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GC nº 86Jan/Fev 2018 Matéria 9 de 17
Sumário
  1. EditorialÁgua: por um pacto global
  2. Jogo RápidoScania e Northvolt fecham parceria para eletrificação de veículos pesados
  3. Jogo RápidoPela industrialização da Construção Civil
  4. Jogo RápidoConstrutoras esperam avanço do setor nos próximos meses
  5. Jogo RápidoConstrutoras esperam avanço do setor nos próximos meses
  6. Jogo RápidoA conexão Iot bate á nossa porta
  7. Crise HídricaÁgua é o novo petróleo
  8. Crise HídricaTransposição – projeto pode ligar Rio Tocantins ao rio São Francisco
  9. Crise Hídrica8º Fórum Mundial da Água
  10. Especial Sobratema 30 AnosPonte Anita Garibaldi
  11. Métodos Construtivos - FormasRetomada discreta
  12. Premio Obra Do AnoObra de shopping atinge estado a arte em pré-moldados
  13. Construção IndustrialExpansão rumo ao futuro
  14. Momento ExpoExpectativas positivas para a M&T Expo 2018
  15. Concreto HojeProtensão melhora a resistência das estruturas de concreto
  16. ArtigoComo proteger as cidades das mudanças climáticas
  17. Agenda 2018Logística em foco
Crise Hídrica

8º Fórum Mundial da Água

Evento acontece pela primeira vez no Hemisfério Sul e conta com a presença de 60 chefes de estado para debater a questão da água

Exclusivo GC 16 de fevereiro de 2018 · Edição 86

Brasília é o palco para a realização 8º Fórum Mundial da Água, que acontece de 18 a 23 de março de 2018, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Realizado pela primeira vez no Hemisfério Sul, o evento reúne mais de 60 chefes de Estado e cerca de 30 mil representantes de 100 países. O fórum, que acontece a cada três anos, já passou pela Coréia do Sul (2015), Japão (2003) e México (2006) e é promovido pelo Conselho Mundial da Água, a organização internacional fundada em 1996, com sede permanente na cidade de Marselha, na França, agregando 400 instituições relacionadas à temática de recursos hídricos de 70 países. Ao todo, já ocorreram sete edições do evento em sete países de quatro continentes: África, América, Ásia e Europa. Em 2014, a candidatura do Brasil foi selecionada, e Brasília foi escolhida como cidade-sede do evento.

Hoje, o presidente do Conselho Mundial da Água é o professor Benedito Braga, representante da Escola Politécnica da Universidade São Paulo e atual secretário de Saneamento do Estado de São Paulo. O Brasil tem ainda quatro governadores no Conselho, que é composto de representantes de governos, academia, sociedade civil, empresas e organizações não governamentais, formando um significativo espectro de instituições relacionadas com o tema água.

Para Ricardo Andrade, diretor executivo do 8º Fórum Mundial da Água, um dos principais objetivos do evento é fazer com que o tema água entre na agenda do dia a dia do cidadão: “Não só do cidadão mobilizado, aquele que discute o tema da água, mas daquele cidadão comum, que acha que a água nasce na torneira, que para ter água limpa precisa de torneira limpa, que não tem a percepção da importância de cuidar bem da água”, destaca. Andrade ressalta que a realização do Fórum é um desafio e que a pretensão é transformar de fato a discussão política sobre a água e elevar a preocupação com o tema.

Segundo Ricardo Andrade, o caso do Brasil é singular.  “Nós temos essa água, sim. Mas onde tem água não tem gente e onde tem gente não tem água. Na Amazônia, tem água mas não tem gente”. A seu ver, a questão central está na oferta de água o que exige linhas de financiamento e uma boa gestão. “Não adianta oferecer água se não tratar o esgoto, porque aí o manancial que se tinha para oferecer água perde a qualidade. E aí passa a se ter um problema de quantidade não porque falta água, mas porque falta qualidade”. disse.

Nesse sentido, a crise hídrica vivida por várias cidades e estados brasileiros teve um efeito benéfico para a conscientização da população sobre o tema água refletindo no aumento da participação popular nas reuniões preparatórias ao Fórum (Rumo à Brasília), que aconteceram em várias cidades reunindo representantes de universidades, entidades civis e governamentais. Para o diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, o 8ºFórum vai discutir temas globais como mudanças climáticas, sustentabilidade e compartilhamento de água entre países, além dos problemas brasileiros, principalmente as secas em várias regiões, inclusive no Distrito Federal.