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GC nº 89Maio 2018 Matéria 4 de 13
Sumário
  1. EditorialInovação tecnológica, a chave para um novo ciclo que desenvolvimento
  2. Jogo RápidoNovos parâmetros definem custos de obras públicas
  3. Jogo RápidoSegurança com transparência
  4. Jogo RápidoConstrução verde é um bom negócio
  5. EntrevistaOs melhores ventos do mundo
  6. EntrevistaVentos a favor
  7. Energia - Fontes AlternativasEnergia fotovoltaica em expansão
  8. Prévia M&T Expo 2018Sinais de um novo ciclo positivo
  9. Prévia M&T Expo 2018As grandes novidades na M&T Expo 2018
  10. Especial Sobratrema 30 AnosPorto do Açu: o símbolo de uma época
  11. Concreto HojeCuidado com as mudanças das características do concreto
  12. ArtigoOs recursos ambientais e os grandes empreendimentos
  13. Agenda 2018Desenvolvimento econômico e infraestrutura: por um novo projeto de Nação
Jogo Rápido

Construção verde é um bom negócio

Exclusivo GC 18 de maio de 2018 · Edição 89
Construção verde é um bom negócio

A sustentabilidade vem ganhando espaço no mercado da construção civil. As “edificações verdes” alcançaram um patamar histórico nos últimos 10 anos e deixaram de ser um privilegio das construções de alto padrão. Hoje escolas, creches, lojas de varejo, comércio, residências, hospitais, entre outras edificações, públicas ou privadas, já são consideradas sustentáveis. A construção verde faz parte de um novo olhar sobre o planejamento urbano e vem compor um panorama de inovação, com tecnologia e funcionalidade. Parte desse crescimento está nos benefícios que as edificações verdes trazem às pessoas e ao meio ambiente. Mas, além disso, as construções sustentáveis são consideradas hoje o melhor modelo de negócio no segmento imobiliário, agregando valor ao imóvel.

Estudo da Universidade de Harvard aponta que os ganhos financeiros atrelados às mudanças climáticas e melhoria com saúde e bem estar oferecidos pelas edificações verdes são de 16,05 dólares por metro quadrado. Nesse cenário, de 2007 a 2016, o Brasil gerou uma economia total de 348 milhões de dólares, sendo 251 milhões em economia de energia, 11 milhões em economia por reverter impactos provenientes das mudanças climáticas como, por exemplo, mortes causadas por poluição do ar ou prejuízos causados nas regiões costeiras e 86 milhões em redução de poluição, resultando em menos absenteísmo e redução nos gastos com consulta médica.

Além dos ganhos ligados à qualidade de vida e preservação ambiental, as construções verdes também agregam ganhos financeiros. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que analisou mais de 2.000 prédios comerciais na cidade de São Paulo, entre o 1º trimestre de 2010 e o 3° trimestre de 2014, aponta que as construções verdes são a melhor opção de negócio no mercado imobiliário. Os dados mostram que o reconhecimento de uma construção como sendo sustentável promove uma valorização por metro quadrado no aluguel de 4% a 8%.