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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 56 · 02/2015 · Jan/Fev 2015

ESPAÇO SOBRATEMA

Certificação de Terceira Parte

A Sobratema e a Abendi – Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção assinaram um convênio para fornecimento da Certificação de Terceira Parte, baseada na norma ISO 17024, para profissionais da área de equipamentos para construção e mineração. Essa ação representa um marco para os dois segmentos. Acesse: http://abendici.org.br/sobratema/

M&T EXPO

Mais de 80 jornalistas das regiões Norte, Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil e de dez países: Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Espanha, Estados Unidos, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela participaram da coletiva de imprensa, via internet, da M&T EXPO 2015. No total, a transmissão registrou 99 visitas e 270 pageviews.  Informações: http://www.mtexpo.com.br/

Grupo de Trabalho

O Núcleo Jovem da Sobratema criou um Grupo de Trabalho para discutir as normas regulamentadoras, suas revisões e os impactos para a produtividade, segurança e qualidade nos setores da construção e mineração no Brasil. O GT pretende contribuir para que as construtoras, pedreiras, fabricantes e locadores de equipamentos participem ativamente das discussões relativas às revisões e elaboração de NRs, levando informações de cunho técnico e, também, compartilhando experiências e desafios encontrados nos canteiros de obras no país. http://www.sobratema.org.br/

Bauma China

A delegação para a missão empresarial Bauma China foi composta por 24 profissionais de empresas de peças para o segmento, de locadores e fabricantes de máquinas. Segundo opinião dos participantes, a feira mostrou uma grande diversidade de equipamentos bem como um significativo avanço em qualidade e tecnologia dos principais fabricantes chineses de máquinas. A delegação ainda fez uma visita técnica à fábrica de escavadeiras da Sany, em Kunshan.

Tecon de Salvador realiza operação especial para receber carga eólica

O Tecon Salvador – terminal de contêineres operado pelo Grupo Wilson Sons – realizou uma operação especial com a chegada, no dia 30 de dezembro, do navio alemão E-Ship1 que desembarcou 330 toneladas de equipamentos eólicos para instalação da fábrica Wobben Windpower em Juazeiro, na Bahia. A indústria é uma subsidiária da Enercon GmbH, um dos líderes do mercado mundial neste segmento.

Entre os equipamentos da embarcação estavam maquinários para a fábrica, ainda em construção; 12 pás eólicas com mais de 44 metros de comprimento e 11 toneladas cada uma; três seções de torres eólicas, cada uma com quase 23 toneladas, além de motores e peças transportadas em contêineres. De acordo com Patrícia Iglesias, diretora comercial do Tecon Salvador, por serem equipamentos sensíveis e de alto valor agregado, é necessário o mínimo de movimentação durante a operação de descarga. Essas cargas especiais são transportadas por navios breakbulk (de cargas avulsas e fora de contêineres) e exigem uma operação complexa, por equipamentos modernos e uma equipe especializada.

“Para a retirada dos equipamentos, tivemos que movimentar as pás eólicas e três seções de torres. Trata-se de uma operação bastante complexa e o Tecon Salvador oferece infraestrutura adequada, com equipamentos de alta tecnologia e expertise logística”, ressalta Patrícia. Do Porto de Salvador, a carga seguiu para Juazeiro via transporte rodoviário, levando mais ou menos três dias para chegar ao seu destino.

Essa é a primeira vez que o E-Ship1 atraca no Tecon Salvador. Trata-se de um navio sustentável, que gera 30% da energia consumida através do efeito Magnus para propulsão. Quatro rotores ficam instalados no convés principal e estão ligados às hélices do navio, o que faz com que girem e contribuam para movimentação da embarcação.

Depois de Salvador, o navio partiu para outras rotas na América do Sul com equipamentos de outras fábricas e parques eólicos da Wobben/Enercon, antes de retornar à Alemanha.

 

 

Refinaria Abreu e Lima entrega primeiro carregamento de nafta petroquímica

O primeiro carregamento de nafta petroquímica produzida na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Porto de Suape, em Pernambuco, foi embarcado em 13 de janeiro para São Sebastião, em São Paulo, onde foi vendido para a Braskem.

Desde que entrou em operação, em 6 de dezembro passado, a Abreu e Lima já refinou 1,4 milhão de barris de petróleo e produziu 56,6 mil metros cúbicos de nafta petrolífera na unidade. Nesse primeiro carregamento, foram expedidos 18,5 mil metros cúbicos do produto.

A nafta petroquímica é gerada na Unidade de Destilação Atmosférica da Refinaria Abreu e Lima e, depois de ser certificada nos padrões da Agência Nacional de Petróleo (ANP), é bombeada para os navios, com apoio logístico da Transpetro.

O material é usado para produção de insumos químicos como eteno, propeno, butadieno, benzeno e xileno. Esses insumos são usados pela Braskem para fazer plásticos como eteno, propeno, butadieno, benzeno e xileno. Também são produzidas borrachas sintéticas e fios de náilon.

