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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 1 · 01/2010 · Jan/Fev 2010

Obras na BR-116

Dois rolos da marca Hamm, comercializados pela Ciber, de Porto Alegre, estão operando na revitalização da BR-116, no Rio Grande do Sul. Os modelos HD90 e GRW 18 estão sendo utilizados para a recuperação da via, englobando fresagem e compactação de asfalto, reformas em viadutos e pontes, construção de novos acessos e renovação de toda a sinalização viária. Entre outras características, o rolo HD90 oferece visibilidade total dos cilindros compactadores e do sistema de aspersão de água e o GRW18 possui dirigibilidade bastante suave, pois possibilita ao operador a direção pelos dois lados do rolo. Isso permite um acompanhamento eficaz do acabamento do asfalto.

A obra integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, com previsão para ser concluída neste ano e é executada pela Sultepa Construções e Comércio Ltda.

Novo fora de estrada Caterpillar

A Sotreq, revendedora autorizada de produtos, sistemas e serviços Caterpillar, lançou o caminhão fora de estrada 770. Direcionado para os mercados de construção, mineração e pedreira, o veículo foi dimensionado para oferecer elevado desempenho com custos mais baixos por tonelada. De acordo com a Sotreq, o 770 possui uma estrutura robusta, para atender às mais diversas aplicações e tipos de terrenos. Um dos destaques desse equipamento é em relação aos procedimentos de manutenção, fáceis e que garantem uma longevidade com baixos custos.

A Sotreq se diferencia no mercado pelo suporte especializado em equipamentos Caterpillar,  pela preocupação em aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais. A empresa realiza para seus clientes estudos de seleção, dimensionamento de frotas e configuração de máquinas para que o cliente obtenha o melhor custo-benefício de seu investimento.

Usina de biomassa inaugurada em Campos

Entrou em operação, no final de 2009, a nova usina de biomassa Canabrava, em Campos, no norte fluminense. O empreendimento compreende uma destilaria de álcool (etanol) e uma unidade de produção de energia elétrica e foi instalado no município, atraído por recursos do Fundo de Desenvolvimento de Campos (Fundecam) e pelos incentivos fiscais da Lei 4.533/05, que reduz o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 18% para 2%.

Com a entrada em operação da Usina Canabrava na próxima safra, o município de Campos vai dar fôlego novo à cultura da cana-de-açúcar, uma vocação do município há cerca de 400 anos, e agregar valor à economia com a geração de renda a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, que tornará possível a produção de biomassa, uma iniciativa pioneira na região.

Novas opções em motoniveladoras

A linha de motoniveladoras da Case Construction Equipment aumentou para três modelos. Agora, além da 845, disponível desde 2001, o mercado conta também com a 865 e a 885, lançadas no final de 2009. As máquinas são produzidas na planta industrial de Contagem (MG). Do total fabricado em 2009, 40% ficaram no mercado brasileiro e 60% foram exportados para países da América Latina, América do Norte e Ásia.

As motoniveladoras Case série 800 vêm equipadas com motor turboalimentado de alto desempenho. O modelo 845 possui motor emissionado de 140 hp líquidos, com certificação de emissão de poluentes Tier I. Os modelos 865 e 885, com motores de 155 hp líquidos, possuem motor opcional de 170 hp  e 200 hp,  respectivamente, emissionado e com certificação Tier II.

A transmissão é do tipo Direct Drive, Powershift, com controle eletrônico de marchas, oito velocidades para frente e quatro para trás, pedal modulador para avance progressivo para os modelos 865 e 885. A Case informa que essa transmissão garante total aproveitamento das potências do motor, baixo consumo de combustível, grande eficiência e precisão dos trabalhos, que exigem grande habilidade do operador, como o nivelamento do solo. Além disso, é comandada por uma única alavanca, que assegura simplicidade e comodidade às operações.

Chegam equipamentos para maior parque eólico do País

Foram desembarcados no porto de Suape (PE) 92 aerogeradores para o parque eólico de Alegria, que será o maior do País, localizado em Guamaré (RN). Os equipamentos foram comprados da Vestas, empresa dinamarquesa líder mundial em tecnologia para geração de energia eólica. O parque será composto por duas usinas – Alegria I e Alegria II. Dos aerogeradores importados, 31 são para Alegria I e 61 para Alegria II.

O empreendimento é controlado pela Multiner, companhia nacional de geração de energia, que também tem projetos de origem hidráulica e térmica.  Em outubro, a New Energy Options, subsidiária da Multiner, assinou com o Banco do Nordeste Brasileiro (BNB) financiamento de R$ 250 milhões para a Usina Eólica de Alegria I. O valor total do investimento dessa etapa é de cerca de R$ 293 milhões. A usina terá capacidade de geração de 51 MW, suficiente para o abastecimento de 70 mil moradias, e o início da operação está previsto para agosto de 2010.

