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GC nº 83Setembro 2017 Matéria 16 de 23
Sumário
  1. EditorialLinhas de Transmissão O gargalo do Sistema Nacional de Energia
  2. Jogo RápidoSegunda e terceira rodadas de leilão do pré-sal têm 25 pedidos de inscrição
  3. Jogo RápidoGoverno quer privatizar a Eletrobras até o primeiro semestre de 2018
  4. Jogo RápidoFortaleza terá primeira ciclovia-modelo do Brasil
  5. Jogo RápidoVolvo lança simulador da ISO 39001
  6. Jogo RápidoTerminal Multicargas do Porto do Açu recebe primeiro navio Panamax
  7. Jogo RápidoInflação da construção civil cai em relação a julho
  8. Jogo RápidoPrefeitura de BH entra na Justiça para administrar Anel Rodoviário
  9. Jogo RápidoAutorizada licitação do último trecho de obras da Raposo Tavares
  10. Jogo RápidoSuez assina contrato para dessalinizar 11 plataformas de petróleo
  11. EntrevistaEletrificação de ferrovias de carga: o Brasil diante de uma escolha histórica
  12. Linhas De TransmissãoO gargalo do sistema nacional de energia
  13. Linhas De TransmissãoLeilão da Aneel garante investimentos de R$ 12,7 bi
  14. Energia SolarA energia que vem do sol
  15. Cidades InteligentesCidades inteligentes, cidades seguras
  16. Cidades InteligentesCrescer sem sacrificar a segurança
  17. TemonTemon celebra 40 anos de olho no futuro
  18. ScaniaHeavy Tipper, o pulo do gato da Scania
  19. Momento ExpoNOVA EDIÇÃO DA M&T EXPO ACONTECERÁ EM 2018
  20. Concreto HojeEstruturas concretas no subsolo
  21. Concreto HojeEstruturas concretas no subsolo
  22. ArtigoA Internet das Coisas nasce e cresce no datacenter e na nuvem
  23. Agenda 2017Energia: potencial de negócios e desafios
Cidades Inteligentes

Crescer sem sacrificar a segurança

Exclusivo GC 3 de outubro de 2017 · Edição 83

O que torna uma cidade segura? O Safe Cities Index 2015 da Economist Intelligence Unit (EIU) classificou 50 cidades no mundo nas categorias de segurança digital, segurança de infraestrutura, segurança de saúde e segurança pessoal. Usando 40 indicadores qualitativos e quantitativos, que vão de decisões políticas a acidentes com veículos motores, o Safe Cities Index examina, de modo específico e profundo, as áreas de segurança. Ele conclui que, na era digital, tornar (e manter) espaços urbanos seguros é uma tarefa complexa. Uma pergunta à qual o índice se propõe a responder é se cidades podem crescer indefinidamente e continuar sendo seguras.

A megacidade japonesa Tóquio teve a maior pontuação, mostrando que o tamanho, aparentemente, não importa, pelo menos no tocante à segurança. Pode ser surpreendente descobrir que a cidade mais segura do planeta também é a maior, com aproximadamente 38 milhões de habitantes! Pois, apesar de ter tantas pessoas, Tóquio tem uma pontuação altíssima na categoria de segurança pessoal.

É claro que o Japão é um país pacífico e próspero em geral. E esse número da ONU se refere a toda a região metropolitana de Tóquio, não somente à sua área administrativa municipal. Mas há outras características que tornam Tóquio mais segura que todas as outras cidades, até mesmo Singapura (segunda colocada) e a vizinha Osaka (terceira no ranking), ambas extremamente seguras. Por exemplo, Tóquio usa um conjunto de medidas para obter resultados positivos, indo de soluções low-tech tradicionais, como alta visibilidade da polícia, à melhor segurança digital. Além disso, curiosamente, Tóquio está entre os primeiros colocados na categoria de segurança da infraestrutura, apesar (ou por causa) dos terremotos regulares.

Mas Tóquio não pretende dormir sobre os louros da vitória. Na verdade, os Jogos Olímpicos de 2020 são um belo incentivo para continuar melhorando a qualidade de vida em todas as áreas. Enquanto isso, Tóquio prova ser uma cidade que pode crescer sem sacrificar a segurança.

Apesar de não ser uma lista completa, o EIU Safe Cities Index 2015 nos dá uma ideia do nível de segurança ao redor do mundo.

A segurança digital é outro motivo por trás do sucesso de Tóquio. Tóquio está no topo da categoria da proteção a si própria e de seus cidadãos contra o crime e o terrorismo cibernéticos. Desde o roubo de identidade individual e fraude online até brincadeiras maliciosas e atos criminosos de inspiração ideológica, novas vulnerabilidades surgem, paradoxalmente, através do uso da mesma tecnologia que melhora a vida e dá segurança.

Boa governança

O que torna uma cidade segura é a interação complexa de muitos fatores. Apesar de riqueza e abundância de recursos não serem garantias de segurança urbana, a segurança está intimamente ligada à riqueza e à tecnologia que esta pode comprar. Nas cidades inteligentes do futuro, a tecnologia, cada vez mais, será usada para melhorar e integrar a segurança em todas as facetas da vida urbana.

Mas tecnologia não é o suficiente. Ela é somente uma ferramenta, que precisa de boa governança e do suporte colaborativo de seus cidadãos, suas empresas e seus governos para garantir seu uso eficiente, efetivo e – talvez o mais importante – benigno.

Manter a segurança das cidades desafiará todos a exigir e fornecer instituições e sistemas confiáveis. Somente então será possível implementar a tecnologia, de forma bem-sucedida, para ajudar a criar um futuro urbano seguro e comum.