Newton Cavalieri deixa legado para a construção brasileira
Os setores da Engenharia e da Construção no Brasil perderam um dos seus personagens mais representativos. Faleceu no último dia 4 de janeiro, em São Paulo, o engenheiro Newton Cavalieri, com quase 100 anos de vida e mais de 70 de profissão.
Ao longo da sua trajetória profissional, Cavalieri participou de importantes projetos, como as obras de fortificação da baía de Guanabara, retificação da ligação ferroviária entre São Paulo e Rio de Janeiro para a Central do Brasil (assumindo o trecho chamado Variante do Parateí), a construção da Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga a Zona Norte à Zona Oeste do Rio de Janeiro, e a construção da Rodovia Raposo Tavares, entre Sorocaba e Itapetininga, em São Paulo.
Formado em engenharia civil pela escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, o mineiro de Itabirito também atuou nas obras da ligação ferroviária Anápolis e Niquelânida, em Goiás, a construção da primeira autoestrada no Brasil ligando Porto Alegre a Osório, no Rio Grande do Sul, a utilização da primeira fresadora de asfalto e também a participação no consórcio que iniciou as obras da Linha 1 – Azul do metrô de São Paulo, no bairro do Jabaquara (Zona Sul), em 1968.
Newton Cavalieri era avô do atual presidente da Brasil Máquinas de Construção (BMC), Felipe Cavalieri.

