Emprego na construção recuou 0,68% em março
O nível de emprego na construção brasileira registrou queda de 0,68% em março em comparação a fevereiro. O saldo entre demissões e contratações ficou negativo em 22,3 mil trabalhadores com carteira assinada, de acordo com pesquisa elaborada pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) em parceria com a FGV (Fundação Getulio Vargas). No trimestre, o saldo negativo soma 64,2 mil vagas, indicando queda de 1,95% em relação a dezembro. Com isso, ao final de março o número de trabalhadores do setor totalizava 3,253 milhões.
Em relação a março de 2014, foram fechadas 296,9 mil vagas (-8,36%). Na comparação do acumulado no ano contra o mesmo período do ano anterior, a queda foi de 7,45%, uma redução de 263,8 mil empregos. “A rápida deterioração do nível de emprego no primeiro trimestre requer medidas urgentes do governo para reverter esse quadro. É preciso agilizar novas concessões na infraestrutura, bem como lançar a fase 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida. No setor imobiliário, diante do próximo esgotamento dos financiamentos com recursos da Poupança, será necessário reforçar a concessão de crédito por meio de novos instrumentos financeiros”, comenta o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto.
No Estado de São Paulo, o nível de emprego, em março, registrou leve declínio de 0,17% frente ao mês anterior, com o saldo entre contratações e demissões ficando negativo em 1.458 trabalhadores. No acumulado do ano em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou baixa de 5,76%, com o fechamento de 51.387 vagas. No trimestre, o indicador apresenta saldo negativo de 1.107 vagas, com retração de 0,13% em relação a dezembro. Com isso, ao final de março o número de trabalhadores do setor empregados no estado totalizava 837,7 milhões.
No mês, todas as regiões do país apresentaram resultado negativo. Confira na planilha abaixo:


