Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 42 ← Voltar à edição
GC nº 42Outubro 2013 Matéria 20 de 22
Sumário
  1. EditorialPetróleo, gás e excelência tecnológica
  2. Jogo RápidoRandon entrega 71 retroescavadeiras em Minas Gerais
  3. Jogo RápidoSão Paulo analisa os trens regionais
  4. Jogo RápidoP-55 finaliza obras e inicia testes de inclinação
  5. Jogo RápidoCamargo Corrêa lança Desafio Universitário
  6. Jogo RápidoAvançam as obras do Anel Viário de Fortaleza
  7. Jogo RápidoSabesp testa asfalto verde
  8. Jogo RápidoEntregue última fase do multiuso em Alpha Square
  9. Jogo RápidoSobe o teto do financiamento imobiliário com recursos do FGTS
  10. EntrevistaOs novos desbravadores
  11. Matéria De Capa - EnergiaUHE Teles Pires Uma nova fronteira na geração de energia no País
  12. LogísticaBrasil tenta romper as fronteiras da estagnação
  13. LogísticaFerroanel vence primeiro obstáculo
  14. Prévia Nt ExpoFeira reunirá provedores de tecnologia para o setor ferroviário de 20 países
  15. Petróleo E GásPetrobras, aos 60 anos, define seus planos para o futuro
  16. Petróleo E GásUma história de sucesso
  17. Cenário AcadêmicoSemana de Engenharia da Unicamp
  18. Momento ConstructionDrywall: solução oferece rapidez e qualidade
  19. Momento ConstructionDepoimentos comprovam sucesso da Construction Expo
  20. Concreto HojeÉ para cima que se olha
  21. ArtigoComunicação socioambiental: uma aliada da engenharia civil
  22. Enquete OnlineEnergia Eólica. Que os ventos nos sejam a favor
Concreto Hoje

É para cima que se olha

Fabricantes apresentam ao mercado brasileiro bombas para concreto com alcances cada vez maiores; mas ainda não é nada que se compare às megamáquinas usadas em projetos internacionais

Exclusivo GC 28 de outubro de 2013 · Edição 42

Em 2008, a Putzmeister bombeou concreto a 606 m de altura, durante as obras do Burj Dubai. No ano passado, uma máquina da Schwing-Stetter levou concreto bombeado a 422 m de altura, na construção do novo World Trade Center, nos Estados Unidos. Já a Zoomlion ganhou até título no livro dos recordes (Guines Book), em 2011, ao fabricar uma bomba-lança com mastro de 80 m de comprimento.

Calma! Esta coluna de Concreto Hoje não é uma lista de competição entre os fabricantes. Ela somente ilustrou – en passant – alguns megaprojetos aplicados mundo afora para comparar como anda o Brasil quando o assunto é bombeamento de concreto a grandes alturas.

E anda bem, mas ainda precisa subir alguns degraus. Em julho, a Putzmeister fez a primeira venda de uma bomba-lança com mastro de 63 m de comprimento para o País. Trata-se da maior máquina do gênero em operação na América Latina, segundo a empresa. Ela representa a tendência de bombas maiores para os próximos anos. Scwhing-Stetter e Zoomlion validam a perspectiva, demonstrando que também oferecem modelos com capacidade de bombeamento a altura semelhante para o mercado nacional.

A Rental Mix foi a compradora da bomba-lança de 63 m da Putzmeister. A empresa possuía em sua frota equipamentos de 36 a 52 m de capacidade de bombeamento, antes da nova aquisição. Ela deve empregar a máquina maior em obras de infraestrutura a partir de setembro deste ano. “Essa máquina também é capaz de trabalhar com eficiência em obras de construção simultânea de torres habitacionais, com até quatro jogos de forma”, diz Gabriel Carramenha, diretor da Rental Mix, ao contextualizar a gama de aplicabilidade do equipamento.

Enquanto a utilização dessa máquina, que é montada sobre chassi 10x4 e com dois eixos direcionáveis, dianteiros e um traseiro, está começando no Brasil, a Putzmeister cita como caso de sucesso a recuperação da Bay Bridge, ponte que liga São Francisco a Oakland, nos Estados Unidos. Lá, a 63Z foi aplicada em 2001. “A lança utilizada nesse equipamento abre em formato de ‘Z’, o que explica a vasta gama de aplicação possível para ela”, diz Rodrigo Satiro, gerente comercial da Putzmeister no Brasil.

A Zoomlion, que rompeu com a Brasil Máquinas (BMC) em janeiro deste ano e desde então atua com estrutura própria no mercado nacional, devendo iniciar, inclusive, uma fábrica local ainda neste ano, mostra que o fornecimento de bombas-lança com maior altura de bombeamento é mesmo uma tendência para o Brasil. “Prova disso é que já vendemos uma bomba-lança de 63 m de altura para um empreiteiro brasileiro cujo nome não pode ser revelado, até que a máquina esteja operante, algo que deve acontecer até o fim do ano”, revela Marcelo Antonelli, CEO da multinacional chinesa no Brasil. Segundo ele, o equipamento em questão possui seis secções de braços, com abertura em formato de ‘R’ ou de ‘Z’, a critério do adquirente.

Passível de revelação, todavia, é a bomba-lança de 56 m da Zoomlion em operação pela Alusa na construção de barragens há cerca de um ano. Nesse caso, a máquina conta com patolamento automático. Sistema semelhante a esse também está presente em equipamentos da Putzmeister e da Schwing-Stetter, permitindo abrir somente as patolas necessárias para apoio em condição de trabalho da máquina.

A Schwing-Stetter, por fim, também valida a máxima de que é para cima que se olha quando o assunto é bombeamento de concreto. A empresa já conta com duas unidades da sua bomba-lança com capacidade de 58 m de altura em operação no Brasil. Essas máquinas foram comercializadas em menos de um ano, de acordo com Luiz Polachini, gerente comercial da Schwing Stetter. “Também mostramos o quanto apostamos no potencial do mercado brasileiro, ao anunciar que as bombas-lança de 43 m estão sendo, consolidadamente, fabricadas no País”, diz ele.

Polachini pondera que isso não exime o crescimento do concreto bombeado em obras menores. “Pelo contrário. É por isso também que apostamos nas máquinas mais compactas ao lançarmos a nossa bomba-lança de 20 m, sem motor auxiliar, para o bombeamento de concreto”, diz. A tecnologia relatada pelo especialista nada mais é do que a eliminação de um segundo motor, que ficava acoplado ao chassi do caminhão portador da bomba-lança e era usado somente para o bombeamento de concreto. Agora, ainda de acordo com ele, o motor do caminhão faz essa função, reduzindo os índices de manutenção motriz e a emissão de poluentes para a atmosfera.