Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 23 ← Voltar à edição
GC nº 23Jan/Fev 2012 Matéria 34 de 41
Sumário
  1. EditorialMobilidade urbana como política permanente
  2. Jogo RápidoR$ 28 milhões para ampliar a Usina de Montes Claros
  3. Jogo RápidoCBCA lança manual de construção em aço
  4. Jogo RápidoBahia estuda projeto da ponte Salvador-Itaparica
  5. Jogo RápidoFonte Nova tem mais de 50% das obras executadas
  6. Jogo RápidoKSB fecha venda de 11 bombas de grande porte à Petrobras
  7. Jogo RápidoLiebherr voltará a produzir guindastes de torre no Brasil
  8. Jogo RápidoSany adquire a Putzmeister
  9. Jogo RápidoMais dois TAVs para o Brasil
  10. Jogo RápidoMelhores Construtoras Ferroviárias de 2011
  11. Jogo Rápido26 sondas de perfuração para a Petrobras
  12. Jogo RápidoVolvo Construction bate novo recorde de vendas na América Latina
  13. Jogo RápidoSH investe R$ 40 milhões na compra de novos equipamentos
  14. EntrevistaGovernador Sergio Cabral:Rio tem progresso sustentado na reconstrução da qualidade de vida
  15. Especial Rio De JaneiroNo Rio de Janeiro, um mar de investimento
  16. Especial Rio De JaneiroPIB do Rio cresce mais que o do Brasil
  17. Especial Rio De JaneiroConstruindo um novo Rio de Janeiro
  18. Especial Rio De JaneiroObras do Maracanã avançam dentro do cronograma previsto
  19. Especial Rio De JaneiroBRTs são solução de curto prazo para transporte no Rio
  20. Especial Rio De JaneiroTransOeste sai no primeiro semestre de 2012
  21. Especial Rio De JaneiroTransCarioca mobilizará cerca de R$ 1,6 bilhão
  22. Especial Rio De JaneiroVLT para atender a área central do Rio
  23. Especial Rio De JaneiroMetrô da Barra é mais um legado para o carioca
  24. Especial Rio De JaneiroPátio de manobra vira estação de passageiros no metrô do Rio
  25. Especial Rio De JaneiroO Amanhã, na visão de Calatrava
  26. Especial Rio De JaneiroPorto Maravilha: em construção o novo cartão postal do Rio
  27. Especial Rio De JaneiroEspigão no cais
  28. Especial Rio De JaneiroComperj: megaprojeto movimenta mercado brasileiro da construção
  29. Especial Rio De JaneiroVila Olímpica: outra cidade dentro do Rio de Janeiro
  30. Especial Rio De JaneiroSuperporto do Açu recebeu mais de R$ 2,3 bilhões em investimentos
  31. Especial Rio De JaneiroR$ 5,4 bilhões para o porto do pré-sal
  32. Especial Rio De JaneiroSiderúrgica de padrão mundial no Porto de Açu
  33. Especial Rio De JaneiroCravada última estaca do Superporto Sudeste
  34. Especial Rio De JaneiroFábrica de submarinos nucleares
  35. Especial Rio De JaneiroAngra 3: 40% das obras estão concluídas
  36. Especial Rio De JaneiroEnergia nuclear no Brasil
  37. Concreto HojeTecnologias que viabilizam a construção da UHE Santo Antônio
  38. Métrica IndustrialImpermeabilização em construção imobiliária
  39. Métrica IndustrialO custo da má impermeabilização, segundo um dos especialistas
  40. Métrica IndustrialObras imobiliárias: onde os impermeabilizante são usados
  41. ArtigoTragédias Geológicas:o objetivo deve ser eliminar o risco
Especial Rio De Janeiro

Fábrica de submarinos nucleares

Avançam obras do estaleiro e da Base Naval onde será construído o primeiro submarino nuclear brasileiro

Exclusivo GC 7 de março de 2012 · Edição 23

Uma das obras que não tem tido problemas de cronograma é a construção do Estaleiro e da base naval em Itaguaí – na Baía de Sepetiba, estado do Rio de Janeiro. As instalações abrigarão a construção de quatro submarinos nucleares com transferência de tecnologia francesa.

