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GC nº 24Março 2012 Matéria 21 de 35
Sumário
  1. EditorialPor um programa nacional de reforma de pontes e viadutos
  2. Jogo RápidoBomba Lança de 56m bombeia até 170 m³/hora
  3. Jogo RápidoR$ 336 milhões para reformar o Aeroporto de Fortaleza
  4. Jogo RápidoSai o edital de proposta comercial para as obras Polo de Itaquera
  5. Jogo RápidoObras na BR-116
  6. Jogo RápidoTreinamento para o Exército
  7. Jogo RápidoPetrobras bate recorde anual de aproveitamento de gás
  8. Jogo RápidoMais produtividade no porto do rio
  9. Jogo RápidoReforço para obras do Itaquerão
  10. Jogo RápidoTerex vende 76 gruas para grupo PDVSA
  11. Jogo RápidoMunicípios capixabas recebem retroescavadeiras JCB
  12. Jogo RápidoOSX vai construir 11 navios para a Kingfish por US$ 732 milhões
  13. Jogo RápidoRecife recebe R$ 2 bilhões pelo PAC Mobilidade urbana
  14. EntrevistaO Ministério do "Bafo no Cangote"
  15. EntrevistaPAC 2: governo faz balanço positivo em obras de logística de transporte
  16. M&T Expo 2012M&T Expo consolida liderança
  17. Especial Construção ImobiliáriaConstrução Imobiliária: nada abala o setor no Brasil
  18. Especial Construção ImobiliáriaSecovi vê estabilidade em 2011 e crescimento em 2012
  19. Especial Construção ImobiliáriaRanking destaca as maiores e melhores do setor imobiliário
  20. Especial Construção ImobiliáriaPrograma do governo federal aquém do desejado
  21. Especial Construção ImobiliáriaPrograma Casa Paulista
  22. Especial Construção ImobiliáriaBrookfield mantém-se fiel à classe média
  23. Especial Construção ImobiliáriaLoteamento em Maricá, no vácuo do Comperj
  24. Especial Construção ImobiliáriaBairro verde na Barra da Tijuca
  25. Especial Construção ImobiliáriaQualidade do canteiro de obras é diferencial para comprador
  26. Especial Construção ImobiliáriaMonarca e Stuhlberger investem em residencial de alto padrão em Curitiba
  27. Especial Construção ImobiliáriaO maior edifício do Brasil
  28. Especial Construção ImobiliáriaPerfil das premiadas 8º Ranking ITC
  29. Especial Construção ImobiliáriaRio renova seu estoque de edifícios corporativos
  30. Especial Construção ImobiliáriaA força dos empreendimentos múltiplo uso
  31. FundaçõesConvergência técnica debaixo do solo
  32. SustentabilidadeSoluções sustentáveis de engenharia e arquitetura
  33. Máquinas E EquipamentosMade in Brazil, de olho no pré-sal
  34. Concreto HojeConcreto Protendido: o aliado da arquitetura e da produtividade
  35. ArtigoUma cidade melhor para pedestres e ciclistas
Especial Construção Imobiliária

Programa Casa Paulista

Exclusivo GC 5 de abril de 2012 · Edição 24

Em setembro de 2011, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou decreto para criação do “Programa Casa Paulista”, um projeto da Secretaria da Habitação do estado nos moldes do “Minha Casa Minha Vida”, que tem como objetivo construir entre 2012 e 2015,  150 mil novas unidades habitacionais para o servidor público com renda de até 5 salários

Segundo o secretário da Habitação do estado, Silvio Torres, a ideia da “Casa Paulista” é o governo utilizar os recursos orçamentários que vêm em forma de subsídio para construção de moradias do estado de São Paulo, para alavancar recursos privados que não têm sido investidos historicamente para atender a demanda da população de baixa renda. “Estipulamos tradicionalmente até 10 salários mínimos, mas do nosso foco, 90% não passam de três e nesta faixa o setor privado não investe”.

A grande inovação, na opinião do secretário, são as Parcerias Público-Privadas. “Ao invés de produzir as habitações, vamos fazer um chamamento para as empresas se habilitarem elas trazem o terreno e o projeto e, se estiverem de acordo, garantimos o pagamento das unidades. Isso para nós representa economia de tempo, pois é muito mais eficiente trabalhar com a iniciativa privada. A união do setor público com a iniciativa privada é fundamental para ampliar a oferta de habitação social e intervir em favelas, cortiços e áreas degradadas ou de risco nas regiões metropolitanas. O “Casa Paulista” inovou no estado de São Paulo com o estabelecimento das primeiras parcerias desse tipo na área habitacional”.

Torres explicou que as pessoas nessa faixa de renda têm dificuldades para cumprir exigências burocráticas feitas pelas instituições financeiras para o financiamento de imóveis, sendo que, no início do “Minha Casa, Minha Vida“, o objetivo era atender a população com poucos recursos financeiros e os investidores acreditaram que teriam mais segurança com as faixas de renda mais alta. “Os custos para a construção civil em São Paulo aumentaram muito, em especial nas regiões metropolitanas. Nosso compromisso é retirar as famílias das áreas de riscos e de preservação ambiental, bem como pessoas desalojadas por conta das obras viárias e de metrô. Então, essa é a grande mudança. Temos 40 mil unidades em obras no estado e há um déficit previsto de um milhão. São 500 mil moradias de déficit e mais cerca de dois milhões consideradas inadequadas por outros motivos. Nosso projeto é viabilizar 150 mil unidades nos próximos quatro anos.”

Para transformar essa meta em realidade, além dos R$ 7,9 bilhões previstos no Plano Plurianual (sendo R$ 6,6 bilhões de verba estadual e R$ 1,3 bilhão de programas do governo federal e aporte de instituições financeiras), a agência pretende alavancar investimentos de parceiros públicos e privados para o segmento de habitação de interesse social da ordem de R$ 22 bilhões.