Após euforia inicial com os asiáticos, País busca consolidar uma relação mais madura com seu maior parceiro comercial
Mesmo com vários acordos firmados entre o Brasil e a China durante a recente visita da presidenta Dilma Rousseff ao país asiático em abril, recordes em vendas de produtos, principalmente commodities, e os esforços para reafirmar a importância da parceria comercial entre as duas nações emergentes, o governo brasileiro tem procurado demonstrar uma maior maturidade se posicionando de forma mais crítica sobre as decisões tomadas por Pequim.
Na avaliação de especialistas, essa mudança ainda é um processo em construção, mas um sinal de que depois de um longo período de encantamento, um olhar mais crítico com relação à China começa a vir à tona, transparecendo o desconforto com a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, em relação ao dólar e suas conseqüências como desequilíbrios comerciais, a atuação de companhias chinesas no exterior e empresas brasileiras na China e a busca por firmar-se como um concorrente de produtos chineses no mercado internacional.