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GC nº 30Setembro 2012 Matéria 25 de 30
Sumário
  1. EditorialBNDES apoia a indústria da construção dentro e fora do Brasil
  2. Jogo RápidoTrês novas PCHs entram em operação no Centro-Oeste
  3. Jogo RápidoBrasil na corrida pelo selo verde nas construções
  4. Jogo RápidoIniciadas as obras da UHE Teles Pires
  5. Jogo RápidoComeçam obras de ampliação do Terminal de Contêineres de Paranaguá
  6. Jogo RápidoDuas FPSOs para o pré-sal
  7. Jogo RápidoSchrader International abre no Brasil nova divisão de compressores de ar
  8. Jogo RápidoGE fecha contrato recorde de R$ 2,28 bilhões com a Petrobras
  9. Jogo RápidoLLX emitirá R$ 750 milhões em debêntures
  10. Jogo RápidoConcessionária oferece treinamento aos operadores de máquinas
  11. Jogo RápidoConstrumetal traz palestrantes internacionais
  12. Jogo RápidoTerminal Portuário Chibatão com certificado ISO até 2015
  13. Jogo RápidoSetor de materiais reduz ritmo dos investimentos
  14. Jogo RápidoAviação regional: demanda cresce mais de 60% em SP
  15. EntrevistaO banco que reescreveu a história do Brasil
  16. EntrevistaA dimensão ambientalista de um banco de fomento
  17. Matéria De Capa - Especial BndesBNDES: 60 anos apoiando a infraestrutura nacional
  18. Matéria De Capa - Especial BndesBanco bom de bola
  19. Matéria De Capa - Especial BndesBrasil será um dos líderes mundiais em energia eólica
  20. Matéria De Capa - Especial BndesEquipamentos: participação do Finame menor em 2011
  21. Momento ConstructionConstruction Expo 2013 Ênfase nos sistemas industrializados
  22. Construção NavalDesafio para gigantes
  23. Logística Superporto SudesteConcluídas obras marítimas do Superporto Sudeste
  24. Construção ImobiliáriaPrêmio Master Imobiliário
  25. Concrete ShowSem medo do apagão da matéria-prima
  26. Mão De Obra - Mulheres Nos Canteiros De ObrasPresença feminina muda o cenário dos canteiros de obras
  27. TecnologiaGuindastes voadores
  28. Cadeia Da Construção - TuperPara a Tuper, navegar é preciso
  29. Concreto HojeA busca pelo concreto sustentável
  30. ArtigoCopa de 2014 e os entraves da burocracia brasileira
Concrete Show

Sem medo do apagão da matéria-prima

Setor do concreto se reorganiza para atender ao crescimento da demanda no país

Exclusivo GC 17 de outubro de 2012 · Edição 30

Realizada nos dias 29, 30 e 31 de agosto, o Concrete Show reuniu a cadeia produtiva do cimento e da construção civil da América Latina. Cerca de 550 empresas nacionais e internacionais, em paralelo a uma programação de 150 palestras simultâneas sobre tecnologias, atraíram mais de 29 mil visitantes. Ao todo foram mais de 60.000 m² de exposição de maquinários, equipamentos, aditivos, produtos e soluções em sistemas construtivos à base de cimento.

Segundo Cláudia Godoy, diretora-geral da UBM Sienna, organizadora do evento, as estimativas mostram que foram movimentados cerca de R$ 880 milhões no evento deste ano, um crescimento de 10% em relação ao ano passado. A expectativa dos participantes do Concrete Show é de que os setores de construção civil e infraestrutura tenham, nos próximos anos, um cenário de crescimento sustentado e consolidado. É o que aponta Arcindo Vaquero y Mayor, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Concretagem (Abesc): "Nosso setor ainda não atingiu o seu ápice. Ainda há muito que crescer”. O presidente do Sinduscon-SP, Sérgio Watanabe, concorda e aponta um dos caminhos possíveis: “O Brasil tem um déficit habitacional superior a 5 milhões, sendo que 80% desse índice é para atender famílias com renda de até três salários mínimos. Há muito o que se fazer e a construção civil está preparada para isso".

As empresas da área de concreto e construção civil estão se movimentando para atender ao crescimento do mercado, alavancado pelos diversos investimentos e empreendimentos principalmente na área de infraestrutura.

