pela Camargo Corrêa e a Odebrecht. A terceira formação seria a partir da Suez. "O grupo Andrade e outros agentes isolados se inscreveram mostrando interesse em participar, pois, sozinhos, não têm condição de fazer isso", salientou Tolmasquim.