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GC nº 79Maio 2017 Matéria 8 de 22
Sumário
  1. EditorialQuando o progresso anda a pé
  2. Jogo RápidoRestauração da Ponte Pênsil de São Vicente conquista prêmio internacional
  3. Jogo RápidoPorto do Itaqui, no Maranhão, receberá R$ 1,3 bilhão em aportes
  4. Jogo RápidoEficiência energética
  5. Jogo RápidoFranquia de asfalto rígido
  6. Jogo RápidoSoluções Siemens para dobrar moagem de soja
  7. EntrevistaSão Paulo testa novo modelo de privatização
  8. Aço Na ConstruçãoAço: Projeto e Durabilidade
  9. Aço Na Construçãoverdades e mitos
  10. Aço Na ConstruçãoBrasil perde 4% do PIB com corrosão
  11. Construção Industrial - AmbevDe volta às origens
  12. SustentabilidadeCanteiro do futuro
  13. Planejamento UrbanoSe essa rua fosse minha...
  14. Planejamento UrbanoUm projeto de rua ideal
  15. StartupsAplicativo facilita locação de máquinas
  16. CidadesUma centena de obras em Maringá
  17. Momento ExpoSinergia entre a construção e meio ambiente
  18. Semana Da TecnologiaA volta por cima
  19. Matcon5º Fórum Matcon acontecerá no Sobratema Summit 2017
  20. Concreto HojeOs EUA terão cimento suficiente para os planos de Trump?
  21. ArtigoO legado da crise hídrica para o setor de Consultoria em Saneamento Ambiental
  22. Agenda 2017Ferrovias: quilômetros de oportunidades de negócios
Aço Na Construção

Aço: Projeto e Durabilidade

Manual sobre a durabilidade de componentes metálicos frente à corrosão ajuda a disseminar informações técnicas e as melhores práticas na utilização do material

Exclusivo GC 17 de maio de 2017 · Edição 79

O Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) lançou, no início de abril, a segunda edição do manual “Projeto e Durabilidade”, direcionado aos profissionais envolvidos com o uso do aço na construção civil. A publicação tem o objetivo de auxiliar arquitetos e engenheiros no entendimento de um anexo normativo que trata da durabilidade de componentes metálicos frente à corrosão, encontrado na norma brasileira sobre projetos de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edifícios.

A utilização dessa norma, que data de 2008, como referência para outras mais recentes, como a “Edificações habitacionais – Desempenho”, comprova que a busca por soluções que prolonguem a durabilidade dos componentes metálicos é cada vez mais comum em nossa sociedade, ainda muito marcada pela hegemonia do concreto como principal elemento construtivo. Motivado por esse interesse crescente, o manual também tem a finalidade de colaborar com a redução dos custos oriundos da corrosão.

Expondo de forma relativamente simples e racional como o conhecimento disponível atualmente pode ser explorado de modo eficaz no controle da corrosão, a publicação pode ser acessada através do link www.cbca-acobrasil.org.br/site/publicacoes-manuais, após o compartilhamento no Linkedin ou no Facebook do interessado.

Obras limpas, com redução de resíduos, leveza, versatilidade e garantia de maior produtividade são algumas das características das construções metálicas. A tendência em industrializar a construção, buscando o ganho de produtividade e sustentabilidade, está se tornando cada vez mais presente entre os empreendedores e construtores. De acordo com o Relatório de Atividades 2016 do CBCA, a participação da construção em aço continuou sendo responsável por 36% do consumo de todo o aço destinado à construção civil em 2015. Em 2016, a produção de aço bruto do Brasil e foi de 30,2 milhões de toneladas e os setores automobilístico, de máquinas e equipamentos e de construção civil, chegaram a representar 80% do consumo de aço no país.

O Brasil é o oitavo produtor mundial de aço com 29 usinas siderúrgicas com capacidade de produção de aproximadamente 48 milhões de toneladas ao ano. É exportado para mais de 100 países e seu consumo per capita é de 104 quilos de produto siderúrgico.

Em parceria com a Associação Brasileira da Construção Metálica (ABCEM) e o Instituto de Metais não Ferrosos (ICZ), o CBCA realizou nova pesquisas para definir o perfil do setor e dos fabricantes de estruturas de aço, de telhas de aço e steel deck e perfis galvanizados para light steel frame e drywall. A pesquisa teve acréscimo de 27% no número de empresas pesquisadas em relação ao ano anterior, com um total de 324 empresas, o que significa maior aproximação com os fabricantes do país.

Entre outros dados interessantes, o trabalho revelou que essas empresas empregaram aproximadamente 20,9 mil trabalhadores, faturaram cerca de R$ 6,9 bilhões e produziram 1,234 milhão de toneladas de estruturas em aço no ano de 2015. Apesar do cenário macroeconômico desfavorável, a pesquisa aponta que 93% dessas empresas projetam crescimento no ano 2016.

A pesquisa Perfil dos Fabricantes de Telhas de Aço e Steel Deck em sua 4ª edição, contou com a participação de 121 empresas pesquisadas que, ao longo de 2015, produziram 395.342 toneladas de telhas de aço e steel deck. Aproximadamente 4,3 mil funcionários trabalham nessas empresas que faturaram no ano 2015 cerca de R$ 1,6 bilhão. Quando questionadas sobre a expectativa da produção no ano 2016, 93% previam crescimento em comparação ao ano anterior.

Já a pesquisa Cenário dos Fabricantes de Perfis Galvanizados para Light Steel Frame e Drywall, em sua 3ª edição, apontou índices positivos na contramão das pesquisas realizadas no país sobre a construção civil. Essa análise reforça a premissa de que em tempos de crise, novos sistemas surgem como solucionadores de problemas. A produção de perfis galvanizados para light steel frame, por exemplo, aumentou 2% em relação ao ano anterior (2014), chegando a 46.190 toneladas no ano 2015. Esses perfis foram em sua grande maioria empregados em edificações industriais. A capacidade produtiva passou de 48% para 50% no seu nível de utilização.

Já a produção de perfis para drywall apresentou acréscimo de 0,4%, chegando a 98.290 toneladas. Esses perfis foram em sua grande maioria empregados em edificações comerciais. A capacidade produtiva passou de 66% para 67% no seu nível de utilização. Os fabricantes de perfis para light steel frame e para drywall empregaram 1.300 pessoas e faturaram cerca de 496 milhões de reais, um acréscimo expressivo de 24% em relação ao ano anterior.