A empresa deu mostras de que o agronegócio será um dos mais importantes alicerces para a expansão de seus negócios nos próximos anos.
Criada há quase um ano para investir sobretudo nas áreas de mineração, logística e bioenergia, a holding AGN Agroindustrial Projetos e Participações já deu mostras desde o início efetivo das operações, no primeiro semestre, de que o agronegócio será um dos mais importantes alicerces para a expansão de seus negócios nos próximos anos. E não apenas por causa da bioenergia, que terá a "cana energética" como carro-chefe. Em mineração, dois dos três primeiros aportes do grupo foram em empresas de fertilizantes, enquanto em logística boa parte das apostas está no campo, tanto no escoamento das safras quanto na importação de insumos agrícolas.
Encabeçada por Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, a AGN teve seus primeiros passos concretos acompanhados com particular interesse pelo ramo de adubos, dada a histórica dependência do Brasil de produtos importados e o fato de a Fosfertil, maior fabricante de matérias-primas para esse mercado do país, ter tido seu controle adquirido pela Vale durante a gestão do executivo e ter sido a base para a formação da Vale Fertilizantes. O segmento não é a prioridade mas está no radar da B&A, o braço de mineração da holding AGN que tem por objetivo buscar participações em empresas que ainda estejam estruturando projetos e que também prospecta oportunidades nas áreas de ferro, cobre, titânio e terras-raras.