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Revista Grandes Construções

Jogo Rápido

Edição 85 · 12/2017 · Nov/Dez 2017

IFAT fecha acordo com Fenasan de olho no mercado brasileiro

A IFAT, a principal feira mundial de comércio de água, esgoto, resíduos e matérias-primas, promovida pela Messe München, está expandindo sua rede internacional. A partir de 2018, será uma parceira estratégico da Fenasan, a maior feira comercial de tecnologias de água, que acontece todos os anos no Expo Center Norte, em São Paulo (SP).

Stefan Rummel, diretor-gerente da Messe München, está convencido: "Os últimos déficits no abastecimento de água mostraram quão importantes são as tecnologias ambientais eficientes e os conhecimentos relevantes no Brasil. É aqui que a transferência de conhecimento internacional é necessária e onde podemos fazer uma importante contribuição através da IFAT".

O acordo concentra-se na consultoria especializada. Juntamente com as numerosas associações parceiras, a IFAT irá organizar vários eventos, incluindo uma discussão em pódio no Fenasan 2018 e oferecerá apoio ao planejar o congresso que acontecerá ao mesmo tempo. Outro objetivo da parceria é internacionalizar o evento.

Para Olavo Sachs, presidente da Associação AESabesp, organizadora da Fenasan, a nova parceria oferece inúmeros benefícios para a sua feira: "A IFAT tem uma grande experiência na organização de feiras comerciais de tecnologia ambiental. Com a sua ajuda, poderemos desenvolver o Fenasan a nível conceitual e internacional ".

A IFAT já possui cinco eventos subsidiários na China, Índia, África do Sul e Turquia e constitui a maior rede mundial de tecnologias ambientais. Para os seus organizadores, a parceria com a Fenasan é o primeiro passo para a entrada no mercado sul-americano.

Um total de 3.097 expositores de 59 países e 136.885 visitantes de 168 nacionalidades participaram da última IFAT, que é realizada a cada dois anos. A próxima edição terá lugar de 14 a 18 de maio de 2018 em Munique.

CPFL Leste Paulista investe cerca de R$ 8,5 milhões em melhorias no sistema

A CPFL Leste Paulista, distribuidora do Grupo CPFL Energia que atende sete municípios no interior de São Paulo, investiu cerca de R$ 8,5 milhões em melhorias na rede elétrica até julho de 2017. Os recursos foram aplicados na expansão, modernização e manutenção do sistema elétrico, proporcionando um serviço de melhor qualidade para aproximadamente 55 mil clientes atendidos pela concessionária.

O valor representa um expressivo crescimento de 44% na comparação com igual período do ano passado. Comprometida com o desenvolvimento socioeconômico das cidades em que atua, a CPFL Leste Paulista aplicou R$ 2,1 milhões em projetos voltados ao atendimento do cliente, como a extensão da rede elétrica para a conexão de novos consumidores residenciais, industriais e comerciais e a instalação de novos medidores. Isso permitiu a adição de 244 mil novos clientes à rede da concessionária no período. A concessionária também destinou R$ 3,1 milhões em projetos que proporcionam suporte ao crescimento do mercado, tais como a ampliação da capacidade dos sistemas de transmissão e subestações.

Outros R$ 1,8 milhão foram destinados pela companhia para melhorias em seu sistema elétrico, em melhoramentos nas redes primária e secundária, e R$ 1,2 milhão em manutenção. Esses recursos foram aplicados em ações como manutenções programadas ou emergências e substituição de transformadores avariados. O combate às perdas comerciais (fraudes e furtos de energia) recebeu R$ 24 mil.

Em linhas gerais, os investimentos preparam o sistema elétrico das cidades para o aumento futuro da demanda por energia, tanto do parque industrial, quanto do consumo das classes comercial e residencial, além de tornar a rede mais resistente aos fatores climáticos.