Enquanto as atividades de tecnologia e de desenvolvimento do submarino nuclear começaram em 2010, a construção do estaleiro e da base naval foi iniciada em 2011. O estaleiro permitirá a implementação gradual da tecnologia de construção de submarino nuclear no Brasil, começando pela montagem de parte do primeiro submarino Scorpène, que deverá ficar pronto em 2015.

A Marinha Brasileira ativou a Coordenadoria do Programa de Desenvolvimento de Submarino de Propulsão Nuclear em setembro de 2008. O complexo será parcela de um gigantesco empreendimento de 1,5 milhão de m² levantado pela Companhia Docas na região, o qual reunirá diversos estaleiros. O primeiro submarino será feito, em parte, na França, em Cherbourg – os outros terão seus cascos montados no Brasil, depois de manufaturados na Nuclep. O investimento é da ordem de R$ 5 bilhões. O empreendimento está a cargo da empresa francesa DCNS (Direction des Constructions Navales et Services), e as obras civis estão a cargo da Construtora Norberto Odebrecht, contratada pela empresa francesa. A DCNS dará assistência para o design da parte não-nuclear do submarino, a ser feita pela joint venture, e às obras para construção do estaleiro e da nova base de submarinos da MB.

O plano geral de obras envolve a construção da infraestrutura e dos prédios e instalações dos equipamentos da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (UFEM), e um conjunto de obras marítimas, além da infraestrutura e dos prédios e instalações dos equipamentos para o estaleiro e para a base naval.

São duas principais frentes em andamento. Na Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas, estão sendo construídas a superestrutura das edificações (industrial e administrativa) e instalações. No Estaleiro e Base Naval, estão em andamento as obras de dragagem, de aterro hidráulico, de cravação de estacas metálicas, colocação de estruturas pré-moldadas de concreto armado sobre estacas, além de abertura de túnel em rocha.

Segundo a Marinha Brasileira, as obras requerem tecnologias inovadoras aplicadas principalmente no dimensionamento da estrutura dos cais, destinados a servir os submarinos de propulsão nuclear considerando efeito de sismo; na utilização da técnica de densificação do aterro para evitar liquefação da areia durante a eventual ocorrência de sismo;  no dimensionamento das docas secas considerando a classificação “estrutura nuclear”,  e no armazenamento de material contaminado em “geotubes”.

As dificuldades enfrentadas ficam por conta do sistema logístico para suprimento e execução da obra. Principalmente sobre o acesso provisório  de pessoal e material pela área do Porto de Itaguaí. Atualmente,não é possível transitar com material e pessoal pelo Porto, pois isso prejudica os serviços normais do local. A solução foi construir um acesso provisório ao lado do Porto. Porém trata-se de uma estrada de barro e estreita, o que dificulta o transporte de maior quantidade de caminhões e o tráfego em dias de chuva. O transporte pelo mar de estacas metálicas e peças pré-moldadas de concreto armado entre o canteiro de fabricação e o canteiro das obras de mar é outro ponto crítico para as obras, assim como a necessidade de obtenção de mão de obra qualificada no mercado. Hoje, a frente mais avançada é a obra da  UFEM .

Segundo a área de comunicação da Marinha, os principais marcos da obra são: Prontificação das obras civis da UFEM, em 19 de novembro ;   Prontificação das obras civis do Estaleiro Naval, em dezembro de 2014; e  Prontificação das obras civis da Base Naval, em dezembro de 2017.

Dentre os cuidados adotados na construção das áreas em que serão construídos os submarinos nucleares, destaca-se o apoio da infraestrutura em rocha e adoção de fator de segurança 1,5 para equilíbrio do empuxo de água nas docas.  Todas as atividades são orientadas por um Plano Básico Ambiental elaborado e a obra está licenciada pelo IBAMA. Cita-se, por exemplo, a dragagem de material contaminado na área de abrangência da obra, cuja destinação foi o envelopamento em embalagens especiais - geotubes - instaladas em terra.