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GC nº 6Julho 2010 Matéria 18 de 25
Sumário
  1. EditorialPAC Favelas: inclusão social ou “obras para inglês ver”?
  2. Jogo RápidoConsórcio MAG inicia estudo de projeto para a ampliação do Aeroporto de Cumbica
  3. Jogo RápidoEscola LIEBHERR de operadores de gruas
  4. Jogo RápidoLLX contrata obras e equipamento para Porto Sudeste
  5. Jogo RápidoCASE cria serviço de gerenciamento de frota via web
  6. Jogo RápidoNEW HOLLAND fornece 124 máquinas ao governo de Minas
  7. Jogo RápidoSANTA BÁRBARA executará obras de novo hospital em BH
  8. Jogo RápidoEletrobras internacional
  9. Jogo RápidoReconhecimento e Gratidão
  10. Jogo RápidoPerdendo a corrida contra o tempo
  11. Jogo RápidoANDRADE e VIA vencem licitação do Estádio de Brasília
  12. Jogo RápidoPETROBRAS e GE assinam contrato de US$ 160 milhões
  13. Urbanização De FavelasNo céu do Alemão
  14. Urbanização De FavelasEngenharia sobe os morros do Rio para reconstruir cidadania
  15. EntrevistaA inclusão das favelas
  16. PerfilPioneiro do Concreto no Brasil
  17. Concrete Show 2010Novas tecnologias para atender a um mercado aquecido
  18. Métrica Industrial - Pré-Fabricado AbcicPré-fabricado de concreto: um mercado sólido
  19. ArtigoEmpreendedores, sustentabilidade e pré fabricados em concreto
  20. EnergiaHidrelétrica Serra do Facão entra em operação
  21. EnergiaIniciada instalação de turbinas na UH de Estreito
  22. SaneamentoSaneamento em Paranaguá (PR) é exemplo de parceria com setor privado
  23. Saneamento IiPrazo curto e canteiros avançados
  24. Máquinas E EquipamentosNova filial reforça importância de Minas Gerais na estratégia da Trimak e da Terex
  25. AgendaWorldcup Infrastructure Summit 2
Métrica Industrial - Pré-Fabricado Abcic

Pré-fabricado de concreto: um mercado sólido

Somente as associadas da ABCIC devem produzir um volume de cerca de 2 milhões de m³ em peças pré-fabricadas de concreto, o que somaria R$ 5,5 bilhões em receitas. O mercado, como um todo, pode ter o dobro desse tamanho.

Exclusivo GC 6 de agosto de 2010 · Edição 6

A construção civil cresceu 15% no primeiro trimestre de 2010 comparado ao mesmo período do ano passado. As informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que o setor opera acima do Produto Interno Bruto brasileiro (PIB), que apresentou um incremento de cerca de 9%, também de janeiro a março deste ano. Há estados que mostram um diferencial ainda maior, caso de Pernambuco, onde o PIB do primeiro trimestre foi 8% maior do que em 2009, enquanto a construção civil apresentou um incremento de 18%.

Especialistas acreditam que o cenário não deva ser diferente nos próximos anos, com o setor sendo impulsionado pelas demandas de infraestrutura. É o caso da construção industrializada de concreto, de acordo com o levantamento realizado pelo Métrica Industrial, que ouviu a Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto (ABCIC) e 13 empresas do setor, que representam cerca de 25% da produção realizada em fábricas consolidadas.

Segundo a ABCIC, a pré-fabricação de edifícios verticais e horizontais deve gerar receitas superiores a R$ 5,5 bilhões em 2010, com a produção acima de 2 milhões  m3 de concreto. O montante diz respeito somente às empresas do setor com fábricas instituídas e associadas à ABCIC. A estimativa da entidade é de que o universo de 50 associadas represente cerca de 90% das empresas instituídas com fábricas completas.

Outro universo, constituído por empreiteiras que realizam a pré-fabricação no próprio canteiro de obras e até mesmo por pequenas indústrias de pré-fabricado de concreto não mapeadas pela ABCIC, pode gerar uma receita similar aos já estimados R$ 5,5 bilhões da cadeia mapeada, o que significa que estamos falando de um mercado de R$ 11 bilhões em 2010.

Os 13 entrevistados pelo Métrica Industrial representam um quarto das empresas associadas pela ABCIC e mais de 25% da produção oficial das empresas ligadas à instituição. O universo de entrevistados, ouvidos com exclusividade para esse levantamento, confirma o cenário de crescimento. Para a maioria deles (61%), o setor cresce até 15% em 2010. Para um terço delas, o ano será fechado com um incremento superior a 15%. Apenas 8% avaliam uma melhoria de apenas 5%.

Como a pesquisa foi realizada em junho desse ano, pode-se afirmar que os percentuais são bem realistas para o fechamento de 2010 e indicam um movimento positivo, considerando os dois anos anteriores. Para os mesmos empresários foi questionado qual seria a estimativa de crescimento para o período de 2011-12. Novamente as avaliações confirmam as análises de expansão. Para 54% deles, o setor crescerá acima de 15%. Outros 30,5% apostam num crescimento entre 10% e 15%, enquanto 8% avaliam que o segmento cresce entre 5% e 10%. Os 7,5% restantes acreditam que o mercado apresenta uma retração inferior a 2%.

