Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 64 ← Voltar à edição
GC nº 64Outubro 2015 Matéria 17 de 28
Sumário
  1. EditorialSão Paulo: Orçamento de 2016 garante execução das obras de infraestrutura
  2. Jogo RápidoESPAÇO SOBRATEMA
  3. Jogo RápidoSany retoma obras da fábrica em jacareí
  4. Jogo RápidoMudanças na gestão da petrobrás afetam trabalhadores
  5. Jogo RápidoNúcleo jovem da Sobratema: grupo de trabalho de normas define estratégias de ação
  6. Jogo RápidoFG finaliza concretagem da fundação do epic tower
  7. Jogo RápidoGrupo Saint-Gobain comemora 350 anos com 350 razões para acreditar no futuro
  8. Jogo RápidoMetrô do Rio de Janeiro: mais uma etapa concluída
  9. Jogo RápidoAeroporto executivo na região de Sorocaba/SP fica pronto em 2016
  10. Jogo RápidoToniolo Busnelo investe em tecnologia
  11. Jogo RápidoMonitoramento de obra com Drone
  12. Jogo RápidoComeçam as obras da 1ª PPP da Habitação Social
  13. Jogo RápidoSH Formas abre primeira filial fora do Brasil
  14. EntrevistaComo a mobilidade urbana pode salvar vidas
  15. Especial São Paulo - InvestimentosQualidade de vida na área metropolitana – os desafios de São Paulo para tornar-se um líder global
  16. Palavra Do GovernadorInfraestrutura e empregos contra a crise
  17. Investe SpCrescer é preciso
  18. Trilhos UrbanosLá vem o trem
  19. Porto De São SebastiãoPortal de tecnologia
  20. FerroanelProjeto estratégico ainda está sem definição
  21. AbastecimentoCalcanhar de Aquiles
  22. Momento ConstructionSobratema associa-se à Câmara Espanhola de Comércio do Brasil para a Construction Expo 2016
  23. Cúpula Dos PrefeitosNa mão dos prefeitos
  24. Indústria NavalSetor reflete crise da Petrobrás e perde 14 mil postos de trabalho
  25. Concreto HojeTecnologia nas alturas
  26. Excelência Operacional & Lean ConstructionLean Construction e os ganhos em Ergonomia e Segurança
  27. ArtigoCidades mais conectadas e mais vulneráveis aos ataques cibernéticos
  28. Agenda 2015NT Expo – 18ª Feira Negócios nos Trilhos
Investe Sp

Crescer é preciso

Exportação, área de serviços, biomédica e tecnologia concentram os principais investimentos empresariais no Estado nos últimos anos

Exclusivo GC 13 de outubro de 2015 · Edição 64

A máxima é antiga: crise em chinês também significa oportunidade. Isso é o que move o trabalho da Investe São Paulo, agência de fomento criada em 2008 para apoiar os novos investimentos no estado de através de linhas de financiamentos e apoio logístico. De 2011 a 2014, São Paulo recebeu 87 novas empresas. Em 2014, mais 29 projetos foram anunciados incluindo grandes companhias, como Toyota, Hyundai, Chery, GE, Caterpillar, entre outras dos ramos de energia, alimentos e bebidas, saúde, química e agropecuária.  Até o mês de agosto, quando foi divulgado o último balanço, o Estado recebeu mais 21 projetos neste ano, totalizando uma carteira de investimentos de R$ 7,4 bilhões. Para o segundo semestre há uma previsão de mais 12 anúncios, com um aporte de R$ 1,1 bilhão. A projeção para o total do ano de 2015 é atingir o montante de 33 projetos, com a soma de R$ 8,5 bilhões em investimentos e a geração de 9.051 empregos. E ainda estão em negociação 53 projetos que somam R$ 13,2 bilhões e 14.081 empregos.

Os números animam o presidente da companhia Juan Quirós. “A Investe São Paulo é uma Organização Social  (OS) que presta serviço à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação por meio de contrato de gestão.Somos o órgão responsável por atrair investimentos e zelar pela competitividade econômica do Estado. Atualmente atuamos também  no incentivo à exportação de produtos paulistas e com parques tecnológicos”, explica seu presidente.

Até setembro, a agência contabilizava 119 empresas atendidas, que somam R$ 33,5 bilhões em investimentos. “Isso falando sobre nossa carteira de projetos anunciados, ou seja, que foram divulgados na mídia. Há diversos outros por vir”, diz ele. O apoio às exportações está dentre as prioridades da empresa. “Vamos celebrar um convênio com a APEX que vai resultar em capacitação do produtor paulista para conquistar o mercado externo”, disse Juan, que redesenha a Agência para atender às demandas voltadas aos pequenos e médios exportadores”, diz Quirós.

Os novos investimentos anunciados no estado vão desde as áreas de  tecnologia, insumos e serviços. Dentre eles, destacam-se  o da Greiner Bio-One, que está expandindo uma fábrica de tubos de coleta de sangue a vácuo em Americana; a Natura, que inaugurou um hub logístico em Itupeva; a Chery, que vai receber um cluster de fornecedores de autopeças em Jacareí; a BYD, que além dos ônibus elétricos, vai produzir placas fotovoltaicas em Campinas; a Weidmann, que vai fazer pacotes de isolamento para transformadores em Valinhos; a Vinn, que está instalando um hotel em São Carlos; a Lwarcel que anunciou, em junho deste ano, a expansão de sua fábrica de celulose em Lençóis Paulista a ser iniciada em 2016, com entrada em operação prevista para 2019; a Danone, que vai fabricar iogurtes em Itapetininga; a Hyundai, que vai implantar um centro de P&D para motores flex em Piracicaba; a Kwangjin, que fabrica mecanismos e módulos para janelas de carros em Sumaré; a Atento, que inaugurou um centro de atendimento a clientes em Guarulhos e a Unilever, que inaugurou a fábrica de produtos de higiene e limpeza, detergentes e produtos de limpeza em Aguaí. “São empresas que enxergam que crises são cíclicas e passageiras, e sabem que, quando a economia melhorar, vão estar um passo à frente”, explica o presidente da Agência, Juan Quirós.

