Alumínio na carona da energia solar

Com potencial sustentável e menor índice de perda de energia na transmissão, as perspectivas de expansão de usinas solares voltadas para a geração de energia limpa no Brasil são consideradas prósperas. Ótima notícia para o setor do alumínio, já que, devido à necessidade de materiais resistentes e leves para a produção das estruturas dos painéis, o metal é o mais recomendado para a fabricação dos módulos fotovoltaicos. “Entre os diversos diferenciais, o alumínio garante 25 anos de vida útil, proteção das células com vidro, durabilidade e resistência à corrosão e intempéries”, explica o presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Milton Rego.
Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam que a geração de energia solar fotovoltaica no Brasil irá crescer este ano dez vezes em relação a 2016. Até dezembro, a previsão é de que o País chegará à marca de 1000 MW de capacidade instalada, o que coloca o Brasil na lista do seleto grupo dos 30 principais geradores da fonte no mundo.
Para atender a esse mercado, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), tradicional indústria nacional do setor, tem realizado investimentos relevantes. Um deles foi a inauguração, no início deste ano, do Centro de Soluções e Serviços (CSS) nas dependências de sua fábrica na cidade de Alumínio (SP). A unidade produz frames para painéis fotovoltaicos. A capacidade inicial de produção é de 2,2 milhões de kits de painéis por ano, podendo ser rapidamente ampliada de forma modular em área já disponível na fábrica, o que posiciona a CBA como empresa pioneira e líder na América do Sul neste tipo de solução para o mercado de energia fotovoltaica. A produção é comercializada para a Canadian Solar.
Com potencial sustentável e menor índice de perda de energia na transmissão, as perspectivas de expansão de usinas solares voltadas para a geração de energia limpa no Brasil são consideradas prósperas. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) informam que estão contratados, por meio de leilões de energia, cerca de 3.300 MW, previstos para serem entregues até 2018.

