A Changi Airport Group, operadora do aeroporto de Cingapura e sócia do Galeão (RJ), pretende repetir sua parceria com a brasileira Odebrecht Transport nos preparativos para a terceira rodada de leilões no setor. Desta vez, entretanto, o grupo condiciona sua participação efetiva nos próximos certames a uma série de "ajustes" nas concessões anteriores. Dois pontos são essenciais: o reconhecimento de que o contrato de exploração do terminal carioca precisa ser revisto, por causa de um suposto desequilíbrio econômico-financeiro nas condições originais, e uma fatia menor da estatal Infraero nas futuras sociedades.
Desde agosto do ano passado, um consórcio formado pela Odebrecht (60%) e pela Changi (40%) administra o Galeão. O grupo detém 51% da nova concessionária e a Lim Liang Song: “Quando olhamos para a terceira rodada de aeroportos, precisamos saber o que foi executado na segunda” Infraero manteve 49% de participação. No processo de transferência das operações à iniciativa privada, o consórcio teve uma surpresa: obras que deveriam ter sido feitas pelo poder público antes da concessão, nos terminais 1 e 2 do aeroporto, não estavam prontas. Além disso, as condições operacionais de equipamentos como elevadores e pontes de embarque não faziam jus ao que preconizava o contrato.