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GC nº 35Março 2013 Matéria 21 de 33
Sumário
  1. EditorialAções responsáveis para o desenvolvimento sustentável
  2. Jogo RápidoVendas de aço cresceram 18% em janeiro
  3. Jogo RápidoNovas opções em máquinas simple tech
  4. Jogo Rápido20 anos atuando em montagens eletromecânicas
  5. Jogo RápidoAções sustentáveis nos canteiros reduzem o consumo de água
  6. Jogo RápidoP-63 chega ao estaleiro para integração
  7. Jogo RápidoGoverno compra 1.000 retros para recuperar estradas vicinais
  8. Jogo RápidoGoverno quer iniciar em agosto as obras do ferroanel
  9. Jogo RápidoIntermoor recebe Licença de instalação no Porto do Açu
  10. Jogo RápidoSegunda carregadeira de navios chega ao Porto Sudeste
  11. Jogo RápidoSegunda turbina da termelétrica Parnaíba I entra em operação
  12. Jogo RápidoVolvo celebra terceiro melhor ano da história no continente
  13. Jogo RápidoComeça a funcionar a primeira subestação da Refinaria Abreu e Lima
  14. Jogo RápidoReforços na frota para obras do Comperj
  15. EntrevistaVitória na corrida contra o tempo
  16. Momento ConstructionVai, Corinthians!
  17. Especial Construção ImobiliáriaDesaceleração pode ser sinal de estabilidade
  18. Especial Construção ImobiliáriaMais recursos para habitação
  19. Ranking Da Construção ImobiliáriaPremiação destaca as melhores do setor
  20. Minha Casa Minha VidaCom a chave na mão
  21. Especial Construção ImobiliáriaExpoRenault Barigui
  22. Mobilidade UrbanaMobilidade urbana é o grande desafio cearense
  23. Mobilidade UrbanaLinha Leste do Metrô de Fortaleza custará cerca de R$ 5 bilhões
  24. Mobilidade UrbanaLinha Sul do metrô de Fortaleza deve ficar pronta em março
  25. Mobilidade UrbanaMetrô estimula o desenvolvimento na região do Vale do Cariri
  26. Mobilidade UrbanaVLT de Mucuripe avança em ritmo acelerado
  27. Mobilidade UrbanaObras do Arco Rodoviário Metropolitano devem começar no segundo semestre
  28. Sobratema 25 AnosSobratema comemora 25 anos com nova identidade e logomarcas
  29. Concreto HojeEspanhóis desenvolvem concreto verde
  30. TecnologiaSoluções para as cidades do futuro
  31. Tecnologiasoluções para construção sustentável
  32. ArtigoEngenharia e Arquitetura – O Melhor Investimento para Incorporadoras
  33. Enquete OnlineFalta de Manutenção em Obras de Arte é evidente
Especial Construção Imobiliária

ExpoRenault Barigui

Novo centro de exposições de Curitiba utiliza soluções industrializadas e sustentáveis

Exclusivo GC 13 de março de 2013 · Edição 35

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A cidade de Curitiba (PR) acaba de ganhar um moderno espaço para exposições. Trata-se do ExpoRenault Barigui, resultado da parceria de dois grandes conglomerados empresariais do Paraná, o Grupo Positivo e J. Malucelli. Assinado pelo arquiteto Manoel Coelho e pelo projetista Charles José Reis Hipólito, o projeto recebeu da Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (Abcic) o prêmio de Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto, outorgado à Cassol Pré-Fabricado. A construtora responsável pela obra foi a Nakid Construções.

O prêmio foi criado em 2012 em comemoração aos 10 anos de atividades da Abcic como incentivo às empresas e profissionais que prestigiam o uso dos pré-fabricados no Brasil. A premiação conta com o apoio da Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção), e da Revista Grandes Construções.

O nome do novo espaço é fruto de uma parceria com a Renault do Brasil, por meio de contrato de naming right, modelo de concessão que começa a ganhar força no Brasil. O Grupo Positivo e

J. Malucelli ficarão responsáveis pela administração do local por 25 anos, e deverão investir R$ 28 milhões em obras e melhorias de revitalização do parque como a modificação e ampliação das pistas de caminhada, corrida, ciclismo.

Para construir o novo pavilhão de exposições, o antigo foi demolido. Todo o conjunto contempla 8 mil m2 de área total, sendo 5 mil m2 do pavilhão principal em plano aberto. O projeto traz diversas inovações, como os sistemas de tubulações enterradas para área elétrica e hidráulica, o que permite um visual limpo e organizado do piso. O acesso para carga e descarga é feita por meio de rua interna, doca e estacionamento de serviço com 120 vagas. No lado interno, o empreendimento conta com duas baterias de sanitários masculinos e femininos com louças e revestimentos de alto padrão, além de duas salas de apoio de 60m² cada.

Além das instalações, que visam obter grande flexibilidade para todo o tipo de evento, com pontos de luz, água e telefone sob o piso, há os recursos de sustentabilidade. O projeto conta com 1.500 m2 de parede verde. Um plano de ajardinamento vertical foi feito nas paredes externas, para deixá-las cobertas por folhagens, além de uma grande praça frontal para conforto dos usuários. O projeto foi concebido de modo a aproveitar a luz natural com o uso de paredes envidraçada. O projeto prevê ainda o reaproveitamento de águas pluviais.