Quirós destaca dois empreendimentos que envolveram maior volume de investimentos:  os projetos de infraestrutura da Vale (R$  3,5 bilhões) no Porto de Santos e a ampliação da fábrica de celulose da Lwarcel (R$ 3,5 bilhões). “Em termos de emprego, destacou-se recentemente a Atento, que inaugurou um centro de atendimento a clientes com capacidade para três mil funcionários”, informa.

A economia paulista corresponde a 33% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O setor de serviços é predominante (69%) em relação à indústria, correspondendo  a 43% da receita bruta do setor em todo o País.

Mas a representatividade da indústria também é grande – são 35,6% do valor da transformação industrial (VTI) brasileira , compondo também 29% do PIB do Estado. “É uma indústria que se apoia em sólida base tecnológica, gerando produtos de alto valor agregado, com destaque para os segmentos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), Petróleo e Gás Natural, Economia Verde, Aeronáutico e Automotivo”, destaca Quirós. Segundo ele, em valores absolutos, a fabricação de produtos alimentícios está à frente dos demais, seguida pela indústria automotiva.

Para o presidente da agência, as principais dificuldades enfrentadas pelo estado ficam por conta dos efeitos da crise do comércio internacional e a  restrição ao crédito. “Mas os investidores que atendemos sabem que crises são cíclicas, e que quem investe agora estará um passo a frente quando a economia melhorar”.

AES Eletropaulo: R$ 200 milhões para modernizar a rede elétrica

Como parte do programa de manutenção da AES Eletropaulo, a concessionária destinará mais de R$ 200 milhões para modernizar a rede elétrica nos 24 municípios atendidos. Dentre as iniciativas, nesta semana, a distribuidora começará a substituir cabeamentos subterrâneos de alta tensão que fazem parte da rede elétrica dos bairros Jardim Paulista, Jardim Europa, Jardim América e Jardim Paulistano, na capital paulista.

A obra abrangerá 5 km de extensão e trará melhorias ao fornecimento de energia da região, aumentando a confiabilidade do sistema. Na maior parte do trecho contemplado, a concessionária utilizará uma metodologia denominada “não destrutível”, que consiste em reduzir o número de valas abertas nas vias, minimizando os transtornos à população.

Outra medida adotada para diminuir o impacto aos clientes e ao fluxo de carros da região será a realização dos trabalhos em horários alternativos, seguindo orientação dos órgãos municipais. O projeto está dividido em três etapas, ao longo de um ano. A primeira fase acontece até novembro, contemplando trechos das ruas Manoel da Nóbrega e Rodolfo Troppmair, além da Avenida Marechal Estênio Albuquerque. Já a segunda fase contempla as ruas França e Canadá, além das praças Califórnia e das Guianas. E a última etapa abrange a região das ruas Tucumã, Escócia e Itália.

“Essas ações fazem parte do nosso plano anual de melhorias. Mantemos um cronograma estruturado para reduzir as interferências na rede e garantir, a cada dia, mais qualidade ao serviço que oferecemos aos nossos clientes. Somos conscientes em tentar minimizar os transtornos de uma obra. Por isso, procuramos as tecnologias mais avançadas e horários alternativos”, diz Anderson de Oliveira, diretor da AES Eletropaulo.

Embraer: domínio na aviação comercial

A Embraer investiu cerca de US$ 560 milhões em 2014 (8,9 % da receita) em sua planta em São José dos Campos. E para 2015, o investimento deve chegar a US$ 650 milhões, sendo US$ 350 milhões em pesquisa e desenvolvimento e US$ 300 milhões, na fábrica.

A empresa se prepara para montar em série a nova família de jatos comerciais, batizada de E-Jets 2 ou E2. São os três aviões da família (E175, E190 e E195, todos com o sobrenome 2) que levarão a Embraer a um novo patamar na aviação comercial, que responde por 50,3% do faturamento da empresa. A meta é impulsionar a receita líquida da Embraer, que oscila entre 5,8 e 6,2 bilhões de dólares por ano, com os novos jatos, que foram lançados em junho de 2013 e são mais econômicos, potentes e inovadores. Uma das novidades é a inclusão de um robô que move carrinhos levando peças para funcionários na linha de produção. A máquina percorre o hangar parando em até 80 pontos, nos quais abastece os montadores.

A primeira entrega de um avião da nova família, o E190-E2, está prevista para o primeiro semestre de 2018. O E195-E2 está programado para entrar em serviço em 2019 e o E175-E2, em 2020

Hyundai: aposta em pesquisa e inovação com sotaque caipira

O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Hyundai, na região de Piracicaba, será o quinto da empresa no mundo, que já tem centros de P&D instalados na Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e Alemanha. A previsão é que as operações comecem no segundo semestre de 2016, com investimentos de R$ 100 milhões. O centro também atende as demandas do Inovar-Auto, regime automotivo do Governo Federal que estimula a produção local de conteúdo e tecnologia. A estrutura terá como principal objetivo desenvolver tecnologias voltadas ao mercado brasileiro, amplamente dominado pelos motores flex. Para tanto, contará com laboratórios para teste de desempenho e durabilidade de motores, redução de emissões e melhoria da eficiência energética e da partida de motores em baixas temperaturas, crítico para combustíveis como o etanol.