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GC nº 66Jan/Fev 2016 Matéria 16 de 21
Sumário
  1. EditorialParceria com a WOC renova a atuação da Sobratema, na Era da Informação
  2. Jogo RápidoEmpresas se unem para avaliar o uso comercial de veículos elétricos no Brasil
  3. Jogo RápidoAeroporto de Viracopos instala tecnologia avançada de controle de fronteiras
  4. Jogo RápidoConstrução brasileira perde patamar de 3 milhões de postos de trabalho
  5. Jogo RápidoSoluções inovadoras nas obras de pontes na Marginal Pinheiros
  6. Jogo RápidoTecnologia Herrenknecht comprovada em Goiania
  7. Jogo RápidoSeconci-SP faz balanço positivo de 2015, com aumento de 9% no nível de atendimento
  8. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  9. EntrevistaPoucos recursos, muitas demandas
  10. Especial Região SulO equilíbrio das forças
  11. Especial Região SulSanta Catarina: o desafio é crescer sem perder a qualidade de vida
  12. Especial Região SulRio Grande do Sul luta para reconquistar a posição de líder
  13. RodoviasRodovias no Sul integram plano de concessões
  14. Mobilidade UrbanaPróxima estação: Sala de Reunião
  15. Energia HidrelétricaPotencial ainda não totalmente explorado
  16. Energia EólicaInvestimentos em escala
  17. Construção IndustrializadaFaculdade em concreto
  18. Momento ExpoConstruction Expo 2016 terá pavilhão inédito do World of Concrete
  19. Concreto HojeSeguindo em bloco para um futuro concreto
  20. ArtigoSenado e Câmara dão salvo-conduto aos Lixões
  21. Agenda 2016Tecnologias e equipamentos para compactação em debate
Energia Eólica

Investimentos em escala

Pioneira no setor, Região Sul tem potencial de energia de 41,11 Twh/ano e fôlego para atrair novos empreendimentos

Exclusivo GC 11 de fevereiro de 2016 · Edição 66

O Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, elaborado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), mostra um potencial bruto de 143,5 GW, com destaque para o litoral do Nordeste , Sul e Sudeste. O potencial de energia anual para o Nordeste é de cerca de 144,29 TWh/ano; seguido pela região Sudeste, de 54,93 TWh/ano, e região Sul, de 41,11 Twh/ano.

O Rio Grande do Sul já responde por 22% da produção nacional de energia eólica, ficando atrás apenas do Ceará, responsável por 38%. São R$ 37,64% das contratações, equivalentes a 19 parques eólicos e a 326,6 megawatts comercializados, o maior volume contratado no leilão.

O Rio Grande do Sul já tem 15 parques eólicos em operação, com uma capacidade instalada de 460 megawatts.  Até 2017, o estado deverá ter 78 parques de energia eólica com uma capacidade instalada de 1.826,9 megawatts.  O Parque Eólico de Osório: instalado em Osório (RS), é o segundo maior centro de geração de energia eólica no Brasil (em 2011). Possui a capacidade instalada de 150 megawatts.

O projeto eólico de Povo Novo, no Rio Grande (RS), foi desenvolvido e estruturado pelas empresas Epcor Energia e MML Energia. Segundo Nilo Quaresma Neto, diretor executivo da Epcor, os estudos de medição de ventos foram iniciados em 2009, aproveitando a proximidade da região do litoral e devido ao potencial eólico da região.  A área foi escolhida pelas características locais, por aspectos logísticos como proximidade de estradas pavimentadas. Os investimentos chegam a R$ 280 milhões, incluindo Linhas de transmissões e Subestações. O Leilão A-3 ocorreu em novembro de 2013, com o valor de venda da energia a R$ 125,90 o MWh e o empreendimento foi adquirido em 2013 pelo Grupo CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica.

O projeto está atualmente em fase de construção, com a instalação de 25 aerogeradores. A potência do Parque Eólico será de 52,5 MW, com aerogeradores modelo 2.1 MW da fabricante WEG, com altura das torres de concreto de 120 metros.   O parque eólico será conectado através de uma Linha de transmissão de 230 kV na Subestação Povo Novo.  A operação comercial do complexo eólico está prevista para o primeiro semestre de 2016.

