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GC nº 81Julho 2018 Matéria 2 de 18
Sumário
  1. EditorialPetróleo e gás: uma cadeia asfixiada
  2. Jogo RápidoTecnologia barata leva água e energia a regiões muito pobres
  3. EntrevistaO Brasil na visão de um especialista
  4. Especial InfraestruturaInfraestrutura: Governo aposta em concessões e PPPs para reverter apagão
  5. Especial InfraestruturaR$ 11,7 bilhões para concessões e PPPs nos municípios
  6. PortosSetor quer soltar as amarras
  7. PortosPerfil do sistema
  8. PortosSafra de novas concessões
  9. FerroviasFerrovias: muitos quilômetros de oportunidades de negócios
  10. RodoviasConcessionárias querem mais prazo e financiamento para tocar obras em rodovias
  11. AeroportosDecolando para voos mais altos
  12. AeroportosA hora e a vez dos aeroportos regionais
  13. EnergiaMercado retoma capacidade de atração
  14. EnergiaSetor de petróleo e gás se mobiliza
  15. SaneamentoUm déficit histórico
  16. Concreto HojeConcreto viabiliza torres eólicas mais altas
  17. ArtigoPrivatização do saneamento: a história se repete
  18. Agenda 2017Novidades na cadeia do concreto
Jogo Rápido

Tecnologia barata leva água e energia a regiões muito pobres

Exclusivo GC 2 de agosto de 2017 · Edição 81

O Warka Water, projeto desenvolvido pelos italianos Arturo Vittori e Andreas Vogler, foi criado para levar água potável para regiões desertas e carentes, como alguns lugares da África, em 2012. Trata-se de uma torre feita de bambu, ou algum material de fácil acesso na região, que capta o vapor d’água atmosférico e o torna próprio para consumo. Hoje, ele se se reinventa com uma inovação brasileira: os painéis solares orgânicos desenvolvidos pelo CSEM Brasil e fabricados pela empresa spin-off SUNEW.

A ideia é transformar o Warka, além de uma fonte de água, em gerador de energia limpa para comunidades em que esses recursos não chegam. A partir de uma doação da empresa brasileira, a ONG organizou um workshop no último mês, convocando voluntários para ajudar na implantação dos painéis solares. A integração foi um sucesso e agora a organização se prepara para levar a inovação para o Haiti, enquanto lança uma campanha de crowdfunding para arcar com os custos da viagem.

A torre é revestida por uma malha de plástico, que ajuda a captar as gotículas de água - geralmente de orvalho, chuva ou névoa - e possui um toldo sob o qual as pessoas podem se reunir. Daí vem o nome Warka, em homenagem a uma figueira nativa da Etiópia que, além de ser um símbolo de fertilidade e generosidade, oferece larga sombra e um local de interação social. É neste toldo em que os painéis solares orgânicos serão instalados, aproveitando a sua leveza e flexibilidade. Aplicação essa apenas possível com o OPV (Organic Photovoltaic), área na qual o Brasil lidera em resultados, avanços tecnológicos e estrutura de fabricação.

Os painéis solares orgânicos constituem uma tecnologia disruptiva com características de baixo peso e pegada de carbono, flexibilidade, transparência e alta absorção de luz difusa. A produção é feita por técnica de impressão rolo-a-rolo, um processo contínuo e altamente escalável, que utiliza baixas temperaturas e materiais orgânicos abundantes na natureza – reduzindo o impacto ambiental e conferindo um potencial de baixíssimo custo.

“Estamos desenvolvendo algo que poderá mudar a forma como geramos e percebemos a energia num futuro muito próximo. Estamos falando de um novo conceito: energia limpa, com potencial de baixíssimo custo e que pode ser integrada a praticamente tudo. O potencial é imensurável”, explica Tiago Alves, CEO do CSEM Brasil.