Apesar de todos os avanços, as Parcerias Público-Privadas (PPPs) ainda sofrem com o preconceito sobre a rentabilidade de uma obra.
Em palestra promovida pela Sobratema, no Construction Congresso, na quinta-feira (06/06), o economista Gabriel Muricca Galípolo, da Galípolo Consultoria, disse que é preciso "tirar o pecado que se vê por traz do lucro". "É o concessionário que decide quanto vai gastar e como ele vai conseguir o seu ganho. O governo não deve cercear a criatividade e a lucratividade do setor privado. Isso é um viés antigo. Enquanto isso não mudar, a infraestrutura do País não avança", disse o economista.
Para Galípolo, o governo deve se preocupar apenas em garantir a concorrência para a concessão de obras públicas e com a compatibilidade financeira do valor que será repassado à empresa que vencer a disputa. Feito isso, segundo ele, será possível perceber as vantagens das PPPs: pagamento de contraprestação apenas quando a obra estiver em funcionamento; fim dos custos com desenvolvimento de projeto de engenharia, licenças ambientais, captação de recursos e licitações; maior eficiência com a possibilidade de financiamento; e maior segurança contratual.