Prova de que as empresas acreditam nos números indicados são os investimentos realizados para ampliar e/ou otimizar suas operações industriais entre 2008 e 2009. O maior foco foram as formas especiais, citadas por 92,3% das empresas. As pontes rolantes e pórticos e as pistas de pretensão e pró-tensão formam o conjunto de equipamentos e soluções imediatamente atrás das formas, sendo relacionados por 84% dos pesquisados. Em 77% das empresas, a ampliação dos galpões de estocagem também foi objeto de obras de expansão ou otimização. O galpão de produção foi o item menos focado, mas mesmo assim, 70% das empresas entrevistadas fez algum tipo de ampliação no biênio 2008-09.

Considerando apenas a ampliação dos galpões de produção e de estocagem, 84,6% das empresas fez algum tipo de ampliação entre 2007 e junho de 2010. Para um terço delas, a ampliação foi entre 1 mil m² e 7 mil m² de área adicional. Outras 46% indicam que essa ampliação superou os 12 mil m². Em 8%, a área ampliada superou os 60 mil m².

Outro indicativo de crescimento é a própria produção das empresas em 2009, quando comparado ao ano anterior. A média de fabricação entre 11 empresas que informaram seus dados é de 47 mil m² de concreto. Os valores individuais indicam desde um grupo de grandes produtores, com números superiores a 100 mil m³ em 2009, até pequenas empresas com, uma produção inferior a 10 mil m³ no ano passado. Inclui ainda um grupo de fabricantes médios, cuja produção em 2009 esteve entre 20 mil m³ e 40 mil m³.

Em termos de faturamento, 38,5% das empresas ouvidas apresentaram receitas de até R$ 30 milhões em 2009. Para 23%, o faturamento foi entre R$ 31 milhões e R$ 60 milhões, enquanto 15,5% apresentaram receitas entre R$ 61 milhões e R$ 100 milhões. Uma parcela de 7,5% indicou faturamento entre R$ 101 milhões e R$ 150 milhões, enquanto 15,5% superaram a casa dos R$ 150 milhões em receitas. E mais: para 54% delas, o faturamento de 2009 foi superior ao de 2008, enquanto 15% indicaram que as receitas foram as mesmas. Já para 30%, o faturamento apresentou uma retração em relação a 2008.

Mercados de atuação
Além de um panorama do setor em relação à receita e investimentos, o levantamento do Métrica Industrial buscou entender também os nichos de atuação das empresas produtoras de pré-fabricados de concreto. Uma informação importante é que apenas 23% delas executam o pré-moldado no próprio canteiro. E mesmo assim, as que executam indicam que tal atividade não representa 10% do seu faturamento e está focada em obras específicas como a construção ou ampliação de estádios de futebol.

Para a maioria delas, a produção de pré-fabricados deve ser feita em sua planta industrial, em função do maior controle produtivo. Além da perda de qualidade, as empresas fazem questão de ressaltar que a atividade que exercem é industrial. Para essas empresas, o conceito que tem de si mesmas é de uma indústria e não de uma construtora.

A aplicação de pré-fabricados em prédios residenciais é uma experiência real para mais da metade das empresas pesquisadas e 60% delas executou obras que totalizaram, em média, entre 5 mil m² e 10 mil m² por empresa em 2009. Um terço das que têm experiência nessa área forneceu produtos para construções que somaram entre 20 mil e 30 mil m² no ano passado, enquanto um dos entrevistados destaca obras que superaram 130 mil m².

Dos empreendimentos citados, 45% são prédios de médio padrão, direcionados para a classe média. Apenas 10% são edifícios de alto padrão, enquanto os 45% restantes estão distribuídos entre prédios residenciais direcionados para as classes D e E. O perfil dos edifícios construídos está dividido entre prédios com até 5 pavimentos e edifícios entre 5 e 10 pavimentos. Já as casas populares são um mercado ainda em ascensão, de acordo com os pesquisados.  A ABCIC destaca que os programas habitacionais dos governos são alvo do setor de pré-fabricado de concreto e, embora não sejam todas as empresas interessadas, seis companhias com tradição no mercado integram o comitê habitacional da associação e possuem projetos específicos, direcionados para esse mercado.

Diferentemente das casas populares, os prédios comerciais representam um mercado potencial para o setor de pré-fabricados de concreto. Das empresas ouvidas pelo Métrica Industrial, 77% delas já executou obras no segmento e 40% delas indica que a metragem total construída superou os 30 mil m². Trinta por cento delas (30%) produziram materiais para um total entre 10 mil m² e 30 mil m² de obras construídas em 2009. Um terço das obras compreende edifícios entre 5 e 15 pavimentos e um quinto indica que os prédios construídos apresentaram mais de 20 pavimentos.

No caso dos galpões, a predominância é do setor industrial: as fábricas representam 50% das citações de tipo de obras entre as empresas entrevistadas. Os centros de distribuição e logística representam 25% das citações e foram o segundo grupo mais indicado em termos de construção usando pré-fabricados de concreto. As transportadoras, por sua vez, tiveram 12,5% das citações. Entre os demais segmentos aparecem os setores mineral, siderúrgico e os supermercados. Em termos de metragem, 40% são construções com entre 3 mil e 7 mil m².