Ainda no Rio Grande, a Epcor Energia foi responsável pelo desenvolvimento e estruturação do Complexo Eólico Corredor do Senandes – fase I -  108 MW – Rio Grande/RS,  adquirido pela Odebrecht Energias Alternativas S.A, vencedor do Leilão LER  2011.

O parque está em operação comercial com 40 aerogeradores na primeira fase do empreendimento, modelo ECO-122  2.7 MW da fabricante Alstom. O parque eólico está conectado através de uma Linha de transmissão de 138 kV na Subestação Quinta de propriedade da CEEE-GT. Na segunda fase do empreendimento estão previstos mais 72 MW.

A Epcor também está com o Complexo Eólico Dom Pedrito, no município de mesmo nome, cujo projeto participará dos leilões de energia de 2016, na qual a primeira fase terá 108 MW.  Está prevista a conexão através de uma LT 230 kV na Subestação Bagé 2 da CEEE - GT.

Na segunda fase estão previstos mais 112 MW. Este projeto está localizado próximo a Vila São Sebastião, distrito Torquato Severo, englobando os municípios de Dom Pedrito e Bagé, o qual já possui LP – Licença Prévia e está em fase de obtenção da LI – Licença de Instalação.  De acordo com Nilo Quaresma, a Epcor possui uma carteira de projetos eólicos própria, com cerca de 2GW, em diversas fases de desenvolvimento, localizados em 15 municípios  do Estado do Rio Grande do Sul.

Povo Novo

A Seta Engenharia foi a responsável pela gestão contratual da CGE Povo Novo, respondendo por obras civis de acessos e fundações necessários ao perfeito funcionamento das referidas centrais geradoras.

Foram realizados serviços de escavações e aterros para as estradas de acesso à obra e áreas de acampamento e canteiro, juntamente com os dispositivos de drenagem; execução e manutenção de todos os caminhos de serviço temporários, necessários para desenvolvimento de suas atividades; recarga de material de estoque e transporte da brita e areia para abastecimento da central de concreto com posterior utilização como agregado das estruturas de concreto.

Também foram executados,  entre outros serviços, a concretagem das bases dos aerogeradores e do pátio de manobra; manuseio e estocagem de cimento; manuseio de agregados; fornecimento e manuseio de aditivos; e instalação de peças metálicas embutidas de concreto de primeiro estágio, atividade esta que deverá ser executada sob supervisão do fornecedor dos aerogeradores,.

Segundo Anderson Maus, da Seta Engenharia, a geologia do local representou o principal desafio técnico encontrado na etapa de execução das fundações dos parques, em função da grande variação nos perfis do terreno. A Seta, ao lado do cliente e da projetista, definiram metodologias técnicas para as adequações do projeto.

As fases da obra foram planejadas contemplando a sequência executiva normal, iniciando pelos serviços de terraplenagem, acessos (Externos e Internos), bases e plataformas, dando continuidade às obras civis com os serviços de execução dos blocos de fundação dos aerogeradores.

A Seta priorizou a contratação dos colaboradores das cidades e regiões vizinhas à obra, realizando investimentos em treinamento para seus funcionários, a fim de aumentar os níveis de eficiência e produção que o cenário de expansão dos negócios vem exigindo nos últimos anos.

Atualmente são funcionários envolvidos nas atividades do Complexo Eólico Povo Novo, tendo previsto para o pico da obra a contratação de 230 funcionários.

COMPLEXO EÓLICO POVO NOVO

Cliente: CEEE – Companhia Estadual de Energia Elétrica

Localização: Rio Grande - RS

Características: Potência Instalada: 52,50 MW

Número de Parques: 3 – (CGE Ventos de Curupira, CGE Ventos de Povo Novo e CGE Ventos de Vera Cruz)

Número de Aerogeradores: 25

Altura das Torres: 120 m

Comprimento de Acessos: 24,50 Km