No último domingo se encerrou o segundo prazo concedido pela estatal para a empresa apresentar a proposta.
Nos últimos minutos do segundo tempo, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) entregou à Transpetro seu plano de ação para evitar a rescisão dos contratos de construção de 16 navios, suspensos em maio deste ano. No último domingo se encerrou o segundo prazo concedido pela estatal para a empresa apresentar a proposta. A primeira data era 30 de agosto, mas foi prorrogada por mais um mês. Por enquanto, o conteúdo do documento é mantido em sigilo. Por meio de sua assessoria de comunicação, a Transpetro se limitou a informar que a proposta será analisada e o EAS será comunicado, “o quanto antes”, se o plano foi aceito.
O Atlântico Sul venceu licitação para construir 22 navios do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. O primeiro petroleiro, o João Cândido, demorou quase quatro anos para ser construído e foi entregue em maio passado, com dois anos de atraso e aumento de custo de 56%.Para piorar a situação, a empresa coreana Samsung, parceira tecnológica e sócia do estaleiro, deixou o empreendimento em março último. Pelo contrato assinado com a Transpetro, sem parceiro técnico, o documento perderia sua eficácia. Por esse motivo, a estatal suspendeu a encomenda de 16 navios, ficando de fora apenas seis embarcações que ainda contavam com assistência tecnológica da Samsung. O valor total do contrato de 22 navios é de R$ 7 bilhões e o valor dos 16 suspensos está calculado em R$ 5,3 bilhões.