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GC nº 9Setembro 2010 Matéria 58 de 63
Sumário
  1. EditorialTransporte ferroviário, uma solução ignorada
  2. Jogo RápidoQuatro novas usinas eólica no Nordeste
  3. Jogo RápidoLLX recebe licença de instalação para Unidade de Petróleo
  4. Jogo RápidoTerex vende pacote de gruas à Locar
  5. Jogo RápidoMinicarregadeiras Case sobre esteiras
  6. Jogo RápidoWirex abre filial no Rio de Janeiro
  7. Jogo RápidoNew Holland comemora 60 anos de Brasil
  8. Jogo RápidoNew Holland tem nova concessionária no Rio
  9. Jogo RápidoScania quebra recorde histórico de vendas no Brasil
  10. Jogo RápidoMVC constrói 16 novas escolas em Alagoas
  11. Jogo RápidoSolaris entre as 100 maiores
  12. EntrevistaCom R$ 1,1 bi em caixa, Mills consolida metas de crescimento
  13. Especial RodoviasRodovias brasileiras: há uma luz no fim do túnel
  14. OpiniãoNova fase
  15. Gestão PrivadaOHL: desempenho operacional favorável, apesar de percalços
  16. Gestão PrivadaEcoRodovias
  17. Gestão PrivadaRodovia dos Bandeirantes ganha asfalto ecológico
  18. Gestão PrivadaTrechos Sul-Leste do Rodoanel
  19. Gestão PrivadaRota das Bandeiras já iniciou obras de duplicação e melhorias rodoviárias
  20. Gestão PrivadaObras em região cortada pela Anhanguera apontam para novo vetor de desenvolvimento
  21. Gestão PúblicaOrçamento para rodovias chegará a R$ 17 bilhões em 2011
  22. Gestão PúblicaBR 116 será inteligente
  23. Gestão PúblicaObras da BR-101/NE, a cargo do Exército, entram na reta final
  24. Gestão PúblicaBR 101: trecho entre Bahia e Sergipe será duplicado
  25. Gestão PúblicaRodovia do Parque: obras em ritmo acelerado
  26. Gestão PúblicaTúneis encurtam distâncias no Sul
  27. Arco MetropolitanoSistema consolidará plano estratégico de desenvolvimento do Rio
  28. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAutovias S/A
  29. Perfil Das Concessionárias De RodoviasCaminhos do Paraná S.A
  30. Perfil Das Concessionárias De RodoviasCENTROVIAS: SISTEMAS RODOVIÁRIOS S/A
  31. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAutoban: Concessionária do Sistema Anhangüera Bandeirantes S.A
  32. Perfil Das Concessionárias De RodoviasNova Dutra: Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A
  33. Perfil Das Concessionárias De RodoviasPonte: Concessionária da Ponte Rio - Niterói S.A
  34. Perfil Das Concessionárias De RodoviasViaOeste: Concessionária do Sistema rodoviário Castello Branco-Raposo Tavares
  35. Perfil Das Concessionárias De RodoviasRenovias Concessionária S/A
  36. Perfil Das Concessionárias De RodoviasRodoAnel Mário Covas: Administração do Trecho Oeste
  37. Perfil Das Concessionárias De RodoviasRodoNorte: Concessionária de Rodovias Integradas S.A
  38. Perfil Das Concessionárias De RodoviasViaLagos: Concessionário da Rodovia dos Lagos S.A
  39. Perfil Das Concessionárias De RodoviasConcepa: Concessionária da Rodovia Osório-Porto Alegre
  40. Perfil Das Concessionárias De RodoviasECONORTE: Empresa Concessionária de Rodovias do Norte S.A.
  41. Perfil Das Concessionárias De RodoviasEcocataratas: Rodovia das Catarata
  42. Perfil Das Concessionárias De RodoviasEcopistas
  43. Perfil Das Concessionárias De RodoviasEcosul
  44. Perfil Das Concessionárias De RodoviasEcovia Caminho do Mar
  45. Perfil Das Concessionárias De RodoviasEcovias dos Imigrantes
  46. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAutopista: Fernão Dias S/A
  47. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAUTOPISTA: FLUMINENSE S/A
  48. Perfil Das Concessionárias De RodoviasIntervias: Concessionária de Rodovias do Interior Paulista S/A
  49. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAutopista: Litoral Sul S/A
  50. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAutopista: Planalto Sul S/A
  51. Perfil Das Concessionárias De RodoviasAutopista: Régis Bittencourt S/A
  52. Perfil Das Concessionárias De RodoviasRodosol
  53. Perfil Das Concessionárias De RodoviasConcessionária: Rota das Bandeiras
  54. Perfil Das Concessionárias De RodoviasTransbrasiliana: Concessionária de Rodovia S.A.
  55. Perfil Das Concessionárias De RodoviasConcessionaria de Rodovias: TEBE S/A
  56. Perfil Das Concessionárias De RodoviasTriângulo do Sol: Auto-estradas S/A
  57. Perfil Das Concessionárias De RodoviasVianorte S/A
  58. Green BuildingAnexo para o Hospital Albert Einstein obedece a padrões de sustentabilidade
  59. Construção IndustrialMétodo fast-track viabiliza construção de fábrica em 15 meses
  60. Caminhões PesadosVolvo lança FMX Para atender à demanda da construção e da mineração no Brasil e na América Latina
  61. Copa 2014Copa do Mundo: oportunidade e risco - quase calculado - para infraestrutura
  62. Sobratema Fórum 2010 - InfraestruturaOs desafios para o desenvolvimento
  63. Agenda 2010Todas as soluções para a Construção em uma só feira
Green Building

