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GC nº 83Setembro 2017 Matéria 22 de 23
Sumário
  1. EditorialLinhas de Transmissão O gargalo do Sistema Nacional de Energia
  2. Jogo RápidoSegunda e terceira rodadas de leilão do pré-sal têm 25 pedidos de inscrição
  3. Jogo RápidoGoverno quer privatizar a Eletrobras até o primeiro semestre de 2018
  4. Jogo RápidoFortaleza terá primeira ciclovia-modelo do Brasil
  5. Jogo RápidoVolvo lança simulador da ISO 39001
  6. Jogo RápidoTerminal Multicargas do Porto do Açu recebe primeiro navio Panamax
  7. Jogo RápidoInflação da construção civil cai em relação a julho
  8. Jogo RápidoPrefeitura de BH entra na Justiça para administrar Anel Rodoviário
  9. Jogo RápidoAutorizada licitação do último trecho de obras da Raposo Tavares
  10. Jogo RápidoSuez assina contrato para dessalinizar 11 plataformas de petróleo
  11. EntrevistaEletrificação de ferrovias de carga: o Brasil diante de uma escolha histórica
  12. Linhas De TransmissãoO gargalo do sistema nacional de energia
  13. Linhas De TransmissãoLeilão da Aneel garante investimentos de R$ 12,7 bi
  14. Energia SolarA energia que vem do sol
  15. Cidades InteligentesCidades inteligentes, cidades seguras
  16. Cidades InteligentesCrescer sem sacrificar a segurança
  17. TemonTemon celebra 40 anos de olho no futuro
  18. ScaniaHeavy Tipper, o pulo do gato da Scania
  19. Momento ExpoNOVA EDIÇÃO DA M&T EXPO ACONTECERÁ EM 2018
  20. Concreto HojeEstruturas concretas no subsolo
  21. Concreto HojeEstruturas concretas no subsolo
  22. ArtigoA Internet das Coisas nasce e cresce no datacenter e na nuvem
  23. Agenda 2017Energia: potencial de negócios e desafios
Artigo

A Internet das Coisas nasce e cresce no datacenter e na nuvem

Exclusivo GC 3 de outubro de 2017 · Edição 83

Até 2020, segundo o Gartner, o mundo deverá contar com 26 bilhões de dispositivos IoT (Internet of Things, Internet das Coisas) em ação. Não há, portanto, como ignorar esta onda. De Wearables (computadores vestíveis) a SmartTVs, SmartPens, carros e brinquedos, o IoT é uma inovação real que estará cada vez mais presente no nosso dia a dia.

Há aspectos da “onda” IoT, no entanto, que não são visíveis a olho nu.

Por exemplo: o fato de que, por trás de cada dispositivo IoT há um datacenter rodando na nuvem aplicações corporativas responsáveis por dar vida a esse equipamento.

Uma SmarTV, por exemplo, só dará tudo de si se estiver conectada remotamente a pesadas e complexas aplicações de licenciamento de software, ativação de recursos, controle remoto, cobrança de royalties, tarifação de serviços de Telecom (billing), gerenciamento de dados, etc. Fica claro, portanto, que o mundo IoT depende dos datacenters e das grandes operadoras de Telecom para acontecer. A explosão da IoT provocará o crescimento exponencial dos datacenters e das operadoras de Telecom. Brinquedos, TVs, aquecedores, portões, janelas – cada “coisa” transformada em IoT irá significar um novo ponto de acesso a aplicações corporativas rodando em datacenters.

Hoje se fala muito das falhas de segurança dos dispositivos IoT. Testes mostraram que ameaças como o Heartbleed, vulnerabilidade a ataques DDoS (Denial of Service) e grandes falhas nos processos de autorização de acesso, encriptação e construção de interfaces são facilmente encontradas em dispositivos IoT. Quem vê essas questões pode esquecer que o mundo IoT vai muito além de dispositivos isolados. É fundamental levar em conta que o dispositivo IoT é apenas a ponta de um iceberg e que, em águas profundas, repousam datacenters rodando aplicações que não podem parar, não podem falhar.

Segurança de dispositivos IoT, portanto, é um conceito que vai muito além do próprio dispositivo.

Mais do que contemplar maneiras de aumentar a segurança do dispositivo IoT, é importante trabalhar para proteger a integridade das grandes aplicações que estão por trás do funcionamento deste dispositivo IoT. IoT não é uma brincadeira; IoT é um dispositivo digital totalmente conectado ao mundo dos negócios, dos grandes datacenters, das grandes operadoras de Telecom.

Tudo o que um gestor de TI faria para proteger, por exemplo, o ERP SAP ou a plataforma Salesforce, terá de fazer para proteger a aplicação que está por trás do funcionamento do dispositivo IoT. Isso significa levar criptografia, visibilidade, controle para o universo que começa no dispositivo IoT e termina (ou começa?) no lugar de sempre: os datacenters e a nuvem.

Como vencer este desafio? Não adianta reinventar a roda. As tecnologias que o gestor já usa, hoje, para proteger suas aplicações corporativas, serão as mesmas que, em breve, estarão garantindo que este estranho mundo híbrido IoT/datacenter/nuvem também seja visível, controlado e seguro.