Capitalização da Petrobras começa a ficar mais clara e investidor deve avaliar se vale elevar participação na empresa.
Depois de um período nebuloso, o cenário começa a ficar mais claro para os investidores da Petrobras. As dúvidas quanto ao processo de capitalização da estatal do petróleo dão sinais de alguma definição e, com isso, os acionistas da empresa devem se preparar para decidir se ingressam ou não na oferta de ações da companhia. No caso dos cotistas dos fundos formados com recursos do FGTS, as regras estão mais definidas. Já para quem tem ações da empresa, ou mesmo pensa em comprá-las, é hora de uma avaliação cuidadosa.
Na capitalização da Petrobras haverá emissão de ações. Para quem já é acionista, isso significa uma diluição da participação no capital social da estatal. Em última instância, ele terá direito a menos dividendos. Participar da operação, portanto, se mostra uma estratégia interessante para não ser diluído, avalia Lucas Brendler, analista de investimentos do banco Geração Futuro. "Principalmente numa empresa que tem um cenário positivo no médio e longo prazos, o que deve favorecer os resultados da Petrobras e, com isso, se refletir no preço das ações", avalia. Ele tem preço-alvo de R$ 45,64 por ação preferencial (PN), sem direito a voto) para dezembro deste ano, o que embute um potencial de valorização de 29,65% ante o fechamento de ontem.