A indústria chegou ao fim do ano com nível de produção semelhante ao de fevereiro de 2009
A melhor surpresa deste início de ano foi o aumento da produção industrial em dezembro – 2,3% sobre o volume do mês anterior – informada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Detalhe especialmente animador foi o crescimento observado em 16 dos 24 ramos cobertos pela pesquisa. Não foi, portanto, uma reação concentrada, apesar do peso de alguns segmentos, como o automobilístico. Mas seria arriscado apontar, nesse conjunto de informações, o sinal de uma virada sustentável. Não se pode ainda falar com segurança de uma nova fase de expansão, advertem analistas do mercado e também o técnico responsável pela pesquisa, André Macedo.
Ele aponta a situação da própria indústria automobilística para justificar a cautela: foram fabricados no fim do ano mais automóveis e caminhões, mas os estoques permaneceram acima do nível desejado. Horas depois, a Agência Estado divulgou uma avaliação preliminar das vendas de veículos novos em janeiro. Segundo fontes do setor, o total vendido, de 147.253 unidades, foi 27,9% menor que o de dezembro e 5,2% inferior ao de janeiro de 2016.