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GC nº 86Jan/Fev 2018 Matéria 6 de 17
Sumário
  1. EditorialÁgua: por um pacto global
  2. Jogo RápidoScania e Northvolt fecham parceria para eletrificação de veículos pesados
  3. Jogo RápidoPela industrialização da Construção Civil
  4. Jogo RápidoConstrutoras esperam avanço do setor nos próximos meses
  5. Jogo RápidoConstrutoras esperam avanço do setor nos próximos meses
  6. Jogo RápidoA conexão Iot bate á nossa porta
  7. Crise HídricaÁgua é o novo petróleo
  8. Crise HídricaTransposição – projeto pode ligar Rio Tocantins ao rio São Francisco
  9. Crise Hídrica8º Fórum Mundial da Água
  10. Especial Sobratema 30 AnosPonte Anita Garibaldi
  11. Métodos Construtivos - FormasRetomada discreta
  12. Premio Obra Do AnoObra de shopping atinge estado a arte em pré-moldados
  13. Construção IndustrialExpansão rumo ao futuro
  14. Momento ExpoExpectativas positivas para a M&T Expo 2018
  15. Concreto HojeProtensão melhora a resistência das estruturas de concreto
  16. ArtigoComo proteger as cidades das mudanças climáticas
  17. Agenda 2018Logística em foco
Jogo Rápido

A conexão Iot bate á nossa porta

Construtora SKR aposta na Internet das coisas como diferencial competitivo para os novos empreendimentos

Exclusivo GC 16 de fevereiro de 2018 · Edição 86

A Internet das coisas (sigla em inglês, IoT), sem dúvida, irá causar uma revolução na maneira como todos se relacionam com os objetos do dia a dia, desde roupas, utensílios móveis e fixos, e sobretudo, com os ambientes onde vive e frequenta. As previsões dos especialistas são de que, até 2020, haja mais de 26 bilhões de dispositivos conectados, enquanto outros falam de 50 bilhões. Essa revolução já começou em muitos lugares, mas no Brasil ainda é um campo desconhecido no mercado imobiliário. No entanto, uma construtora tem enxergado aí um nicho de atuação. A SKR, com 32 anos de atuação, está apostando na inserção da tecnologia na concepção arquitetônica de seus empreendimentos. Segundo seu porta-voz, Silvio Kozuchowicz, presidente da SKR, o desenvolvimento tecnológico criou novas demandas e necessidades por parte do público, e a arquitetura e a construção precisam atender a essas inovações de modo rápido e eficiente. Além disso, a recessão obrigou a todas as empresas a se diferenciar ainda mais num mercado concorrido.

Os prospectos de venda começam a incluir – ao lado de itens como espaço, conforto, lazer – o item tecnologia, incluindo Wi-fi de alta velocidade nas áreas comuns; infraestrutura para link de internet nas unidades; sistemas de iluminação e cortina automatizada e aplicativos de serviços de condomínio.  “Com esta perspectiva de futuro, o desafio do mercado de construção no Brasil é preparar seus novos empreendimentos para as novas demandas, oferecendo a infraestrutura necessária para que o usuário possa, por exemplo, controlar o sistema de iluminação, ar condicionado ou mesmo o sistema de câmera do imóvel a distância. Trata-se de trazer a tecnologia para dentro do imóvel e essa tendência só tende a aumentar”, destaca ele.

Revista Grandes Construções - Quando foi fundada a construtora e qual o perfil de mercado em que ela atua?

Silvio Kozuchowicz - A SKR está no mercado há 32 anos. Desde a fundação, focamos em edifícios residenciais de alto padrão, com infraestrutura e tecnologia aplicada para oferecer, não apenas um prédio, mas sobretudo um novo conceito de moradia. Foi com esse conceito, que para cada projeto foram implantados diferenciais desde tecnologia de ponta, como arquitetura de autor e até mesmo peças assinadas por artistas renomados para tornar o ambiente mais atrativo. Prezamos a qualidade e excelência na entrega, dando atenção a cada detalhe. Saímos da precificação do metro quadrado para a qualificação do metro quadrado.

RGC - Como a crise recente atingiu as atividades da construtora?

SK - Desde 2015 a crise vem afetando o país, todos os setores foram prejudicados. Para construtoras e incorporadoras, as pequenas e médias, como a SKR, são as que estão conseguindo enfrentar melhor esse momento da economia, até mais do que as grandes empresas.

RGC - Essa crise mostrou que o mercado imobiliário brasileiro ainda é frágil?

SK - Para SKR, 2017 foi um ano extremamente produtivo. Lançamos dois empreendimentos: Nomad (Moema) e Moou (Vila Madalena) e planejamos mais três para 2018. Vale lembrar que a empresa vinha lançando apenas um empreendimento por ano, há quatro anos. A nossa expectativa para 2018 é ter um ano ainda melhor.

RGC - Os nichos dos imóveis de alto padrão também foram atingidos?

SK - Todas as categorias e padrões foram atingidos. O Brasil é um só. Todos enfrentam dificuldades. O diferencial é que em vez de lamentarmos as perdas, nós criamos diferenciais competitivos para ganhar mercado. Nosso país é cheio de oportunidades.

RGC - Existem, a seu ver, formulas que garantem o sucesso de um empreendimento?

SK - A fórmula é prezar pela qualidade. A SKR faz isso, levando em conta a localização dos seus empreendimentos, compromisso com os desejos do público alvo e envolvimento de profissionais de alta qualidade em cada projeto.

RGC - A empresa tem apostado muito na adoção das novas tecnologias em seus empreendimentos? Como se deu essa adesão?

