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GC nº 80Junho 2017 Matéria 8 de 22
Sumário
  1. EditorialArticulação estratégica para mudar o futuro
  2. Jogo RápidoLicenciamento ambiental do Ferroanel Norte é aberto a consulta pública
  3. Jogo RápidoGoverno de São Paulo anuncia licitação para duplicar a SP-250
  4. Jogo RápidoMais um complexo eólico no Nordeste
  5. EntrevistaNada será como antes
  6. Semana Das Tecnologias IntegradasUnião que confirma a força
  7. Semana Das Tecnologias IntegradasA rua como espaço do convívio solidário
  8. Semana Das Tecnologias IntegradasConcreto em contínua evolução
  9. Semana Das Tecnologias IntegradasSem planejamento o BIM perde eficácia
  10. Semana Das Tecnologias IntegradasSelo Casa Azul: certificação ampliada
  11. Semana Das Tecnologias IntegradasSustentabilidade: apoio privado para alavancar o mercado
  12. Semana Das Tecnologias IntegradasReúso e eficiência em ETEs
  13. Semana Das Tecnologias IntegradasEfluente verde
  14. Semana Das Tecnologias IntegradasVedar para não estressar
  15. Semana Das Tecnologias IntegradasConsolidando a cultura da ética
  16. Semana Das Tecnologias IntegradasRental: fazendo do limão uma limonada
  17. Semana Das Tecnologias IntegradasProntos para a retomada do crescimento
  18. EnergiaEnergia que vem do lixo
  19. EnergiaSistema de contenção empregou tecnologia Terramesh Grid
  20. Concreto HojeIPT aperfeiçoa o uso de argila na produção de cimento
  21. ArtigoUrgente: mudança de rumo das cidades
  22. Agenda 2017Infraestrutura e desenvolvimento
Semana Das Tecnologias Integradas

Concreto em contínua evolução

Exclusivo GC 4 de julho de 2017 · Edição 80

O universo do concreto vem assistindo a um processo de grande evolução, acompanhando às demandas do mercado, combinando tecnologias de monitoramento e controle, redução de impacto ao meio ambiente e melhoria das propriedades de resistência, durabilidade e prazos de execução do concreto. Sobre isso falou o engenheiro e editor da revista Concrete Construction, Bill Palmer, em palestra que compôs o Sobratema Summit 2017. Ele disse que o concreto auto adensável ocupa o primeiro lugar em utilização pela indústria norte-americana, uma vez que dispensa a técnica vibratória e evita a segregação do material. “O mercado norte-americano tem optado pelo concreto reforçado por fibras tipo micro, macro e as de aço, as últimas usadas largamente também em países da Europa”, disse.

Uma das inovações fica por conta da aplicação de medidores eletrônicos de umidade do concreto na execução de pisos e lajes. Tais equipamentos garantem, com precisão, as condições do concreto, evitando problemas durante a execução da obra e futuras patologias.

Os recursos de telemática também começam a ser usados para o controle e monitoramento dos veículos de transporte, o que pode contribuir para a estratégia de concretagem. “Com esse sistema, é possível escolher a melhor rota e prever em quanto tempo o material é deslocado, economizando tempo e dinheiro”, conclui Palmer.

Rick Yelton, engenheiro e assessor do World of Concrete, destacou que a sustentabilidade vem pautando os trabalhos de pesquisa e desenvolvimento do setor nos últimos anos. Com isso, já há fábricas norte-americanas criando um tipo de concreto que leva CO2 em sua formulação, que uma vez introduzido na mistura do concreto, resulta na economia de 5% de cimento e na melhoria do meio ambiente.

Outro aspecto importante, apontado pelos especialistas, é com respeito à cura interna do concreto. “Está sendo estudada a introdução de materiais semelhantes a esponjas no concreto, que soltam água aos poucos. A técnica é ecológica, pois faz com que a água seja usada de maneira eficiente, economizando esse recurso”, afirma Yelton.

Em outra técnica, mini-termômetros estão sendo usados para capturar a capacidade de energia, conectados a dispositivos eletrônicos, e que permitem estimar exatamente o ponto em que o cimento se transforma em concreto. Essa técnica permite medir a maturidade do concreto. “É a internet das coisas empregada também na tecnologia do concreto”, disse Yelton, reforçando o uso dos sensores para a medição do chamado slump, a capacidade de desmoramento do concreto, agilizando os processos de concretagem.

“Várias inovações estão ocorrendo no universo do concreto e muito em breve farão parte do dia-a-dia da indústria, desde o uso de mini-termômetros, para a medição da capacidade de desmoronamento, uso de equipamentos em 3D, para análise do concreto e fabricação de premoldes, máquinas robóticas que permitem o corte preciso de placas de concreto, com design e efeitos decorativos diferenciados, sistema de pallets inteligentes para o transporte vertical, paredes prontas de concreto, concreto transparente e bioconcreto, produzido por componentes microbiológicos, e concreto que permite a projeção de luz através dele”, destacou.

Igor Filipi Rezende Silva, engenheiro de Desenvolvimento de Mercado & Assistência Técnica da Votorantim Metais, abordou o tema “Como Aumentar a Vida Útil e Confiabilidade de Estruturas Através da Galvanização”, mostrando como as estruturas de concreto armado estão expostas a diferentes condições ambientais, destacando a suscetibilidade do vergalhão de sofrer corrosão, podendo inclusive resultar no colapso das estruturas.

A galvanização por imersão a quente de barras de aços é uma medida econômica e confiável para melhorar a durabilidade geral desse método construtivo em diversas condições de exposição.