Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 8 ← Voltar à edição
GC nº 8Setembro 2010 Matéria 35 de 50
Sumário
  1. EditorialA "onda verde" e a Indústria da Construção
  2. Jogo RápidoSany de olho no mercado de concreto no Brasil
  3. Jogo RápidoTeckma entre as melhores
  4. Jogo RápidoNovidade da Gascom
  5. Jogo RápidoSH investe R$ 1 milhão em novas unidades
  6. Jogo Rápido7.118 casas populares para Guarulhos
  7. Jogo RápidoBosch cria programa de treinamento para a construção civil
  8. Jogo RápidoDe olho na cadeia de produção do petróleo e gás
  9. Jogo RápidoPainéis autoportantes: uma tendência irreversível
  10. Jogo RápidoSoluções para o mercado de energia eólica
  11. Jogo RápidoTracbel investe no Norte do Brasil
  12. Jogo RápidoXCMG terá fábrica de US$ 15 milhões no Brasil
  13. EntrevistaPode faltar cimento no Brasil?
  14. M&T Expo PsM&T Peças, Serviços e Rental tem apoio da imprensa da América Latina
  15. M&T Expo PsO que pensam os formadores de opinião
  16. Copa 2014Cronogramas de obras começam a ser cumpridos
  17. Copa 2014Reforma do Maracanã custará R$ 705 milhões
  18. Sobratema FórumRelatório dos investimentos em infraestrutura 2010-2016
  19. Sobratema FórumO que pensam os representantes da indústria da construção
  20. Sobratema FórumGoverno precisa racionalizar gasto público mantendo os investimentos
  21. Sobratema FórumAnálise consolidada dos setores
  22. EnergiaBelo Monte: nasce um gigante na floresta do Pará
  23. EnergiaComplexo do Rio Madeira
  24. EnergiaParque Eólico de Gargaú
  25. EnergiaParque Eólico de Casa Nova
  26. TransporteTransnordestina: obras poderão ser concluídas em 2012
  27. TransporteExpresso Aeroporto só sai com PPP
  28. TransporteR$ 3 bilhões deixaram de ser investidos em aeroportos
  29. TransporteTAV: obras poderão começar em 2011
  30. TransporteAeroporto do Galeão: obras obedecem cronograma
  31. TransportePorto do Açu, um projeto de US$ 1,6 bilhão
  32. TransportePorto de Itaqui: R$ 1,6 bilhão para duplicação
  33. CombustívelRefinaria Abreu e Lima: investimentos somam R$ 23 bilhões
  34. SaneamentoSabesp investirá R$ 16,9 bilhões na região metropolitana de SP
  35. SaneamentoTransposição do Rio São Francisco, um caminho sem volta
  36. HabitaçãoSão Paulo avança em seu programa de urbanização das favelas
  37. HabitaçãoR$ 328,4 milhões para urbanizar a favela de Manguinhos
  38. IndústriaCaterpillar: fábrica no Paraná para expandir a produção
  39. IndústriaHyundai: nova fábrica em 2011
  40. ShoppingShopping classe A fará parte do empreendimento WTorre JK
  41. ShoppingShopping Metropolitano fará parte da expansão da Barra da Tijuca
  42. OlimpíadasCentro Olímpico de Treinamento
  43. OlimpíadasMarina da Glória, novo pólo esportivo
  44. TurismoPorto Maravilha revitalizará zona portuária carioca
  45. TurismoObra de aquário na zona portuária do Rio de Janeiro deve começar em outubro
  46. Concrete Show 2010Concrete Show pega boa onda do setor de construção
  47. PavimentaçãoTecnologias já existentes podem melhorar as rodovias no Brasil
  48. Agenda 2010Bauma China 2010
  49. Agenda 2010Brasil
  50. Agenda 2010Internacional
Saneamento

Transposição do Rio São Francisco, um caminho sem volta

Exclusivo GC 14 de outubro de 2010 · Edição 8

O governo pretende criar uma estatal para operar a transposição do Rio São Francisco e executar a manutenção dos quase 800 km de canais de concreto que compõem a obra, cortando os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. Iniciado em agosto de 2007, o último balanço governamental aponta para o avanço das obras do Eixo Leste em 61 % e no Eixo Norte em 42 %.

No total, a obra deverá consumir R$ 4,9 bilhões somente na parte física, fora as outras ações como as de revitalização do rio São Francisco e os programas ambientais que estão sendo implantados na medida em que o projeto evolui. A expectativa é de que o projeto supra o atendimento de 12 milhões de pessoas, além de gerar 350 mil empregos diretos e indiretos, especialmente na zona rural.

Deverá viabilizar ainda assentamentos fundiários a serem implantados em áreas férteis, e a melhoria das condições de saneamento básico. Apenas o primeiro dos dois eixos estará pronto em junho de 2011 e sua conclusão deve ocorrer apenas no fim de 2012. O governo ainda irá definir o valor da água. Estimado em R$ 0,13 por 1.000 litros de água por seus defensores, o custo pode chegar a quatro ou cinco vezes esse valor - ainda inferior ao custo da água fornecida por carros-pipa.

Pensada pela primeira vez na época do Brasil Império, a transposição do Rio São Francisco só começou a sair do papel há pouco mais de dois anos, com obras lideradas pelo Exército, que enfrentaram ainda a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, e paralisações determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O Projeto São Francisco abrange a construção de dois canais: o Eixo Leste, com 220 quilômetros, que levará água para os Estados de Pernambuco e Paraíba; e o Eixo Norte, com 402 quilômetros, que atinge Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte. O Eixo Norte terá extensão muito maior que os 63 km do lotes 1 e 2, atingindo 400 km de comprimento até o interior dos estados do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O projeto contempla a construção de outro canal principal de 220 km (Eixo Leste), que  avançará em direção à Paraíba, a partir da barragem de Itaparica, no município de Floresta (PE). O projeto está a cargo do Ministério da Integração Nacional e consiste na construção de dois canais principais – os eixos Norte e Leste – que se ligarão a uma série de canais secundários, adutoras e reservatórios, interligando o São Francisco a outras bacias do Nordeste setentrional.

O empreendimento contempla a construção de nove estações de bombeamento ainda não licitadas. As travessias de rios, estrada e ferrovias serão realizadas por meio de aquedutos, além de alguns túneis previstos em projeto. Ao longo dos dois eixos principais e de seus ramais, serão construídas 30 barragens para a formação de reservatórios, de forma a permitir o fluxo de água nos períodos em que algumas estações de bombeamento estiverem fora de operação. O projeto contempla que elas fiquem desligadas durante um período do dia, para reduzir custos de energia. A primeira etapa das obras foi comandada pelo Exército Brasileiro.