O resultado pode ser aplicado em automóveis, eletrodomésticos, embalagens, produtos têxteis e detergentes.

O segundo trem de refino deve ficar pronto em maio. A Rnest está no foco das investigações da Operação Lava Jato, que investiga desvios de dinheiro da Petrobras. Em 2005, quando foi anunciada pelo então presidente Lula (PT), a unidade tinha custo calculado em US$ 2,4 bilhões. A estimativa atual é que ele gire em torno de US$ 20 bilhões.

 

 

Newton Cavalieri deixa legado para a construção brasileira

Os setores da Engenharia e da Construção no Brasil perderam um dos seus personagens mais representativos. Faleceu no último dia 4 de janeiro, em São Paulo, o engenheiro Newton Cavalieri, com quase 100 anos de vida e mais de 70 de profissão.

Ao longo da sua trajetória profissional, Cavalieri participou de importantes projetos, como as obras de fortificação da baía de Guanabara, retificação da ligação ferroviária entre São Paulo e Rio de Janeiro para a Central do Brasil (assumindo o trecho chamado Variante do Parateí), a construção da Autoestrada Grajaú-Jacarepaguá, que liga a Zona Norte à Zona Oeste do Rio de Janeiro, e a construção da Rodovia Raposo Tavares, entre Sorocaba e Itapetininga, em São Paulo.

Formado em engenharia civil pela escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais, o mineiro de Itabirito também atuou nas obras da ligação ferroviária Anápolis e Niquelânida, em Goiás, a construção da primeira autoestrada no Brasil ligando Porto Alegre a Osório, no Rio Grande do Sul, a utilização da primeira fresadora de asfalto e também a participação no consórcio que iniciou as obras da Linha 1 – Azul do metrô de São Paulo, no bairro do Jabaquara (Zona Sul), em 1968.

Newton Cavalieri era avô do atual presidente da Brasil Máquinas de Construção (BMC), Felipe Cavalieri.

 

 

Tuper contribui com a redução de emissão de gases de efeito estufa

A Tuper, quinta maior processadora de aço do Brasil, com mais de 40 anos de atuação, recebeu o certificado de consumidor de Energia Renovável, emitido pela Comerc, maior gestora independente de energia elétrica do país, e Sinerconsult, empresa especializada em estratégias e gerenciamento energético.

O certificado foi emitido com base nos dados de janeiro de 2012 a dezembro de 2013, atendendo à metodologia do GHG Protocol Corporate Standard, que apresenta a quantidade de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) evitadas pela Tuper com a contratação de energia de fontes incentivadas (Baixo Impacto Ambiental).

Esta medida é alinhada com ações internas no uso consciente de energia elétrica e as boas práticas técnicas e operacionais na gestão do insumo. As atividades mostram a preocupação do grupo Tuper quanto às suas ações ambientais, já que desde 2008 é certificada pela ISO14001 (Gestão Ambiental).

Participante do mercado livre de energia desde outubro de 2011, a Tuper registra um consumo médio de 3.285 MWh por mês.

 

 

Lançado sistema de gerenciamento online de resíduos da construção civil

Menos burocratização, mais eficiência e transparência na gestão dos resíduos de construção civil: essas são algumas das expectativas com o lançamento do Sigor, que aconteceu dia 12 de dezembro, na Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA.

O Sigor é uma ferramenta que auxiliará no gerenciamento das informações referentes aos fluxos de resíduos sólidos no estado de São Paulo, desde sua geração até sua destinação final, incluindo o transporte e destinações intermediárias. É o resultado de um convênio firmado entre o Estado de São Paulo, por meio da SMA e da Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, e o SindusCon-SP – Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo.

Para o presidente da Cetesb, Otávio Okano, “ter o Sigor é, para a Cetesb, de fundamental importância, uma vez que poderemos fazer a gestão dos resíduos de construção civil de forma adequada, eficiente e transparente. Este é um primeiro passo. Com certeza, com o tempo, avançaremos para termos a certeza de que estamos dando destino adequado a todos os tipos de resíduos”.

O sistema envolve, além dos órgãos estaduais, os municípios, os geradores, os transportadores e as áreas de destino de resíduos. Isso permitirá que estado, municípios e setores da sociedade civil tenham conhecimento e acompanhem a situação dos resíduos sólidos. Também permitirá a obtenção e armazenamento de grande volume de informações em banco de dados, de forma a subsidiar futuras ações de controle e fiscalização, planejamento, elaboração de políticas públicas e estudos de viabilidade para os investimentos necessários à melhoria da gestão dos resíduos sólidos.

O Sigor – Módulo Construção Civil consiste em uma plataforma eletrônica que ficará hospedada no site da Cetesb. Por meio dele, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo e as prefeituras, poderão validar os cadastros das áreas de destinação e os Planos de Gerenciamento de Resíduos elaborados pelos geradores, propiciando agilidade e desburocratização de procedimentos administrativos. O sistema também possui uma funcionalidade para a emissão de relatórios, dentre os quais, o Sistema Declaratório Anual, uma das exigências das Políticas Nacional e Estadual de Resíduos Sólidos.

