A Eco Brasil Florestas, projeto de reflorestamento constituído pelo empresário Osmar Zogbi, que foi dono da antiga fabricante de papéis Ripasa, acaba de ganhar sócios de peso e investidores tradicionais da indústria brasileira de celulose e papel. Com aporte total de R$ 141 milhões, entraram no capital social da empresa representantes da família Safra, que foi controladora da Aracruz, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e fundos geridos pela Claritas, entre outros investidores institucionais de grande porte e pessoas físicas.
Com a operação, liquidada na sexta-feira, o capital total da Eco Brasil Florestas subiu a R$ 241 milhões. A holding ZDA, que reúne antigos acionistas da Ripasa, entre eles Zogbi e membros da família Derani, manteve-se como principal acionista e ficou com 36% da empresa. A fabricante de papéis foi, durante anos, controlada pelos Zogbi, Derani e Zarzur. Em seguida, aparecem fundos da Claritas, com 29% do capital. Os 35% restantes estão nas mãos de outros fundos, dos quais participam a família Safra (que ficou com fatia de 14%) e investidores institucionais, entre os quais o BNDES - que, ao lado de outras instituições, levou participação de 21%, por meio do fundo Projetos Ecoflorestais.