O financiamento de R$ 398 milhões para Alegria II já se encontra também em estágio avançado de negociação com o BNB. As duas usinas terão capacidade total de geração de 151,8 MW, podendo abastecer 200 mil residências e evitar a emissão de 120 mil toneladas/ano de CO2 na atmosfera.

Rio poderá ter centro de inteligência em energia

O governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro vão trabalhar juntos para a criação, em 2010, de um centro de inteligência em energia na cidade do Rio de Janeiro, e pelo desenvolvimento da marca “Rio, capital da energia”. A parceria foi fechada durante seminário do projeto Rio Além do Petróleo, realização do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (IETS) e do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

O centro seria fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas visando à qualificação de mão de obra e à realização de parcerias envolvendo o poder público, a academia e o setor privado. A meta é transformar o Rio de Janeiro em um player internacional no mercado de energia. Hoje, o estado produz 85% do petróleo nacional, tem o maior parque térmico do País, conta com duas usinas nucleares (Angra 1 e 2) – em breve, terá Angra 3 –, sedia a grande maioria das empresas do setor petrolífero, além de centros de pesquisa, e tem dois projetos de geração eólica em andamento.

S.O.S. Angra dos Reis

O governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, vai liberar, em caráter emergencial, R$ 80 milhões para obras no município de Angra dos Reis, no litoral sul fluminense. O dinheiro será usado para reconstruir casas destruídas pelos deslizamentos de terra ocorridos na virada do ano, para realocar famílias que vivem em áreas consideradas de risco e recuperar encostas nas áreas mais afetadas, onde morreram pelo menos 52 pessoas.

O Ministério das Cidades também já se comprometeu a analisar os projetos que serão levados pelo governo do Rio de Janeiro, no sentido de incluir no projeto Minha Casa, Minha Vida soluções ainda mais abrangentes para as questões das moradias na região. O governo do estado, por sua vez, anunciou que está finalizando um relatório, a ser apresentado ao governo federal, propondo um conjunto de ações tanto para Angra dos Reis como para a Baixada Fluminense, também castigada pelas chuvas.

Gerdau I

A Gerdau instalou sua primeira unidade industrial no estado de Rondônia, voltada para o corte e dobra de aço – a planta recebe os vergalhões prontos e os entrega nas quantidades, formatos e tamanhos necessários para a obra, de acordo com o projeto do cliente. Instalada na capital, Porto Velho, a unidade deverá atender à expansão de demanda pelo vergalhão cortado e dobrado no estado, que neste ano deve crescer mais que a média brasileira, segundo a expectativa do governo local. O principal objetivo é atender aos diversos empreendimentos imobiliários que vêm sendo construídos na região.

Gerdau II

A Gerdau já entregou 2,02 mil toneladas de vergalhões de aço para a expansão da Linha 2 (Verde) e construção da Linha 4 (Amarela) do metrô de São Paulo, que vem recebendo investimentos de R$ 20 bilhões do governo do estado. Os vergalhões foram entregues tanto soltos como já cortados e dobrados ou montados em armaduras, prontas para utilização – a Gerdau é pioneira no fornecimento desse tipo de produto, que proporciona uma redução de até 15% no consumo de aço e aumenta a velocidade da obra em até 70%. A previsão é de que as primeiras estações nas duas linhas sejam entregues em março de 2010.

MMX fecha acordo para usar porto da CSN

A MMX Mineração e Metálicos S.A., empresa do Grupo EBX, do mega-empresário Eike Batista, assinou contrato comercial e de uso de serviços portuários com a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Pelo acordo, a MMX terá espaço para exportar 1 milhão de toneladas de minério de ferro em 2010 pelo Terminal de Carga do Porto de Itaguaí no Rio de Janeiro. Em contrapartida, a CSN se compromete a adquirir no mínimo 1,5 milhão de toneladas de minério de ferro da MMX. Desta forma, a MMX garante o acesso ao mercado internacional de minério de ferro e o fornecimento aos seus clientes fora do Brasil, consolidando sua posição no mercado doméstico.

Em 22 de dezembro de 2008, a MMX anunciou que havia vencido a concorrência privada promovida pela CSN para uso de serviços portuários do Terminal de Cargas do Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro. O contrato previa embarques de 1,2 milhão de toneladas de minério de ferro em 2009 e 2 milhões de toneladas em cada um dos dois anos subsequentes, 2010 e 2011.

Ibama autoriza obras na BR-163

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu licença ambiental para mais um trecho da BR-163, rodovia que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA). A licença de instalação autoriza o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) a começar as obras de pavimentação do lote Tapajós III, com 83,9 quilômetros de extensão, entre os municípios paraenses de Rurópolis e Santarém.

A previsão é de que o trecho esteja concluído até dezembro de 2011, de acordo com o balanço mais recente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o fim de 2010, o investimento do governo em toda a rodovia deve chegar a R$ 1 bilhão.

A região da BR-163 é um dos principais focos de desmatamento na Amazônia, principalmente pelo avanço da pecuária. Após o anúncio do asfaltamento da rodovia, em 2002, o desmatamento na região teve um aumento de 500%, o que levou o governo a elaborar um plano de desenvolvimento sustentável para o empreendimento.