Para a sociedade como um todo, o site do Sigor terá um papel fundamental na prestação de serviços, disponibilizará um amplo banco de dados com informações como relação de transportadores cadastrados nos municípios; relação de áreas de destinação por tipo de resíduos que estão licenciadas a receber; legislação e normas referentes aos resíduos de construção; manuais e publicações e divulgação de eventos e treinamentos. O “Fale conosco” do Sigor também permitirá o esclarecimento de dúvidas e a orientação aos usuários do sistema.

 

 

Porto do Açu recebe carta náutica para iniciar as operações

O Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, no Norte Fluminense,  recebeu, no final de novembro, a carta náutica emitida pela Marinha para operação dos terminais 1 e 2. O documento fornece informações hidrográficas do porto como profundidade, boias de sinalização determinando o canal de acesso, fundeadouros, rosa dos ventos, entre outros. Todos esses dados orientam o comandante na atracação do navio.

“A publicação da carta náutica estabelece um padrão de desempenho para o Porto do Açu e chancela mundialmente suas operações. Isso traz maior controle e segurança ao tráfego marítimo e aos comandantes das embarcações que chegam aos terminais, além da confiabilidade da autoridade marítima”, afirma o gerente de Operações da Prumo, Joffre Villote, que também é Capitão de Longo Curso da Marinha do Brasil.

Com a homologação da carta náutica, o Porto do Açu passa a receber navios com calado de até 7 metros. Como a dragagem para 10 metros já foi concluída, uma nova batimetria já está em curso para que o porto possa receber embarcações maiores podendo atingir mais de 9 metros de calado.

As primeiras operações nos terminais foram realizadas em fase de comissionamento e contaram com o apoio dos instrumentos do Centro de Controle e Operação do Tráfego Marítimo (CCOTM), além da sinalização náutica.

 

 

Odebrecht e Logz podem operar no transporte fluvial de cargas

O grupo Odebrecht está desenvolvendo um projeto para passar a operar no transporte de commodities agrícolas por meio de hidrovias da região Norte do País. Para a operação, o grupo contaria com a Logz, por meio de uma joint venture, na qual a Odebrecht TransPort, subsidiária do grupo para as áreas de infraestrutura e logística, participaria com 60% e a Logz com 40%.

O projeto das empresas inclui a compra de embarcações e a construção de terminais de carga ao longo dos rios Tapajós e Tocantins. O objetivo é movimentar soja, milho, farelo de soja e fertilizantes a granel fora de contêineres.

A Odebrecht e Logz serão donas de duas sociedades de propósito específico (SPEs). Uma delas vai investir somente no rio Tapajós e vai construir um terminal privativo de transbordo em Santarezinho (PA), além de um terminal privativo de recepção e expedição de cargas em Vila do Conde (PA). Também haverá uma operação de barcaças entre os empreendimentos. A outra sociedade investirá nas operações no rio Tocantins, mas o plano ainda está sendo desenvolvido.

A joint venture pode estender sua atuação para além das hidrovias, participando de licitações para operar terminais portuários no Norte e ainda oferecendo a clientes transporte rodoviário e ferroviário – próprio ou terceirizado.

Além desses dois casos, há várias outras empresas se movimentando para explorar o potencial logístico da região, com interesse principalmente na produção agrícola do Centro-Oeste.

 

 

QBE lança seguros para máquinas e equipamentos pesados

A QBE, um dos 25 maiores grupos seguradores do mundo, presente em mais de 43 nações, lança um novo produto no mercado brasileiro: um seguro voltado para máquinas e equipamentos de construção e mineração.

Segundo Raphael Swierczynski, CEO da QBE Brasil, o QBE MAX, para máquinas e equipamentos de construção e mineração, vem preencher uma lacuna no mercado nacional, que até agora vinha sendo tratada como uma cobertura complementar do seguro de engenharia. “Nosso produto é mais complexo, focado especificamente no equipamento e não na obra”, explica.

O seguro proposto pela QBE cobre o equipamento em si e sua utilização. Estão incluídas coberturas para:

• Máquinas de Locação - Danos Materiais, Equipamentos específicos ou apólice aberta, Sublocação de Máquinas;

• Quebra de Máquinas - Falhas mecânicas;

• Responsabilidade Civil – Lesões físicas e danos materiais, Cobertura em trânsito;

• Proteção Financeira – Perda de renda e aumento do custo de operação, Proteção de pagamentos do leasing;

• Danos à Máquina – Danos e perdas físicas inesperadas, Transferência de cobertura para a máquina substituta, Cobertura em trânsito.

De acordo com Swierczynski, o novo produto será mais completo e fácil de ser contratado, já que será modular e oferecerá uma série de amplas e flexíveis coberturas, que se adaptam a diversas necessidades.