Expansão

A empresa alemã Liebherr, por exemplo, iniciou a operação de sua nova fábrica de betoneiras no Brasil em junho deste ano, em Guaratinguetá (SP). Com a ampliação da área fabril, feita em duas etapas, a planta da empresa soma área total de 10.560 m2 e capacidade de produção de mais de três mil betoneiras por ano. A expansão realizada nos últimos três anos somou investimentos totais de R$ 18 milhões. Entre 2009 e 2010, a empresa iniciou o processo de ampliação da fábrica, passando da capacidade de 900 betoneiras/ano para 1500. A primeira etapa da ampliação, embora guiada pela expectativa do aumento de obras civis para a Copa do Mundo de 2014 e pelo próprio crescimento do mercado imobiliário do país, foi mais conservadora.

Já em 2011, a empresa operava com capacidade máxima, quando produziu quase 1.600 betoneiras, sendo 1.300 máquinas novas e 300 tambores reformados. Assim, iniciou a segunda fase da ampliação, com investimentos maiores, principalmente para aquisição de maquinários e que elevou a capacidade de produção até a atual.

A nova linha de produção de betoneiras adota os conceitos Lean Manufacturing da indústria automotiva e trouxe mais sistematização para a produção, o que reduziu substancialmente o tempo de produção das betoneiras. Um dos fatores que colaborou para essa redução foi a aquisição de máquinas de corte e de dobra de alta tecnologia e inéditas no Brasil.

A nova linha de produção funciona paralelamente à antiga, ainda responsável por grande parte da produção da Liebherr. O galpão onde está instalada a nova fábrica, ainda está sendo utilizado por outras linhas de produtos da empresa. A expectativa é que entre outubro e novembro, a fábrica nova esteja operando com todo seu potencial, sendo ela a responsável pela produção da maior parte das betoneiras. Em 2012, a Liebherr irá produzir cerca de 1.500 betoneiras.

Com capacidade entre 6 m3  e 12 m3,  as betoneiras Liebherr são concebidas para serem operadas facilmente por meio de sistemas robustos de acionamento e controle, priorizando a segurança do operador. Os sistemas de pressurização do tanque de água são de fácil operação e possuem válvula de segurança, assim como o tambor que com sua trava garante manutenção segura. As escadas e plataformas da betoneira cumprem requisitos industriais de prevenção de acidentes, que permitem acesso seguro à área de carga de betoneiras em operações de lavagem, dentre outros diferenciais.

A empresa oferece um centro especializado em serviços de betoneiras, com estoque de reposição, área de reformas e reparos e um centro de treinamento adequado à capacitação de clientes. A série de betoneiras da Liebherr faz parte da ampla linha de equipamentos de tecnologia do concreto da empresa, que inclui também plantas dosadoras e sistemas de reciclagem de concreto.

Mais tecnologia para preparo do concreto

A Putzmeister também quer abocanhar uma fatia do mercado do segmento de concreto. Tradicional na produção de bombas de concreto, a Putzmeister introduz a autobetoneira no portfólio de produtos, ampliando a linha de maquinário para a construção as betoneiras passaram a fazer parte da linha Putzmeister a partir da aquisição da fabricantes alemã Intermix.

As autobetoneiras começam a ser distribuídas em todo o mundo na rede de vendas da Putzmeister e, em alguns países, como o Brasil, ela poderá ser produzida localmente. “Estamos ampliando nossa atuação na cadeia do concreto e estamos muito otimistas em relação ao Brasil com a autobetoneira”, disse Romano Rosa, presidende da Putzmeister no Brasil. Segundo ele, com os investimentos em infraestrutura e construção, o país não poderia apresentar um melhor momento para a cadeia do concreto. “Com a autobetoneira, agora temos uma linha mais completa para atender à indústria do concreto”, explicou.  Além da autobetoneira, a empresa aposta nas autobombas lanças para concreto, mais leves, como o modelo BSF42-5 16H, dotada de cinco braços, podendo abrir em espaços reduzidos (mínimo 8,60 m). Dotada de bombeio com capacidade para bombear até 160 m3/hora, pode ser montada em chassi de 8 x 4. A Putzmeister foi fundada em 1958, na Alemanha, e está presente no Brasil desde 1973, com unidades em Atibaia. Hoje, a empresa é parte do grupo chinês Sany.

BMC destaca Spritz e Autobombas

A BMC aposta na bomba para concreto projetado Spritz e nas autobombas com componentes nacionais. Adequada para áreas externas e túneis, o Spritz tem capacidade para 300 litros e produção teórica de 30 m3 /h em 16 ciclos por minuto. Na área de autobombas, são disponibilizadas quatro modelos de autobombas, com componentes nacionais e configurações que vão de 49 a 90 m3/h. Os equipamentos têm material de desgaste para 30 m3, sistema de autolubrificação por meio de bomba hidráulica e painel LCD que monitora o desempenho da bomba e do motor.