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GC nº 71Julho 2016 Matéria 22 de 26
Sumário
  1. EditorialEducação como estratégia de desenvolvimento nacional
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoVotorantim inaugura fábrica em Primavera (PA)
  4. Jogo RápidoComo as cordas de uma harpa
  5. Jogo RápidoNovos terminais no Porto do Açu
  6. Jogo RápidoMacaé poderá ter terminal portuário para o setor do petróleo e gás
  7. Jogo RápidoSuperVia entrega 100º trem chinês e estação modernizada
  8. Jogo RápidoBMC-Hyundai dobra a venda de seminovos
  9. Jogo RápidoGoverno de São Paulo anuncia R$ 30,8 mi para sete municípios
  10. Jogo RápidoNovo Joá é entregue à população carioca
  11. Jogo RápidoJohn Deere nacionaliza tratores de esteira
  12. Jogo RápidoManifesto pela Retomada da Infraestrutura Nacional
  13. Jogo RápidoRobô faz a demolição, recicla e limpa área da obra
  14. EntrevistaMobilidade: a solução está nos trilhos
  15. Construction Summit 2016Cidades brasileiras dialogam com o futuro
  16. Construction Summit 2016Startups para a indústria da construção
  17. Construction Summit 2016Obsessão pela educação e pela requalificação das cidades
  18. Construction Summit 2016Sistemas construtivos industrializados
  19. Construction Summit 2016Financiamento para o Transporte Público
  20. Construction Summit 2016Sustentabilidade, um bom negócio
  21. Rodovias - Rodoanel NorteNo meio do caminho, a Mata Atlântica
  22. Rodovias - Rodoanel NorteGanho para a Logística
  23. EnergiaLinhas de transmissão pedem upgrade
  24. Concreto HojeSub-base de CCR é preferência na pavimentação das rodovias brasileiras
  25. ArtigoA Crise no mercado de locação, A Locação no mercado em crise
  26. Agenda 2016Conhecimento a serviço do saneamento
Rodovias - Rodoanel Norte

Ganho para a Logística

Exclusivo GC 15 de julho de 2016 · Edição 71

Os principais benefícios proporcionados pelo Rodoanel serão o desvio e a distribuição do tráfego de passagem, sobretudo de caminhões, para o entorno da Região Metropolitana de São Paulo, principalmente na ligação Norte e Sul do País, melhorando o fluxo nas marginais e tendo como consequência a melhoria do trânsito dos veículos de transporte coletivo e individual; a garantia de acesso mais ágil ao Porto de Santos; a redefinição da plataforma logística de transportes da Região Metropolitana de São Paulo, de radial para anelar; a redução de 23% do VDM (volume diário médio) de caminhões na Marginal Tietê, o que representa 18.300 caminhões por dia, tendo como consequência a melhoria do trânsito dos veículos de transporte coletivo e individual, além de eliminar e/ou minimizar o tráfego de passagem na cidade de São Paulo.

O Rodoanel deverá articular as 10 grandes rodovias que convergem para a capital do Estado de São Paulo: Rodovia dos Imigrantes, Via Anchieta, Via Anhanguera, Rodovia dos Bandeirantes, Rodovia Presidente Dutra, Rodovia Ayrton Senna, Rodovia Castello Branco, Rodovia Raposo Tavares, Rodovia Régis Bittencourt e Rodovia Fernão Dias.A redução do tempo dispendido no tráfego da Região Metropolitana, por sua vez, impactará na diminuição do uso de combustíveis fósseis e consequentemente da emissão de poluentes. O empreendimento como um todo ajudará na infraestrutura dos transportes rodoviários do Estado de São Paulo e tem metas na redução do custo de transporte de mercadorias; na agilidade no escoamento da produção; na   melhoria da qualidade de vida;  na preservação ambiental e desenvolvimento econômico.

Toda a Região Metropolitana de São Paulo será beneficiada, em especial: Santana do Parnaíba, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha, Caieiras, Mairiporã, Santa Isabel, Arujá, Guarulhos e São Paulo. Os principais benefícios para a população serão:

Desviar e distribuir o tráfego de passagem, sobretudo de caminhões, para o entorno da região metropolitana de São Paulo, principalmente na ligação Norte e Sul do País, melhorando o fluxo nas marginais tendo como consequência a melhoria do trânsito dos veículos de transporte coletivo e individual.

O Rodoanel permitirá a redução de 23% do VDM (volume diário médio) de caminhões na marginal Tietê, o que representa 18.300 caminhões por dia (conclusão da obra) e a redução de 6% a 8% da emissão de CO veicular (gases de efeito estufa) na região metropolitana de São Paulo – Rodoanel como um todo (fonte: Avaliação Ambiental Estratégica do Rodoanel).

Tempo perdido

Segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo, sob ameaça de rompimento de contrato, o consórcio formado pelas empreiteiras Mendes Júnior e Isolux retomaram as obras do lote 1 do Trecho Norte do Rodoanel, que ficaram paralisadas um mês. Segundo a empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), contudo, “o ritmo das atividades ainda é baixo”. No dia 6 de maio, a Dersa notificou as empreiteiras depois que uma vistoria constatou “desmobilização de equipamentos e de mão de obra” e ameaçou romper o contrato, assinado em 2013 no valor de R$ 647,6 milhões. Em 2015, o mesmo consórcio já havia paralisado a obra por dois meses.

Em carta enviada à Dersa, o consórcio projetava retomar a obra ontem após o recebimento de R$ 6,3 milhões, referentes aos serviços feitos em abril. Até a paralisação da construção, as empreiteiras haviam executado 38% da obra.  A construção do Rodoanel Norte, que terá 47,6 km de extensão, está dividida em seis lotes, em contratos que somam R$ 3,9 bilhões. A promessa é entregar o último trecho do anel viário em março de 2018. A Dersa, porém, não descarta novo atraso caso o contrato seja rescindido. Os consórcios pressionam a estatal a assinar um aditivo, elevando o custo dos serviços em R$ 716 milhões. A companhia decidiria sobre o valor do reajuste em maio, mas adiou a decisão por três meses após a Polícia Federal abrir investigação sobre suposto superfaturamento de serviços para beneficiar as construtoras.