Mudanças na gestão da petrobrás afetam trabalhadores
As mudanças na gestão da Petrobrás mostram uma empresa mais enxuta e que cada vez mais direciona seus esforços ao mercado financeiro e à obtenção de capital. A Assembleia Geral Extraordinária realizada no início deste mês demonstrou os novos caminhos que deverão ser traçados pela companhia ao longo dos próximos anos, com uma maior participação do conselho na tomada de decisões internas e um cuidado acentuado em termos de governança.
A nova direção da empresa vem buscando novas perspectivas de lucro e não tem poupado, sob uma ótica de mercado, os postos de trabalho de milhares de profissionais que já perderam seus empregos devido aos recentes cortes de investimentos, que tendem a se intensificar.
Uma visão meramente econômica da estatal pode acarretar mudanças no papel social da empresa, afirma o conselheiro da Petrobrás e representante dos trabalhadores, Deyvid Bacelar, que enxerga as novas mudanças internas de maneira negativa. “Isso se entende como um retrocesso, porque vemos uma empresa de petróleo ser administrada como se fosse uma empresa financeira”, diz Bacelar, que aponta para a possibilidade de uma greve geral dos funcionários da empresa nos próximos mesesSH abre sua primeira filial fora do Brasil.