SK – Já estávamos notando as mudanças de comportamento do público. E isso levou a criarmos o Compass, um núcleo de inovação que pensa nos nossos empreendimentos antes deles existirem.  Aliamos tecnologia, arquitetura e design thinking nesse novo modelo de criação e desenvolvimento. Com isso conseguimos oferecer facilidades e encurtar as distâncias entre a vida pessoal e profissional dos clientes, com ambientes inteligentes.

RGC - Houve pesquisa de mercado para traçar esse perfil do comprador?

SK – As pesquisas são fundamentais para o nosso trabalho. Sempre buscamos entender qual a necessidade do público de cada região. Escolhemos a localização dos empreendimentos a dedo. E a pesquisa de mercado permite que, para cada empreendimento, seja levado em conta o tipo de vida que o público espera ter naquele local.

RGC - Quais os números que comprovam o sucesso dessa ousadia?

SK - Hoje temos 2.049 unidades entregues e mais de 553 mil m2 construídos. Em 2017 lançamos dois empreendimentos: Nomad (em Moema) e o Moou (na Vila Madalena). Para 2018 planejamos mais três, um deles ainda no primeiro semestre.  O Nomad, localizado na região do Ibirapuera, e o Moou, na Vila Madalena, foram concebidos para esse novo perfil de consumidores, que questiona, rompe barreiras, quer inovação. Um dos objetivos da IoT é conseguir que os usuários economizem tempo nos seus processos cotidianos e utilizem a tecnologia de maneira eficiente. A habilitação destas tecnologias dentro dos edifícios requer um planejamento e concepção adequados, além de atenção aos padrões pertinentes à indústria. Esse cuidado é essencial para que a IoT atenda às expectativas do consumidor.

RGC - Qual tem sido a reação do comprador diante dessas inovações oferecidas?

SK - O público gosta de encontrar um ambiente para viver de acordo com o seu perfil e necessidades. Todas essas mudanças e tecnologias estão sendo cada vez mais requisitadas na hora da compra. A reação é sempre muito boa. O público gosta de novidades, mas, além disso, de um ambiente completo para morar. Por isso, nos empenhamos em ativar as áreas comuns do empreendimento para que o morador possa aproveitá-las da melhor maneira. E este tem sido um grande diferencial e um dos principais pontos atrativos. Sobre o mercado imobiliário, depende muito do perfil de cada empresa e o público que se quer atingir, mas devemos sempre acompanhar as mudanças do mercado.

RGC - Há também uma mudança de comportamento da sociedade. As novas gerações lidam com a economia compartilhada e rejeitam a posse de vários bens, como automóveis e imóveis.

SK - As novas gerações têm um jeito muito diferente de viver em relação ao modelo dos pais. Por exemplo, eles não têm horário nem lugares fixos. Então, os empreendimentos da SKR suprem todas essas demandas. São exatamente essas mudanças que agregamos aos nossos projetos, isso ajuda traçar um perfil para cada empreendimento. Implementamos coworking, pontos de recarga para carro elétrico, área de convívio compartilhada, entre outros diferenciais para que, assim, o usuário final tenha tudo que precisa dentro do seu edifício.

RGC - A recuperação do mercado depende muito da política econômica. Como o Sr. vê o andamento da economia brasileira atual?

SK - De acordo com as estimativas do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), 2017 teve um crescimento de 5% a 10% no volume de vendas e de lançamentos no Estado de São Paulo, em relação a 2016, quando foram lançadas 17.620 unidades, e vendidas 16.170 (sem considerar os distratos). As previsões do Boletim Focus, do Banco Central, sobre o crescimento do PIB em 2017 foram revisadas para 0,89%, contra 0,73% estimado anteriormente. E para 2018, as estimativas de expansão do Produto Interno Bruto também foram reajustadas, chegando a 2,60%. Se compararmos com os três últimos anos, quando o PIB teve forte queda, fechando 2016 com queda de 3,6%, o número passa a ser ainda mais significativo. Apesar dos desafios, acredito que o cenário vai melhorar ainda mais ao longo deste ano, principalmente devido à queda na taxa Selic, que chegou recentemente à mínima histórica de 7%, o que deve incentivar a retomada dos investimentos no mercado imobiliário.

RGC - A empresa só atua em São Paulo? Há planos de parcerias com outras empresas?

SK - Temos três empreendimentos em projeto para 2018, dois já para lançamento: um na Avenida Rebouças e outro na Rua Joaquim Ferreira Lobo, além de outros que estão em desenvolvimento Atualmente, atuamos apenas em São Paulo. Estamos focados em atender às necessidades do público dessa região. Sobre as parcerias, a cada empreendimento da SKR trazemos parceiros para agregar ao conteúdo final: arquitetos, paisagistas, designer de interiores, entre muitos outros.

RGC - A seu ver, há limites para a tecnologia dentro de um imóvel ou de um empreendimento?

SK – Esse é um ponto fundamental hoje. Não há limites para a tecnologia dentro de um empreendimento. As novidades surgem a todo momento e devemos acompanha-las para trazermos cada vez mais qualidade aos nossos projetos. Temos que continuar lançando imóveis que atendam às necessidades dos consumidores de hoje, mas com os olhos também para as novas tendências e a inovação, preservando o investimento de nossos clientes e a adequação de seus apartamentos. A chegada dos carros elétricos, a economia colaborativa e o uso de aplicativos para smartphones são alguns exemplos de novidades que precisam ser incorporadas também ao mercado imobiliário. Os projetos inteligentes tem uma concepção diferente desde o início. Para comportar toda tecnologia que oferecemos aos nossos clientes, temos que criar uma infraestrutura adequada. A inovação dos projetos da SKR  está em todas partes: engenharia, arquitetura, design e até no mobiliário. Quem não inserir esses itens com certeza já está para traz. Daqui a cinco anos, as demandas tecnológicas serão ainda maiores e mais difíceis de serem acompanhadas.