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GC nº 12Jan/Fev 2011 Matéria 25 de 33
Sumário
  1. Jogo RápidoABB fornece equipamentos para usinas do Rio Madeira
  2. EditorialBelo Monte: apesar das críticas, a melhor opção
  3. Jogo RápidoInfraero lança edital para obras do Aeroporto de Confins
  4. Jogo RápidoScania fecha acordo com a Vale para fornecimento de veículos completos
  5. Jogo RápidoTratamento de água na UHE Santo Antonio
  6. Jogo RápidoConsórcio investirá R$ 4 bi em hidrelétrica no Mato Grosso
  7. Jogo RápidoÍndios aprovam construção de PCH na reserva Raposa Serra do Sol
  8. Jogo RápidoPortos no Brasil terão modelo de gerenciamento de resíduos
  9. Jogo RápidoMetso na Conexpo 2011
  10. Jogo RápidoMills adquire 25% da Rohr
  11. Jogo RápidoMineirão: Justiça suspende Pregão para obras do estádio
  12. Jogo RápidoZanettini Arquitetura projeta mais um Centro de Pesquisas no Rio de Janeiro
  13. Jogo RápidoNova termelétrica no Pará
  14. Jogo RápidoVolvo investirá R$ 75 milhões na expansão das operações na América Latina
  15. Jogo RápidoR$ 1,6 bi para ampliação da Refap
  16. Jogo RápidoJCB ingressa no segmento de carregadeiras compactas
  17. EntrevistaMetax Efco, nasce uma nova empresa
  18. EntrevistaProdutos Metax na construção do novo auditório da UFRJ
  19. Metrô RjUm metrô com alma de carioca
  20. Metrô RjViver na Barra, entre o céu e o inferno
  21. Especial Linha Do Tempo2010, um ano que entrou para a História da construção no Brasil
  22. Meio Ambiente E UrbanismoO poder destrutivo das chuvas e da omissão do poder público
  23. Meio Ambiente E UrbanismoPavimentos permeáveis podem reduzir enchentes
  24. Meio Ambiente E UrbanismoA reconquista da Serra do Mar
  25. Green BuildingPorto de Açu terá estaleiro “verde”
  26. OlimpíadasIniciadas as obras da Vila Olímpica para os jogos de 2016 no Rio
  27. OlimpíadasEsporte, saúde e Rock and Roll
  28. Construção NavalPetrobras contrata estaleiro móvel instalado sobre plataforma
  29. Gestão EstratégicaAndrade Gutierrez obtém crescimento de 15% com moderna gestão de estratégias
  30. Máquinas E EquipamentosSany apresenta primeira escavadeira montada no Brasil
  31. Tecnologia Da Informação Na ConstruçãoMobilidade nos canteiros de obra
  32. ArtigoAção no Complexo do Alemão: um exemplo para a Copa de 2014
  33. Agenda 2011Construction Expo 2011 terá vila do aço com 1.400 m²
Green Building

Porto de Açu terá estaleiro “verde”

Exclusivo GC 1 de março de 2011 · Edição 12

A OSX e a LLX, empresas de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural e de logística do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, realizaram, nos dias 11 e 12 de janeiro, audiências públicas que antecedem o processo de licenciamento ambiental para a construção de um estaleiro no Complexo Industrial do Porto do Açu, em São João da Barra, litoral norte do estado do Rio de Janeiro.

O empreendimento é resultado de uma parceria com a sul-coreana Hyundai Heavy Industries (HHI), líder mundial em construção naval, que tem 10% de participação no negócio. O grande diferencial do projeto é que boa parte das suas instalações estão sendo desenvolvidas pela empresa EPC, dentro do conceito de green building. O conceito está presente no projeto básico e executivo, bem como no apoio técnico da construção do estaleiro. A EPC foi a responsável pela realização do projeto multidisciplinar do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, Pernambuco.

