Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 43 ← Voltar à edição
GC nº 43Novembro 2013 Matéria 13 de 26
Sumário
  1. EditorialTransporte público: por mais espaço nas ruas e avenidas
  2. Jogo RápidoSany participa da duplicação da Tamoios
  3. Jogo RápidoTransporte do Tatuzão para Fortaleza
  4. Jogo RápidoCentro Global de Pesquisas da GE fica pronto em 2014
  5. Jogo RápidoR$ 13,5 bilhões para saneamento e pavimentação
  6. Jogo RápidoTenaris investe US$ 39 milhões em centro de pesquisa no Brasil
  7. Jogo RápidoTCU libera obras em lote da Fiol
  8. Jogo RápidoObras na rodovia SC-355 têm foco na sustentabilidade
  9. Jogo RápidoIncertezas para a Copa 2014 em Cuiabá
  10. Jogo RápidoPetrobras vai adquirir mais um FPSO para o pré-sal da Bacia de Santos
  11. EntrevistaMais US$ 10 bilhões em investimentos
  12. Especial - RodoviasRodovias entre o PAC e as concessões
  13. Especial - RodoviasBR 262, alto risco foi rejeitado pelo mercado
  14. Especial - RodoviasBandeirantes completa 35 anos e recebe novas obras
  15. Especial - RodoviasTamoios avança em vários trechos
  16. Especial - RodoviasPaís busca saídas para o isolamento da Amazônia
  17. Especial - RodoviasTrevão de Ourinhos é entregue remodelado
  18. SegurosE agora? Será que o seguro cobre?
  19. SegurosOrigens e tendências para o futuro no mundo
  20. TecnologiaA construção entra pra valer na era da Tecnologia da Informação
  21. TecnologiaOdebrecht aplica simulação 4D em projeto de usina hidrelétrica no Peru
  22. Momento M&T Peças E ServiçosFabricantes de equipamentos estão investindo no Brasil
  23. Cenário AcadêmicoO aço como elemento de destaque em projeto de biblioteca pública
  24. Concreto HojeTecnologia otimiza o volume de concreto na construção de lajes
  25. ArtigoFazer em BIM custa mais caro?
  26. Enquete OnlineConcessões rodoviárias: Os caminhos que ainda temos de percorrer
Especial - Rodovias

BR 262, alto risco foi rejeitado pelo mercado

Exclusivo GC 23 de novembro de 2013 · Edição 43
BR 262, alto risco foi rejeitado pelo mercado

Para o presidente do conselho de administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, a falta de interessados no leilão da BR-262, que liga Minas Gerais ao Espírito Santo, foi resultado do “risco político”, causado pelos protestos contra os pedágios. “O projeto não andou por risco político. Há medo de investir, se houver movimento para não pagar pedágio. No Rio Grande do Sul também existe esse medo. Quando um estado não quer pagar pedágio, o tema fica muito complexo”, disse o empresário ao Jornal Valor Econômico. Para Gerdau, o programa de concessões de rodovias do governo não apresenta riscos excessivos. “Alguma solução vai sair”, afirmou.

Já para o ministro dos Transportes, César Borges, o fracasso do leilão de concessão da rodovia BR-262/MG-ES deveu-se à pressão exercida por parlamentares da bancada do Espírito Santo junto a empresas e ao governo contra o pedágio na estrada. Para outros, há ainda o “risco Dnit”, o receio de que a autarquia não entregue, no prazo, as obras de um trecho da BR-262 que estão sob sua responsabilidade.

Na visão do executivo da Gerdau, que também preside a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, vinculada ao conselho de governo da presidência da República, o governo brasileiro vive uma falta de visão estratégica e de capacidade de governança. Ele ressaltou, no entanto, as recentes medidas do governo para tentar destravar os investimentos no País por meio de concessões à iniciativa privada e Parcerias Público-Privadas. “Corajosamente, a presidente adotou as PPPs e as concessões. Mas também não adianta tomar tais decisões se não há projetos”, disse, criticando a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e afirmando que o órgão não possui projetos para concessões.

As explicações para a ausência de interessados na BR-262 começaram a surgir após o fracasso do leilão. Algumas empresas alegaram o chamado “risco Dnit” ou seja, o receio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) não concluir a duplicação do trecho capixaba em cinco anos, como estava no edital. Segundo técnicos, esse risco é assumido pelo próprio governo, que se propôs a duplicar o trecho da rodovia com recursos públicos para baixar a tarifa de pedágio da concessão.

Os parlamentares capixabas defendem que o trecho da BR-262 no Estado do Espírito Santo seja todo duplicado com recursos públicos. Só depois o governo faria a concessão, para serviços de conservação e manutenção, mas com tarifas mais baixas. Pelo edital, as duas praças localizadas no Estado teriam preço máximo de R$ 9,00 e R$ 9,70, considerados muito elevados.