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GC nº 62Agosto 2015 Matéria 2 de 16
Sumário
  1. EditorialPor uma agenda sustentável para a cadeia da construção
  2. Jogo RápidoAté debaixo d’água
  3. Jogo RápidoPesquisa identifica os principais problemas das concreteiras
  4. Jogo RápidoBrasil terá primeira fábrica de painéis fotovoltaicos
  5. Jogo RápidoZoomlion Empilhadeiras busca dez representantes no Nordeste
  6. Jogo RápidoZF entra no segmento de Energia Eólica
  7. Jogo RápidoSuspensão de novas contratações do MCMV não surpreende SindusCon-SP
  8. EntrevistaCidades com gestão compartilhada, um novo modelo a ser estudado
  9. M&T ExpoNovidades que vêm do Oriente
  10. Matéria De Capa - RodoviasRodovias: nova "safra" de concessões promete bons frutos
  11. Matéria De Capa - RodoviasEngenharia a favor do meio ambiente
  12. Excelência Operacional & Lean ConstructionMapeamento do Fluxo de Valor Construtivo
  13. Concreto HojeCentrais de concreto: mercado reticente, mas demandante
  14. ArtigoProdutividade digital no setor de Óleo e Gás
  15. Agenda 2015Concurso vai premiar aplicativo sobre água
  16. Espaço SobratemaESPAÇO SOBRATEMA
Jogo Rápido

Até debaixo d’água

Exclusivo GC 10 de agosto de 2015 · Edição 62

O Tunnel Boring Machine (TBM), conhecido como ‘Tatuzão’, usado nas obras da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro, chegou à Estação Jardim de Alah, no Leblon, no dia 10 de julho, cerca de um mês antes do previsto. Numa solução inédita na engenharia brasileira, parte da estação foi preenchida com água para receber a tuneladora, que vinha escavando por baixo do canal do Jardim de Alah, Zona Sul carioca.

Esta técnica chama-se breakthrough submerso e foi utilizada para equilibrar a pressão do terreno e permitir que o ‘Tatuzão’ continuasse operando em ambiente similar ao que estava sob o canal. O método – comumente utilizado no exterior e empregado recentemente em obras de metrô da Alemanha, China, Itália, Argentina e Estados Unidos – foi utilizado pela primeira vez no Brasil.

Para receber a máquina, um quarto da Estação Jardim de Alah foi preenchida com água. Com isso, o ‘Tatuzão’ chegou submerso à estação e, agora, finaliza a construção e vedação do túnel neste trecho. Em seguida, a estação começará a ser esvaziada para que o ‘Tatuzão’ possa ser arrastado pelo corpo da estação. O equipamento permanecerá por cerca de 40 dias no Jardim de Alah, onde passará por manutenção programada.

Em seguida, escavará sob o leito da Avenida Ataulfo de Paiva, no Leblon, até a Estação Antero de Quental, onde está previsto para chegar na segunda quinzena de outubro. Em dezembro, a tuneladora chega na região do Alto Leblon, onde irá se conectar ao túnel escavado da Barra da Tijuca em direção à Zona Sul.

Entre a estações General Osório e Jardim de Alah, o ‘Tatuzão’ escavou aproximadamente 2 mil metros de túnel.