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GC nº 82Agosto 2017 Matéria 1 de 47
Sumário
  1. EditorialRequalificação urbana é a cidade para todos
  2. Jogo RápidoEconomia volta a crescer, apesar da política
  3. EntrevistaNovos parceiros trazem a marca do otimismo
  4. Habitação PopularGoverno vai retomar obras do Minha Casa Minha Vida
  5. Habitação PopularNova luz para São Paulo
  6. RodoviasMelhor, mas não muito
  7. RodoviasAB Colinas
  8. RodoviasAutopista Planalto Sul
  9. RodoviasAB Nascentes das Gerais - Concessionária da Rodovia MG-050
  10. RodoviasCCR AutoBan
  11. RodoviasAutopista Fernão Dias
  12. RodoviasAutopista Fluminense
  13. RodoviasAutopista Litoral Sul
  14. RodoviasAutopista Régis Bittencourt
  15. RodoviasAutovias
  16. RodoviasCART – Concessionária Auto Raposo Tavares
  17. RodoviasCentrovias Sistemas Rodoviários
  18. RodoviasTriunfo Concebra
  19. RodoviasConcessionária Bahia Norte
  20. RodoviasTriunfo Concepa
  21. RodoviasConcer
  22. RodoviasEcovias dos Imigrantes
  23. RodoviasEconorte – Empresa Concessionária de Rodovias do Norte
  24. RodoviasCCR ViaOeste
  25. RodoviasEcocataratas – Rodovia das Cataratas
  26. RodoviasEcopistas – Concessionária de Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto
  27. RodoviasEcosul – Empresa Concessionária de Rodovias do Sul
  28. RodoviasEcovia Caminho do Mar
  29. RodoviasIntervias
  30. RodoviasRota do Oeste
  31. RodoviasCCR MSVia
  32. RodoviasCCR Rodonorte
  33. RodoviasCCR Nova Dutra – Concessionária da Rodovia Presidente Dutra
  34. RodoviasVianorte
  35. RodoviasCCR RodoAnel
  36. RodoviasRota dos Coqueiros
  37. RodoviasCCR SPVias – Rodovias Integradas do Oeste
  38. RodoviasConcessionária Rodovia dos Tamoios
  39. RodoviasLamsa - Linha Amarela
  40. RodoviasTriunfo Transbrasiliana
  41. RodoviasVia 040
  42. RodoviasAB Triângulo do Sol Auto-Estradas
  43. RodoviasCCR Via Lagos
  44. RodoviasVia Expressa Transolímpica – ViaRio
  45. Concreto HojeRapidão é de concreto, mas está atrasado em Floripa
  46. ArtigoNovos empreendimentos e a compensação ambiental
  47. Agenda 2017Um olhar sobre as concessões rodoviárias
Editorial

Requalificação urbana é a cidade para todos

Exclusivo GC 25 de agosto de 2017 · Edição 82

Nessa edição, Grandes Construções publica o projeto de requalificação do centro antigo de São Paulo, vinculado à construção de centenas de novas unidades habitacionais para a população de baixa renda. A ideia é promover a “oxigenação” da região conhecida como Cracolândia, estimulando a sua ocupação por trabalhadores e suas famílias. A expectativa é de que esses novos moradores reinsiram atividades sociais, econômicas e culturais no local, revivendo os velhos hábitos saudáveis de vizinhança em substituição às atividades de consumo e tráfico de drogas, hoje tão comuns no centro antigo.

Trata-se de uma solução superficial para um problema muito mais complexo, que exige a definição de políticas públicas abrangentes e de longo prazo. Construir apartamentos para a população de baixa renda resolve, quando muito, parte do problema do déficit habitacional naquela região, assim como tratar a “epidemia do crack” como uma questão de polícia está longe não trazer soluções integrais e duradouras para a segurança pública.

Experiências bem sucedidas, no campo do combate ao consumo de drogas em larga escala no espaço público, como as ocorridas em Amsterdã, na Holanda, nos ensinam que a reinserção social do dependente químico é resultado de assistência integral e de longo prazo, incluindo serviços médicos, psicológicos, ocupacionais, de lazer e amparo social, entre outros.

Já as ações voltadas para a recuperação do espaço físico – incluindo o conjunto de obras a serem executados e a nova destinação a ser dada ao solo urbano – devem ser norteadas por um Plano Diretor Estratégico do município, resultado de um amplo debate com os diversos setores da sociedade. Muito diferente das recentes intervenções marcadas por demolições de prédios, remoções e tentativas de internações compulsórias, com o auxílio exclusivo de forças policiais, aparentemente inspiradas em um período muito sombrio da história da humanidade, marcado pelo autoritarismo.

O planejamento das intervenções deve partir de um acordo pactuado com os diversos setores da sociedade, principalmente das forças produtivas e da comunidade envolvida no processo, pressupondo o desenvolvimento local. O comprometimento dos agentes públicos com essas forças cidadãs é o que garante a legitimidade do processo, mudando a sua perspectiva socioeconômica e se constituindo em uma resposta positiva para as necessidades urgentes da cidade.

Projetos de requalificação, modernização e desenvolvimento urbano – principalmente aqueles implementados por investimentos públicos – não podem ser indiferentes ao fato de que as cidades são, em geral, espaços de conflitos e desigualdade, onde uma parcela significativa da população vive em condições vulneráveis.

Levar em conta essas dinâmicas é um passo indispensável para a construção de cidades mais humanas, inclusivas e justas.

O espaço urbano, o patrimônio público e o meio ambiente têm de assumir o papel de elementos estratégicos e decisivos para a promoção um novo paradigma de mudança baseado na sustentabilidade humana. Só assim teremos as cidades como espaços privilegiados de produção de riqueza, de exercício da cidadania plena e de melhoria da qualidade de vida para todos.