Batizado de Unidade de Construção Naval do Açu (UCN Açu), o estaleiro foi concebido com o objetivo de atender à demanda nacional por equipamentos navais para a indústria brasileira de petróleo e gás. O projeto representa um investimento de US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões) e vai gerar 3.500 empregos diretos na construção e 10 mil diretos na operação. Pelo acordo, a HHI irá transferir tecnologia em “estado da arte” e knowhow que permitirão à OSX atingir níveis de produtividade asiática em apenas dois anos de operação.

Certificação LEED – Gold
O escopo da EPC abrange todo o parque industrial e administrativo do novo Estaleiro, incluindo cais de acabamento, cais oeste, dique seco, casa de bombas, escritórios principais, centros de produção de navios e jaquetas, salas de treinamento, refeitórios, ambulatório, entre outros. A EPC irá fornecer ainda à construção apoio técnico, a cargo de profissionais seniores das áreas civil, marítima, elétrica e mecânica.

O gerente do projeto, Jorge Luiz Berta, explica que o principal objetivo é conquistar para o empreendimento a certificação LEED – Gold. O LEED, sigla para Leadership in Energy and Environmental Design, é um sistema de certificação americano para construções que, desde seu projeto até a implantação, busca soluções e métodos construtivos que reduzam o impacto causado pela construção civil ao meio ambiente. A certificação leva em conta ainda a eficiência energética, qualidade dos ambientes internos, entre outros, durante o ciclo de vida das edificações.

Para obter o certificado LEED, os empreendimentos devem atender a pré-requisitos e créditos que geram pontos e os classificam entre os quatro níveis da certificação – desde o simples “Certified” (atendimento apenas a pré-requisitos, pontuação mínima de 49), até os selos “Silver”, “Gold” e “Platinum” (além do atendimento aos pré-requisitos, pontuação acima de 80). Os pré-requisitos são relacionados a níveis de eficiência energética, consumo de água, não utilização de CFC nos sistemas de condicionamento de ar e outros. Os créditos premiam medidas como a implantação de coleta seletiva de resíduos, estacionamento para bicicletas e espaço para estacionamento de carros de baixa ou zero emissões.

A concepção de empreendimentos do tipo Green Building começa na aquisição do terreno, analisando sua localização, aproveitamento da topografia, e os possíveis impactos ambientais, sociais e urbanos. A análise dos acessos também é importante, determinando as medidas compensatórias a serem adotadas, como o alargamento de vias públicas e a implantação de áreas verdes.

Vencida essa etapa, parte-se para o projeto do empreendimento dentro do conceito de máxima eficiência energética e hídrica. A adoção do reuso de água e de tecnologias que proporcionam economia no consumo de energia e de demais recursos naturais figura entre as soluções adotadas nesses “edifícios verdes”.

No caso do estaleiro do Porto de Açu, o projeto prevê a reutilização da água, exploração da iluminação e ventilação natural e utilização de materiais recicláveis na construção. A água a ser utilizada na área industrial e administrativa será de poços artesianos que serão implantados. As águas das chuvas serão captadas e reutilizadas na irrigação dos jardins como também nos vasos sanitários. A estimativa é que haja redução de 36% no consumo de água.

Retorno em até cinco anos
O Green Building Council Brasil (GBC), organização não governamental, membro do World Green Building Council (entidade supranacional que regula e incentiva a criação de conselhos nacionais como forma de promover mundialmente tecnologias, iniciativas e operações sustentáveis na construção civil), estima que construções sustentáveis podem custar de 5% a 7% mais do que as obras convencionais. Mas, conforme o GBC, o gasto adicional com as obras sustentáveis é garantido por custos menores de operação.

Enquanto o prazo para o retorno do investimento em um edifício convencional seria de cinco a dez anos, o de empreendimentos certificados com o selo LEED Certified e Silver seria de três a cinco anos. Esses custos menores de operação, segundo os números do Green Building Council Brasil seriam reduções médias de 30% nos gastos de energia, 50% no consumo de água, 90% no gerenciamento de resíduos e de até 35% nas emissões de gás carbônico.