Anexo para o Hospital Albert Einstein obedece a padrões de sustentabilidade

Exclusivo GC 17 de novembro de 2010 · Edição 9

O novo pavilhão Vicky e Joseph Safra, da Unidade Morumbi do Hospital Israelita Albert Einstein, construído pela construtora Racional seguindo os padrões de sustentabilidade mundiais, já conta com a certificação Leed Gold – criada pela U.S. Green Building Council (USGBC) e verificada no Brasil pelo instituto Green Building Certification Institute (GBCI). Com 10 andares e cerca de 70 mil m², a obra foi realizada seguindo os preceitos da avaliação do LEED - Leadership in Energy and Environmental Design. O anexo constitui-se em um dos maiores edifícios do mundo voltado para a assistência à saúde implantado de maneira sustentável.

Segundo Claudio Luiz Lottenberg, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, o sucesso na certificação só foi possível porque o HIAE optou pela certificação desde a concepção do projeto. “Nossa preocupação com a sociedade é colocada em prática com iniciativas sustentáveis como esta, sejam na área da saúde, da responsabilidade social ou do meio ambiente”, diz.

A obra incluiu itens diferenciados, com destaque para o piso drenante na calçada para absorção da água da chuva, a fachada ventilada e os vidros de alto desempenho, que permitem economia de energia ao possibilitar menor uso de ar condicionado, assim como sistemas de controle de temperatura. Um dos requisitos principais do projeto foi o uso de materiais reciclados ou recicláveis, como o emprego de madeira somente certificada, luminárias de alto desempenho, e produtos com baixo COV (Composto Orgânico Volátil). Os pontos de recebimento do ar condicionado, por sua vez, são protegidos para evitar o acúmulo de poeira garantindo a qualidade do ar e diminuindo custos de limpeza.

Expertise ambiental
Por se tratar de um edifício hospitalar, o projeto representou um desafio adicional, explica Antonio Carlos Cascão, diretor de Obras de Infraestrutura da instituição: “O programa hospitalar apresenta desafios adicionais para a certificação LEED, pois os requisitos técnicos e de segurança são bastante restritivos e a demanda por água e energia, superiores às de outros programas, como escritórios e escolas”.

Além do correto planejamento e bom projeto, o processo de certificação impõe requisitos a serem seguidos durante o processo de construção. “Além das práticas de sustentabilidade já adotadas em todas as obras da Racional, o processo de certificação LEED do Einstein consolidou nossa vocação em construções inovadoras e ambientalmente responsáveis” afirma Pérsio Villa, diretor executivo da Racional Engenharia.

A construtora realizou o principal escopo de serviços, como contenções, escavação, fundação, estrutura de concreto moldada in loco, instalações elétricas, instalações hidráulicas e de combate a incêndio, ar condicionado, fachadas, acabamentos em geral e paisagismo. Segundo Argeo Costa, gerente sênior da Racional, os principais itens numa obra que atende os princípios da sustentabilidade dizem respeito ao controle da erosão, sedimentação de recursos hídricos e geração de partículas e poeira, fatores que geram incômodos à vizinhança e risco para os operários.

A estratégia da Racional é aplicar o seu plano de gerenciamento de qualidade do ar interno durante a construção e na fase de pré-ocupação. Também são adotados procedimentos para reduzir a poluição interna resultante do processo de construção, com a finalidade de dar conforto aos funcionários da obra e aos ocupantes do empreendimento, evitando ou reduzindo a quantidade de ar contaminado na obra.

