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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 79 · 05/2017 · Maio 2017

Restauração da Ponte Pênsil de São Vicente conquista prêmio internacional

As obras de restauração e recuperação estrutural da centenária Ponte Pênsil, em São Vicente (SP), executadas pela Concrejato Obras Especiais para o Departamento de Estradas de Rodagem - DER-SP, foram destaque na terceira edição do prêmio ACHE Engenharia, promovido pela Asociación Científico-Técnica del Hormigón Estructural (ACHE), em Madri, Espanha. O projeto, de autoria do escritório Engeti Consultoria e Engenharia, associado à empresa espanhola FHECOR Ingenieros Consultores, foi premiado na categoria Recuperação Estrutural pelo júri formado por representantes da ACHE e instituições como a Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Politécnica de Madrid; Escola de Engenharia Civil da Universidade de La Coruña; Instituto de Ciências da Construção Eduardo Torroja  e Faculdade de Engenharia Civil e Conselho Superior de Arquitetos. Durante as obras foram substituídos os 16 cabos da ponte, sendo oito de cada lado em dois níveis diferentes. A manobra havia sido realizada anteriormente apenas quatro vezes em todo o mundo e foi pioneira no Brasil.

Maria Aparecida Soukef, Diretora Operacional da Concrejato e responsável pela execução da obra com o engenheiro Renato Encinas Lopes, lembra que um dos principais desafios foi a execução de uma ponte auxiliar, paralela à existente e também pênsil, com cabos provisórios. O trabalho exigiu que a Contemat Geotecnia executasse fundações em estaca do tipo raiz em uma área exígua. “A Concrejato também executou blocos provisórios para suportar essa nova ponte já existente e a obra foi executada sem interrupção de tráfego da via”, acrescenta. A cerimônia de premiação será realizada durante o encerramento do VII Congresso da ACHE, que acontece em La Coruña entre 20 e 22 de junho de 2017.

Porto do Itaqui, no Maranhão, receberá R$ 1,3 bilhão em aportes

O Porto do Itaqui, em São Luís (MA), terá aportes de cerca de R$ 1,3 bilhão nos próximos dois anos, estima a Emap, empresa estatal de administração portuária vinculada ao governo do Maranhão. A maioria (75%) dos investimentos será da iniciativa privada, que gerencia cinco terminais no porto. A parte de combustíveis, com operações da Raízen, Ipiranga, Ultracargo, Granel Química e Transpetro, terá R$ 400 milhões, diz Ted Lago, presidente da Emap. O terminal de fertilizantes, a ser leiloado, vai receber R$ 300 milhões, e o de celulose, R$ 230 milhões.

Além das unidades privadas, também haverá reformas de modernização no geral, ampliação de docas e novos radares, que somam cerca de R$ 300 milhões -para essas obras, vai haver licitações. Entre as novidades, está a construção de uma pera ferroviária —estrutura no formado da fruta, para embarques e desembarques de carga.

O porto é conectado a três ferrovias (Transnordestina, Carajás e Norte-Sul)."A ideia é aumentar a capacidade e estabelecer o porto como referência para as regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil", afirma Lago. Há planos para que o Itaqui passe a ser usado para exportação de carnes processadas com origem nessas regiões. Deverão ser investidos R$ 30 milhões em equipamentos de refrigeração. A empresa portuária quer servir aos produtores bovinos que pretendem exportar para os Estados Unidos.

Eficiência energética

As nove distribuidoras da CPFL Energia, maior grupo privado do setor elétrico, investiram mais de R$ 98 milhões em projetos de eficiência energética em 2016, que trouxeram economia de 37,5 GWh no consumo de energia elétrica. Esse volume seria suficiente para abastecer 15.625 residências, ou uma cidade do porte de Serra Negra, no interior do Estado de São Paulo. Atuando em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul, as distribuidoras CPFL Paulista, CPFL Piratininga, CPFL Santa Cruz, CPFL Sul Paulista, CPFL Leste Paulista, CPFL Jaguari, CPFL Mococa, RGE e RGE Sul beneficiaram 71.050 clientes com baixo poder aquisitivo, mediante a instalação de equipamentos mais eficientes (como chuveiros, lâmpadas, geladeiras e aquecedores solares), regularização de ligações clandestinas e atuação de agentes comunitários. Essas ações fazem parte do projeto “Comunidades Eficientes” e recebeu mais de R$ 52 milhões.