Veja o investimento da CPFL Leste Paulista por cidade no quadro acima:

Ministério das Cidades entrega Cartão Reforma

Os primeiros beneficiários do País receberam em 13 de novembro, no Palácio do Planalto, o Cartão Reforma, no que está sendo considerada a fase piloto do programa, que prevê a transferência de R$ 6 mil, em média, para cada família, para melhorar a sua casa.  Nesta etapa os recursos serão distribuídos a famílias de municípios de cinco Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Alagoas e Pernambuco, que sofreram com as chuvas e tiveram de decretar  situação de calamidade pública.

Em breve,  outros 1.923 municípios poderão ingressar no programa, por meio do  Sistema de Gestão do Cartão Reforma – SisReforma (disponível no portal www.cartaoreforma.cidades.gov.br).

Alumínio na carona da energia solar

Com potencial sustentável e menor índice de perda de energia na transmissão, as perspectivas de expansão de usinas solares voltadas para a geração de energia limpa no Brasil são consideradas prósperas. Ótima notícia para o setor do alumínio, já que, devido à necessidade de materiais resistentes e leves para a produção das estruturas dos painéis, o metal é o mais recomendado para a fabricação dos módulos fotovoltaicos. “Entre os diversos diferenciais, o alumínio garante 25 anos de vida útil, proteção das células com vidro, durabilidade e resistência à corrosão e intempéries”, explica o presidente-executivo da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), Milton Rego.

Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam que a geração de energia solar fotovoltaica no Brasil irá crescer este ano dez vezes em relação a 2016. Até dezembro, a previsão é de que o País chegará à marca de 1000 MW de capacidade instalada, o que coloca o Brasil na lista do seleto grupo dos 30 principais geradores da fonte no mundo.

Para atender a esse mercado, a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), tradicional indústria nacional do setor, tem realizado investimentos relevantes. Um deles foi a inauguração, no início deste ano, do Centro de Soluções e Serviços (CSS) nas dependências de sua fábrica na cidade de Alumínio (SP). A unidade produz frames para painéis fotovoltaicos. A capacidade inicial de produção é de 2,2 milhões de kits de painéis por ano, podendo ser rapidamente ampliada de forma modular em área já disponível na fábrica, o que posiciona a CBA como empresa pioneira e líder na América do Sul neste tipo de solução para o mercado de energia fotovoltaica. A produção é comercializada para a Canadian Solar.

Com potencial sustentável e menor índice de perda de energia na transmissão, as perspectivas de expansão de usinas solares voltadas para a geração de energia limpa no Brasil são consideradas prósperas. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) informam que estão contratados, por meio de leilões de energia, cerca de 3.300 MW, previstos para serem entregues até 2018.

Energia Eólica já abastece 10% do Brasil

Informações divulgadas pela Câmara de Comercialização da Energia Elétrica (CCEE) e pelo Ministério das Minas e Energia (MME) dão conta de que a energia eólica foi responsável por 10% de energia da matriz elétrica brasileira, em agosto desse ano, com 5.825 Mw médios. Foi a primeira vez que a fonte atinge os dois dígitos de representação na matriz. O outro dado relevante é que o Brasil subiu mais uma posição e assumiu o sétimo lugar entre os países com maior geração de energia eólica no mundo, ultrapassando o Canadá, que caiu para a oitava posição. Os dados são do “Boletim de Energia Eólica Brasil e Mundo – Base 2016” produzido pelo Ministério e Minas e Energia (MME).

“Estes dados mostram que a fonte eólica está entrando numa nova fase. Já é absolutamente claro para a sociedade como um todo, para os técnicos que decidem o futuro do setor e também para os integrantes do governo que a eólica não apenas é uma escolha sustentável e financeiramente vantajosa, já que apresenta grande competitividade nos leilões, mas também é uma escolha segura. O que o Brasil mais precisa é de uma matriz diversificada e limpa, sendo que a inclusão de mais eólicas é fundamental nesse processo. Termos mais energia eólica no sistema tem se mostrado possível especialmente considerando que as ferramentas para trabalhar com a variabilidade natural da fonte eólica evoluíram muito nos últimos anos e hoje o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) atua com altíssima previsibilidade em relação à geração que vem dos ventos. Este cenário nos mostra que a eólica é uma fonte madura, segura e pronta para se expandir ainda mais na matriz”, explica Elbia Gannoum, Presidente executiva da ABEEólica.

