Na Suzano Papel e Celulose, a base de fornecedores já ultrapassa a casa dos 3,6 mil, sem contar os integrantes do fomento florestal. Contudo, ao contrário do que preconizam alguns sistemas de administração de produção - redução da cadeia ao mínimo com vistas à máxima eficiência -, a companhia viu mais benefícios em trabalhar com um catálogo não muito enxuto de parceiros e optou pelo modelo da segmentação.
Nessa linha, das 3.651 empresas que atendem a Suzano, 10% integram o grupo de elite, que recebe as encomendas mais volumosas e assina contratos de longo prazo. Mas os demais fornecedores também estão no radar da empresa, e se beneficiam dos R$ 20 milhões a R$ 30 milhões investidos anualmente pela Suzano na gestão desse público, e há mobilidade na cadeia. "Cada vez mais, o foco é ter menos fornecedores nos produtos estratégicos e, com esses, crescer e inovar em conjunto", diz o diretor de Operações da empresa, Ernesto Posada. Com esses parceiros, conta, o relacionamento vai muito além da negociação de preços e envolve o desenvolvimento conjunto de tecnologias e produtos. "Mas não vejo tendência de enxugamento na nossa base e a competição, na medida certa, é boa para todos", acrescenta.