Do montante total, as concessionárias aplicaram cerca de R$ 20 milhões em projetos e equipamentos para tornar indústrias, clientes comerciais e residenciais mais eficientes no consumo de energia. Outros R$ 7,5 milhões foram destinados à melhoraria da eficiência energética de prédios públicos e empresas de serviço público, com troca de lâmpadas, motores e outros sistemas energéticos. As iniciativas educacionais, que ajudam a formar consumidores mais conscientes da importância de se economizar energia, receberam verba de R$ 4,7 milhões.

Os recursos do Programa de Eficiência Energética provêm do valor arrecadado nas contas de energia elétrica e é aprovado junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse dinheiro volta para a sociedade por meio de projetos que buscam preservar os recursos naturais e promover educação para o uso consciente de energia elétrica, evitando, assim, o desperdício.

Franquia de asfalto rígido

A Usina do Vale, especializada na produção de CBUQ – concreto betuminoso usinado a quente, agora aposta no mercado de franquias. Sediada na cidade de Cedral, interior de São Paulo, a empresa pretende expandir sua atuação a partir da popularização do produto e novos métodos de usinagem, estocagem e comercialização.  Durante seus mais de 15 anos de atuação, a Usina do Vale percebeu que o que mais restringia o mercado de asfalto eram as limitações do próprio produto. Ele só poderia ser aplicado em cidades de até 200 quilômetros de distância e no mesmo dia, pois a massa tornava-se pedra. Outro ponto era a temperatura de aplicação acima de 120°C e o risco de queimaduras.

A partir dessas limitações, a Usina do Vale estudou, investiu e desenvolveu nova técnica exclusiva na fabricação da massa asfáltica ensacada, excedendo em muitos aspectos as especificações de resistência e durabilidade, gerando o fácil manuseio em sua aplicação, nas situações mais adversas, como em buracos com água. Além disso, o produto apresentado é de secagem imediata, baixo custo e solidifica-se com impacto, liberando o trânsito imediatamente após sua aplicação.

Com a proposta de uma miniusina, a franquia da Usina do Vale apresenta capacidade de produção de vinte toneladas por hora e por ser usinado a quente e aplicado a frio, o método aplicado permite que o asfalto seja estocado por até dois anos, podendo ser comercializado em todo território nacional.

Soluções Siemens para dobrar moagem de soja

A Siemens fechou contrato com a Renova S.A., uma joint venture formada pela produtora de óleos Moreno Hnos. SA, pertencente ao Grupo Glencore, e Vicentin S.A.I.C., dois grandes grupos do setor agroindustrial argentino, e que atua no mercado de processamento de soja. O escopo do contrato é o fornecimento de solução de geração de energia  destinada à Planta Timbúes, inaugurada em 2013. A joint venture conta ainda com outras plantas de processamento de soja localizadas estrategicamente com portos de embarque. Renova encontra-se às margens do Rio Paraná, por onde a produção é escoada. A Planta Renova Timbúes é considerada uma das maiores plantas moedoras de soja do mundo. A negociação contou com o apoio da Siemens na Argentina, que atende a Renova atualmente com serviços de manutenção.

O fornecimento das soluções Siemens consiste em uma unidade turbo geradora de 47,65 MW, composta de turbina de contrapressão da linha SST-400, fabricada em Jundiaí,um gerador elétrico da marca Siemens, um redutor de velocidade, entre outros auxiliares, peças de reposição, sistema de sincronismo e sistema de monitoramento remoto. O fornecimento inclui ainda serviços associados para supervisão de montagem, comissionamento, partida, teste de desempenho e treinamento.

O projeto de expansão encontra-se na fase de contratação dos principais componentes para produção da planta. Com isso, é previsto um aumento da capacidade de moagem de soja de 20.000 toneladas/dia para 30.000 toneladas/dia, o projeto de geração de energia adotado permitirá uma segunda expansão futura. O prazo de entrega para o fornecimento é de onze meses – bem abaixo do padrão.

Além disso, ao lado da planta de Timbúes, a empresa Albanesi Energia está instalando um sistema de cogeração com turbo-gerador a gás Siemens modelo SGT 2000E, que produzirá 165 MW de energia elétrica para a rede. “A planta de cogeração da Albanesi fornecerá vapor, através de uma caldeira de recuperação que aproveita os gases de escape da turbina a gás, produzindo 285 toneladas/hora de vapor de alta pressão, que serão utilizadas para alimentar o novo turbogerador Siemens.