Um dos diferenciais do projeto é que o novo pavilhão está integrado ao espaço com o Parque Barigui, o que não acontecia com a antiga área de exposições. As paredes envidraçadas dão vista para o lago do parque e para as pistas que o circundam. O espaço de eventos foi concebido pensando-se na máxima flexibilidade e facilidade de alteração dos ambientes. O uso de planta livre, com salão de 50 x 100 metros sem a interferência de pilares, maximizam suas condições de uso. O pé-direito previsto é de 10 m, com um vão de 7,5 m debaixo das estruturas de suporte e treliças metálicas da cobertura. Os outros 2,5 mil m2 estão destinados às áreas complementares, como sanitários, camarins, cozinhas, despensas.

Foi criada a possibilidade de embarque e desembarque coberto de veículos debaixo da marquise de acesso para maior conforto ou em caso de necessidade específica. Uma guarita faz o controle de pessoas e de veículos de serviço por acesso independente ao do público.

Prazo contíguo

Segundo Nelson Elias Nakid, da Nakid Construções, responsável pela construção, o principal desafio da obra foi o prazo de execução, de apenas oito meses. Por isso, foram empregados sistemas industrializados que agilizassem as obras. O tempo consumido pela obra, desde a demolição do pavilhão velho, execução das fundações, pilares, paredes, estrutura metálica, cobertura com telhas termo-acústicas zipadas, foi de aproximadamente 120 dias corridos, contando com a utilização de guindastes de lançamento, lifts e tesouras plataformas. Todos os materiais resultantes de detritos e resíduos de obra foram reciclados, parte deles foi reaproveitada no próprio canteiro e parte destinado a empresas de reciclagem.

O sistema pré-fabricado foi utilizado para a construção do pavilhão principal (100x50m) e do foyer (50x25 m) – empregando pilares em concreto e fechamento lateral em placas de concreto protendida, com fundação em estacas pré-fabricadas de concreto cravadas. A opção pelo pré-fabricado foi adotada em função do projeto arquitetônico e do prazo curto para execução.

As vantagens do uso do sistema pré-fabricado, segundo Nelson Nakid, estão no prazo de execução menor, já que parte dos trabalhos é executada fora do canteiro. Já nas construções anexas (cozinhas, banheiros, camarins, áreas técnicas, cabine de alta tensão, cabine do grupo gerador, etc) foi adotado o sistema de construção convencional, com fundações em estacas escavadas. Segundo Nakid, o sistema pré-fabricado é utilizado de acordo com as condições de obra e o projeto. “Tivemos uma empresa executando a montagem das peças pre-fabricadas de concreto, pilares e paredes do pavilhão, outra já na execução das construções anexas em trabalhos tradicional de obra e uma terceira fabricando e montando a estrutura metálica de cobertura. Os pilares pre-fabricados foram executados com 12 m de altura, o vão entre pilares foi de 10 m e as placas das paredes com 10 x 1,25 mm cada painel”. Um dos destaques da obra ficou por conta da estrutura metálica de cobertura, que venceu um vão de 50 m, pois o pavilhão não tem pilares centrais.

Para Nakid, o diferencial da obra ficou mesmo por conta dos diversos cuidados ambientais, a começar pela preservação ambiental ao seu redor e pela implantação de sistemas de reaproveitamento das águas da chuvas e reutilização das águas servidas, aproveitadas para regar as parede. “Tomou-se cuidado para que essas águas não fossem lançadas no lago. Por isso, foram executadas três caixas de contenção de cheias para que a contribuição das águas pluviais do pavilhão e dos estacionamentos tivessem um tempo de retardo antes de serem lançadas no lago. Foi adotado sistema de poços artesianos e tratamento de água para a maior parte do consumo do pavilhão, pisos externos nas calçadas e rampas antiderrapante, etc. “A grande aceitação por parte da população que utiliza o parque, seja das novas instalações seja pela qualidade do novo pavilhão para os eventos ali programados, e nossa capacidade de cumprir os prazos de obra, que a principio eram muito apertados, em função da complexidade das instalações e do seu tamanho, foi muito significativo para nós”, enfatizou Nakid.

Projeto estrutural

Segundo o projetista Charles José Reis Hipólito, os sistemas pré-fabricados foram utilizados na execução da fundação (estacas), fechamento lateral (painel alveolares PH15), vigas e calhas. A principal característica técnica do projeto foi o vão livre da cobertura, com extensão de 50 m, que foi executada em treliças metálicas. A estrutura pré-fabricada foi concebida com pilares modulados a cada 10 m para o recebimento das treliças da cobertura, que foram aproveitadas para o travamento da estrutura. Os fechamentos laterais foram em painéis alveolares PH15. Segundo ele, a arquitetura direcionou o uso da estrutura pré-fabricada, havendo a integração entre a estrutura pré-fabricada com a arquitetura e o projeto da cobertura metálica. As peças foram produzidas na Cassol em Araucária, no Paraná, no volume de 837 m3, sendo fornecidas na sequência de montagem.