O projeto de minério de ferro da Vale em Guiné, na África, nas minas Simandou e Zogota é hoje o maior desafio da gestão de Murilo Ferreira, presidente da companhia desde maio de 2011.
O projeto de minério de ferro da Vale em Guiné, na África, nas minas Simandou (blocos 1 e 2 da jazida) e Zogota, que envolve investimentos de mais de US$ 10 bilhões, incluindo aquisição de direitos de exploração do grupo BSG Resources, é hoje o maior desafio da gestão de Murilo Ferreira, presidente da companhia desde maio de 2011. As minas africanas têm produção prevista de mais de 50 milhões de toneladas por ano. O empreendimento foi iniciado na gestão de Roger Agnelli, antecessor de Ferreira no cargo.
A megajazida de Simandou, em plena selva da Guiné, tornou-se uma dor de cabeça para a Vale e está há quase três meses em compasso de espera de uma definição legal do governo do presidente Alpha Condé sobre o marco legal do novo código de mineração do país. Hoje, a situação da companhia é de contestação jurídica, reivindicando direitos adquiridos antes das novas condições de exploração mineral. A Vale comprou 51% de metade de Simandou, além de Zogota, por US$ 2,5 bilhões da BSG.