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GC nº 36Abril 2013 Matéria 22 de 35
Sumário
  1. EditorialA nova energia que vem do Sol
  2. Jogo RápidoAnglo American qualifica e contrata mão de obra local para Projeto Minas-Rio
  3. Jogo RápidoInsumos para concreto
  4. Jogo RápidoMetasa de olho no mercado de óleo e gás
  5. Jogo RápidoPetrobrás negocia contratação de dois FPSOs
  6. Jogo RápidoJCB entrega retroescavadeiras para municípios do Ceará
  7. Jogo RápidoLocar usa guindaste LR 1400 em obra da Racional Engenharia
  8. Jogo RápidoUsina Hidrelétrica Santo Antônio já opera 25% da sua capacidade total
  9. Jogo RápidoSobratema é destaque no turismo de negócios
  10. Jogo RápidoIniciadas obras de pavimentação de estrada no sul de Minas Gerais
  11. Jogo RápidoTermomecanica na reforma de estádios brasileiros
  12. Jogo RápidoPara eliminar resíduos do setor offshore
  13. Jogo RápidoMais navios para a Petrobras
  14. Jogo RápidoNova linha de perfuratrizes direcionais da XCMGBrasil/Êxito
  15. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  16. EntrevistaA natureza surpreende a Engenharia
  17. Metrô - Rio De JaneiroLinha 4 do Metrô-RJ, um projeto desafiador
  18. Metrô - Rio De JaneiroUm gigante nos subterrâneos do Rio
  19. Momento ConstructionSalão temático da Linha 4
  20. Momento ConstructionBrasil terá fábrica de submarinos nucleares
  21. Momento ConstructionProsub é tema de salão temático na Construction Expo 2013
  22. Mobilidade UrbanaMobilidade urbana em BH
  23. Mobilidade UrbanaBRT Antônio Carlos / Pedro I
  24. Mobilidade UrbanaBRT Cristiano Machado
  25. Mobilidade UrbanaBRT Área Central
  26. Mobilidade UrbanaCentro de Controle Operacional
  27. Mobilidade UrbanaBoulevard Arrudas – Tereza Cristina
  28. Mobilidade UrbanaVia 210 (Via do Minério / Tereza Cristina)
  29. Mobilidade UrbanaVia 710 (Av. Cristiano Machado / Av. dos Andradas)
  30. Especial - CearáCorredor Pedro II e Obras Complementares nos BRTs Antônio Carlos / Pedro I e Cristiano Machado
  31. RodoviasRodoanel Mario Covas perto do fim
  32. Concreto HojeIndústria de cimento continua aquecida
  33. Obras De ArtePrimeiro túnel imerso brasileiro ligará Santos a Guarujá
  34. ArtigoA Evolução do Conteúdo Local
  35. Enquete OnlineFalta cultura de contratação de seguros no Brasil
Mobilidade Urbana

Mobilidade urbana em BH

Exclusivo GC 23 de abril de 2013 · Edição 36

Com quase 2,5 milhões de habitantes e um trânsito cada vez mais caótico, Belo Horizonte passa por uma mudança radical. O andamento de oito obras de mobilidade urbana, do Plano de Aceleração do Crescimento da Copa, está testando a paciência dos belo-horizontinos com a promessa de uma cidade menos sobrecarregada e com mais fluidez no trânsito para população e visitantes no mundial de 2014 e nos anos seguintes. Com 114 anos, há pelo menos meio século a cidade não passava por tamanha transformação. Serão 1,3 bilhão de reais de investimentos, com R$ 1,02 do Governo Federal e o restante como contrapartida da PBH, com a implantação da rede de transporte BRT (Bus Rapid Transit, da sigla em inglês), a criação do Centro de Controle Operacional para gerenciar e aumentar a segurança do trânsito, além de obras no Boulevard Arrudas e trechos das chamadas vias 210 e 710. Enquanto o poder público comemora o que considera um dos maiores passos para um sistema de trânsito mais ágil, eficiente e integrado, especialista diz que as obras feitas para a Copa não resolverão o problema da mobilidade na cidade, que tem mais de 150 gargalos.

A grande estrela das obras da mobilidade urbana estão sendo consideradas as três primeiras linhas do projeto BRT, iniciado em 2008, paralisado e, hoje, em andamento com o financiamento do PAC. A previsão de entrega é para o final deste ano. Os ônibus articulados passarão pelas principais vias da cidade, as avenidas Antônio Carlos, Pedro I, Vilarinho e Cristiano Machado e área central. O diretor de planejamento da empresa de transportes de Belo Horizonte, a BHTrans, Célio de Freitas, diz que o BRT é o elemento central do plano de mobilidade urbana do órgão até 2020, juntamente à extensão do metrô, que devido ao custo e falta de recursos, é inviável neste momento.

No plano de mobilidade urbana da BHTrans, a ideia é a criação de uma rede estrutural envolvendo o metrô e os corredores de ônibus chamados BRTs, à qual será agregada desde o ônibus suplementar até um veículo leve sobre trilhos (VLT), quando este se mostrar viável. “O BRT teve o financiamento do PAC da Copa e com ele daremos um ganho de qualidade no transporte público”, afirma.

O impacto do BRT será, primeiramente, mais visível para o usuário de transporte coletivo que verá o seu tempo de viagem de ônibus diminuir em pelo menos 50%. A expectativa é que pelo menos cerca de mil ônibus convencionais deixem de circular no hipercentro e deem espaço para ônibus do BRT, três vezes maiores que os convencionais, mais confortáveis, com espaços adequados para a população idosa e para portadores de necessidades especiais e de obesidade. Aliás, todas essas mudanças e agilidade serão a principal arma do poder público para atrair o motorista de veículos particulares. “Com as vias exclusivas, o BRT terá muito mais agilidade, o que chamará a atenção desse motorista”, afirma Freitas.

Na chamada primeira fase do sistema, estão sendo construídas 36 estações de transferência nos corredores como são chamadas as grandes avenidas-, sendo seis no hipercentro e cinco estações de integração nos bairros.

Nem todos estão tão otimistas com todas as obras. Para o consultor de mobilidade e assuntos urbanos, José Aparecido Ribeiro, a cidade ficou meio século sem as obras que precisava para desenvolver-se e acompanhar a evolução imobiliária e, especialmente, a evolução da indústria automobilística. “Nossas ruas são as mesmas da construção da cidade e a frota de veículos aumenta 10% ao ano. Não temos transporte coletivo que seja apelo para motoristas se tornarem passageiros e a cidade, hoje, possui 150 gargalhos que precisam de obras, não de 'puxadinhos'”, argumenta.

O diretor de planejamento da BHTrans argumenta que estudos do plano de mobilidade urbana da empresa indicam que há 150 intervenções viárias, de diferentes dimensões, para serem realizadas até o ano de 2030.

Para Ribeiro, há obras que não podem esperar tanto tempo e já deveriam estar no pacote para a Copa do Mundo. É o caso da obra do Anel Rodoviário e da integração das principais avenidas, Cristiano Machado, Contorno, Amazonas, Antônio Carlos e Via Expressa, transformando todas elas em vias expressas interligadas, sem interrupção de tráfego. Para ele, só isso consumirá e eliminará metade dos gargalos de BH. “Isso precisa ser feito com urgência”, diz.