Durante a obra, a construtora utilizou métodos de controle de veículos – lava rodas, lava botas, cobertura da terra retirada com lona, dique de filtragem de água proveniente da obra antes de ir para a rede pública, limpeza permanente do entorno da obra com borrifação da água para não propagação de poeira – evitando a saída de solo da obra para a rua.

Outra ação é diz respeito ao volume de entulho, questão na qual a Racional já tem longo aprendizado de separação e reciclagem. O programa da empresa contempla uso de sobra de blocos para posterior trituração e reaproveitamento. Além disso, a construtora se preocupa em induzir a utilização de materiais de conteúdo reciclado, a fim de diminuir o impacto dessas atividades sobre recursos naturais.

Segundo o engenheiro Costa, a comunicação é fundamental para a contínua participação dos colaboradores da obra. Por isso, para a reciclagem de lixo, baias e coletores seletivos são espalhados em pontos estratégicos, acompanhados de placas educativas.

A Racional adota como prática a utilização de materiais regionais no empreendimento de forma a diminuir o impacto no meio ambiente gerado pelo transporte dos mesmos. E uma das metas de seu programa de sustentabilidade é a utilização de no mínimo 50% de materiais que utilizem madeira proveniente de florestas com certificação FSC (Forest Stewardship Councils).

Em 39 anos de atividades no Brasil, a Racional participou de mais de 550 obras, superando a marca de 7 milhões de metros quadrados construídos. Está é a segunda obra conduzida pela Racional a ser reconhecida pelo USGBC com o certificado LEED. No momento, há mais cinco obras da construtora em processo de certificação.

Selo de Eficiência Energética
O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) encerrou a consulta pública em 13 de novembro para os Requisito de Avaliação da Conformidade (RAC) de eficiência energética em edificações residenciais. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, 22,1% de toda energia consumida no país é feita por edificações de caráter residencial. Além das construtoras, os proprietários poderão solicitar a etiqueta de eficiência energética individualmente para seu apartamento, para construções já existentes. O regulamento final, de caráter voluntário, será publicado até dezembro.

Parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) foi criada para incentivar a elaboração de projetos que aproveitem ao máximo as propriedades de sua envoltória e a capacidade de iluminação e ventilação natural das construções, levando a um consumo menor de energia elétrica. A forma de evidenciar a eficiência energética será a mesma que o PBE já utiliza para os aparelhos domésticos, mas com critérios diferentes.

No caso dos edifícios residenciais, serão avaliadas as principais fontes de consumo nas unidades habitacionais autônomas (apartamentos) e nas áreas de uso comum (corredores, garagem, etc.). O nível de eficiência correspondente a cada apartamento e à área comum será expresso através da ENCE, com graduações de A a E, sendo A a mais eficiente. A edificação que tiver todas as suas unidades habitacionais autônomas etiquetadas fará jus a uma etiqueta correspondente a todas as suas unidades habitacionais. Essa é a etiqueta correspondente à Edificação Residencial Multifamiliar (condomínio).

Serão levados em consideração diferentes critérios para quantificar o nível de eficiência atingido pelas unidades habitacionais (apartamentos) e pelas áreas comuns dos edifícios. Para a unidade habitacional autônoma, serão avaliados a envoltória de inverno, envoltória de verão – que compreendem as características físicas da fachada, da cobertura e das aberturas existentes na edificação – e o sistema de aquecimento de água (sendo mais valorizados os sistemas baseados em energia solar, gás ou bomba de calor). Para as áreas de uso comum será avaliada a eficiência dos sistemas de elevadores, bombas e iluminação em geral.

“Apesar de voluntária, a expectativa é que em poucos anos muitos proprietários solicitem a etiquetagem, assim como as construtoras em seus lançamentos, já que há um ganho muito grande em consumo de energia, refletindo uma economia para o consumidor e benefícios ao meio ambiente. Além disso, acreditamos que haverá uma maior valorização na venda desses imóveis, uma vez que, segundo pesquisa realizada esse ano, pela Associação Cândido Mendes, a ENCE é um fator de decisão de compra para 78% dos consumidores brasileiros”, ressaltou Márcio Damasceno, integrante da equipe técnica do Programa.

Assim como os eletrodomésticos, as etiquetas poderão ser solicitadas por construtoras, ainda na fase inicial do projeto, ou por prédios que já foram construídos e que queiram se adaptar ao programa. Os imóveis que receberem “A” nos quesitos avaliados ganharão o selo Procel Edifica.