Petrobras contrata a construção de novas embarcações

A Petrobras assinou, no final de dezembro, três contratos para construção de embarcações para afretamento por período (Time Charter Party) com empresas brasileiras de navegação. A contratação inicial é de nove navios por um período de 15 anos e as embarcações deverão entrar em operação entre 2011 e 2014. Nessa etapa, são três navios para transporte de bunker (combustível marítimo) de aproximadamente 4.500 TPB (Toneladas de Porte Bruto), contratados à Navegação São Miguel Ltda., outros três, também para transporte de bunker, de aproximadamente 2.500 TPB, contratados à Delima Comércio e Navegação Ltda., além de três embarcações para transporte de produtos claros, de aproximadamente 45.000 TPB, contratadas junto à Global Transporte Oceânico S.A.

As encomendas fazem parte do Programa de Modernização e Expansão da Frota, da Transpetro. A ação pretende ainda reduzir a dependência do mercado externo de fretes marítimos e gerar empregos. Os navios precisam ter bandeira e tripulação brasileiras e serão construídos em estaleiros do Brasil, para estimular o desenvolvimento da indústria naval brasileira. No início do ano, 40 empresas formalizaram o interesse em participar do processo licitatório. Foram apresentadas 35 propostas. Dos navios restantes para atingir os 19 previstos no programa, três deles, gaseiros, estão em fase adiantada de negociações. Os outros sete ainda têm preços negociados pela Petrobras.

Tecnometal fecha fornecimento para a Petrobras

A Tecnometal Engenharia firmou um contrato para fornecimento de duas torres de acesso a navios (Gang Way), que serão instaladas no Terminal Aquaviário de Barra do Riacho, em Aracruz (ES). O cliente é a Mendes Júnior Trading e Engenharia S/A, que está construindo o terminal para a Petrobras. O contrato consolida a posição da Tecnometal como fabricante de soluções, também para o segmento de óleo e gás.

É a primeira vez que torres desse tipo são produzidas no Brasil. O projeto está sendo desenvolvido pela área de engenharia (mecânica e elétrica) da empresa, que está nacionalizando o produto. O escopo do fornecimento abrange desenvolvimento do projeto, fabricação, pré-montagem, testes e assistência técnica durante o período de montagem na obra. O contrato foi assinado em 3 de setembro, com entrega prevista para 180 dias.

Petrobras confirma potencial de Iara

A Petrobras concluiu os testes de formação no poço 1-BRSA-618-RJS (1-RJS-656), na área informalmente denominada de Iara, no bloco BM-S-11. Os testes comprovaram o potencial exploratório da área com produção de óleo leve, de aproximadamente 28° API. Esses testes de formação permitiram manter a estimativa de volume recuperável na área de Iara de 3 a 4 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, anunciada após a perfuração, concluída em setembro de 2008.

O poço testado está localizado em profundidade de água de 2.230 metros, a 230 km da costa do estado do Rio de Janeiro. Devido à necessidade de realocação da sonda, estão previstos para 2010 novos testes em outro poço dessa mesma área.

O consórcio formado pela Petrobras (65% Operadora), BG Group (25%) e Galp (10%) dará continuidade às atividades exploratórias realizando os investimentos necessários para a avaliação da jazida, de acordo com o Plano de Avaliação aprovado pela ANP.

Setor de locação lança guia do mercado e se estrutura

A Associação Brasileira de Empresas Locadoras de Bens Móveis (Alec), entidade que congrega cerca de 300 associados em todo o Brasil, do setor de locação de máquinas e equipamentos, fez o lançamento, no dia 3 de dezembro, do Guia Alec 2010. Com tiragem de 15 mil exemplares e circulação nacional, dirigida a profissionais e empresas, indústrias e prestadores de serviços do segmento da construção civil, o guia, em sua 12ª edição, traz matérias técnicas e um levantamento atualizado das principais empresas de locação e fabricantes de máquinas, equipamentos e acessórios ligados ao segmento em todo o País.

A publicação traz, ainda, um resumo de dois estudos de mercado, apoiados pela Alec, que permitem aos associados da entidade terem uma ampla visão das tendências e dos números do setor.

Para o presidente da Alec, Expedito Eloel Arena, no momento que o Brasil entra em um novo ciclo de desenvolvimento, tendo a construção civil como um dos motores da economia, é fundamental que os empresários do setor de locação de máquinas atuem nesse mercado de forma profissional, organizada, com foco na qualidade dos produtos e serviços. “É urgente olhar para o futuro e estruturar melhor as empresas. Precisamos olhar para o nosso negócio como uma empresa moderna, sustentável, facilitadora de trabalho, que emprega e dá lucros”, afirmou. Ele conclamou as empresas do setor a se unirem em torno das discussões de normas, na reivindicação de políticas para a compra de peças e máquinas junto aos fabricantes, na formação e capacitação de mão de obra, entre outras questões.