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GC nº 85Nov/Dez 2017 Matéria 18 de 30
Sumário
  1. EditorialChuvas de verão, tragédias anunciadas
  2. Jogo RápidoIFAT fecha acordo com Fenasan de olho no mercado brasileiro
  3. Jogo RápidoCPFL Leste Paulista investe cerca de R$ 8,5 milhões em melhorias no sistema
  4. Jogo RápidoMinistério das Cidades entrega Cartão Reforma
  5. Jogo RápidoAlumínio na carona da energia solar
  6. Jogo RápidoEnergia Eólica já abastece 10% do Brasil
  7. Jogo RápidoMercado de galpões logísticos atestam recuperação da economia
  8. Jogo RápidoScania premiada como Empresa Exportadora e pelo Melhor Caminhão
  9. Jogo RápidoGrandes Construções: equipe premiada
  10. Jogo RápidoAs 19 melhores rodovias brasileiras são concedidas segundo a CNT
  11. EntrevistaSaúde e segurança no trabalho: um horizonte sombrio à vista
  12. Análise SetorialO Brasil no ponto de inflexão
  13. Análise SetorialAbertura do setor de infraestrutura é saída para investimentos
  14. Análise SetorialCrescimento e desenvolvimento com menor presença do estado
  15. Análise SetorialCaminho para crescer é investir em desenvolvimento tecnológico
  16. Análise Setorial20 anos das concessões
  17. Análise SetorialRetomada dos investimentos em infraestrutura não será imediata
  18. Análise SetorialMomento de otimismo, mas com cautela
  19. Análise SetorialÉ preciso remover os obstáculos para o crescimento sustentável
  20. Análise SetorialA crise econômica e o setor de arquitetura e engenharia consultiva
  21. Análise SetorialConcessões e parcerias são a esperança para 2018
  22. Energia - BiomassaDo lixo nada se perde, tudo se transforma em energia
  23. SustentabilidadePrêmio Odebrecht de Desenvolvimento Sustentável
  24. Pré-Fabricado De ConcretoPrêmio Obra do Ano da Abcic vai para o Shopping Parque da Cidade
  25. Momento ExpoM&T EXPO: O Momento da Retomada!
  26. TendênciasSaindo do atoleiro
  27. TendênciasDestaque Pós-Venda 2017 em quatro categorias
  28. Concreto HojeGarrafa pet reciclada pode fortalecer concreto em 15%
  29. ArtigoO fim da corrupção na construção civil
  30. Agenda 2017Planeta água
Análise Setorial

Momento de otimismo, mas com cautela

Reynaldo Fraiha, Presidente da Associação Brasileira dos Sindicatos e Associações Representantes dos Locadores de Equipamentos, Máquinas e Ferramentas (Analoc)

Exclusivo GC 15 de dezembro de 2017 · Edição 85

Nosso setor está mais otimista, mas ainda muito cauteloso com relação à expectativa de um 2018 melhor do que 2017. Porém, uma coisa é certa: felizmente o país tem um foco econômico diferente do político. Não se sabe ainda se nós, brasileiros, esgotamos a capacidade de indignação com a política, ou se, com a economia voltando a dar sinais de aquecimento, estamos 100% focados nessa retomada por pura necessidade de sobrevivência. Estamos de fato com mais esperança. Mas não podemos esquecer que os parques das empresas ainda estão ociosos e a rentabilidade ainda está em risco. Temos que trabalhar com extremo cuidado até a retomada da economia entrar em uma trajetória consistente.

A Analoc reúne entidades que trabalham com locadores de linha leve, a chamada linha cinza, que são grupos geradores, linha amarela e os equipamentos de grande porte – gruas, guindastes etc. A saída imediata para todo esse mercado é a retomada dos investimentos em infraestrutura, destravando os investimentos privados por meio de parcerias.

Outro item fundamental é enfrentarmos o desafio da burocracia e falta de coordenação nos processos de concessão, o que traria grande mobilização para locação de equipamentos de linha amarela e de grande porte.

Ao mesmo tempo, é urgente que se retomem as ferramentas de contratação de crédito imobiliário, que aquece o mercado da construção civil e por consequência a locação dos equipamentos leves. Isso ainda parece bem nebuloso.  Mas é uma engrenagem que precisa voltar a funcionar o quanto antes.

Temos um parque de equipamentos com um nível de ociosidade elevada, os investimentos estão em relação direta com a queda da ociosidade do setor. De 2014 para cá, vivenciamos muita lentidão e ineficiência na retomada dos investimentos. Tivemos uma desvalorização dos preços de cerca de 40% e o crescimento dos riscos na locação.

Mesmo diante deste cenário, todos nós tivemos que fazer a correção das rotas. Esperávamos um pequeno aquecimento neste ano com o retorno das concessões, mas tivemos então o problema da JBS e tudo estagnou novamente.  No entanto, não há como negar que tudo isso foi e tem sido muito sofrido, mas também foi um grande aprendizado.

Além de exigir de nós o fortalecimento dos nossos valores éticos e nosso papel na sociedade, cada empresário precisou adequar sua gestão, repensar estratégias comerciais e trabalhar de forma cada vez mais criativa para lidar com uma realidade econômica muito difícil e um cenário político desolador.

O lado positivo é que percebemos no nosso setor uma conscientização maior, uma união maior em torno das entidades para defender interesses comuns, como por exemplo ações conjuntas que priorizaram  a capacitação empresarial, como foi o 5º Congresso de Valorização do Rental, em junho, em São Paulo e o Encontro de Locadores que tivemos em Fortaleza, promovido pelo Sindileq-CE, e várias ações das entidades parceiras nesse sentido. O fortalecimento das entidades é fundamental para que, com a retomada da economia, tenhamos um mercado mais maduro e ético, o que, neste momento e cenário de extrema turbulência dos valores da sociedade,  é extremamente importante.