O Brasil tem hoje mais de 12,3 GW de capacidade instalada em mais de 490 parques distribuídos pelo Brasil.

Mercado de galpões logísticos atestam recuperação da economia

O mercado brasileiro de condomínios de galpões logísticos é relativamente novo, mas cresceu de uma forma notável nos últimos anos, não somente em tamanho, mas também em qualidade. Por esse motivo, uma nova classificação de análise desse estoque é importante, o que fez a Buildings Pesquisa Imobiliária lançar recentemente uma ferramenta própria de monitoria específica para o segmento.

Em 2010, o mercado nacional contava com 7.431.122 m² em condomínios de galpões logísticos. Hoje, segundo os resultados da pesquisa Buildings do terceiro trimestre de 2017, já são 19.559.259 m², ou seja, em sete anos o mercado cresceu acima de 163%.

A maior parte do estoque nacional é composta por empreendimentos de boa qualidade – 71% de todo mercado são compostos por espaços do tipo A, AA e AAA. Esse estoque total continua bem concentrado na Região Sudeste, que detém pouco mais de 15 milhões de m². E apenas o estado de São Paulo possui 287 condomínios logísticos, totalizando 11,6 milhões de m². Deste total, 74% são compostos por empreendimentos classe A (A, AA e AAA), sendo que a maior parte é composta por triple A.

Considerando apenas este estoque Classe A do estado de São Paulo, os resultados da pesquisa do terceiro trimestre de 2017 demostram que a vacância caiu, enquanto a absorção líquida foi boa, chegando a 269,648 mil m². “Não se trata de um recorde, mas frete ao cenário econômico é um número bem positivo”, diz Fernando Didziakas, diretor de negócios da Buildings.

Em relação à atividade construtiva, embora ainda esteja em queda, apresentou pouco menos de 400 mil m² no terceiro trimestre. Não se trata de um número baixo, se considerado que o mercado está com vacância perto dos 28%. Em contrapartida, existem 2,3 milhões de m² em projetos que aguardam a melhora do mercado.

Scania premiada como Empresa Exportadora e pelo Melhor Caminhão

No ano em que completa 60 anos de Brasil, a Scania venceu as categorias Empresa Exportadora e Melhor Caminhão (pesado R 440) do prêmio AutoData 2017. A premiação foi realizada em 22 de novembro, em São Paulo. Ao todo, a organização recebeu 7 mil votos do público. Os prêmios reforçam a condição de destaque da marca ao longo do ano. Ao contrário dos principais concorrentes, a fabricante cresceu em vendas de caminhões em todos os meses. De acordo com o ranking da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o R 440 já emplacou 2.196 unidades, de janeiro a outubro.

"Se 2017 foi mais um ano desafiador para a indústria de veículos comerciais, estamos otimistas que 2018 será um período melhor. O mercado está retomando a confiança e voltando a ser comprador", salienta Roberto Barral, diretor-geral da Scania no Brasil.

Para Marcelo Gallão, vice-presidente da Logística da Scania, a determinação e integridade foram os fatores que levaram a montadora a vencer a crise por meio da exportação de 65% de sua produção. "Seguir as regras e trabalhar com foco nos leva ao sucesso. Isso prova aos mercados da América Latina, África, Ásia e Oriente Médio que os produtos fabricados no Brasil têm qualidade de classe mundial", acrescenta.

Grandes Construções: equipe premiada

O jornalista Paulo Espírito Santo foi premiado pela terceira vez consecutiva na categoria Bens de Capital, ao lado dos jornalistas Ivo Ribeiro, do Valor Econômico e Maria Cristina Frias, da Folha de São Paulo. A solenidade de premiação do Prêmio Especialistas 2017, promovido pela revista Negócios da Comunicação aconteceu dia 07 de novembro no auditório do CIEE, na zona sul de São Paulo. “Nosso objetivo é reconhecer os jornalistas que entregam ao público informação de qualidade nos 31 setores da economia. Além disso, neste ano, tivemos a ideia de prestigiar aqueles que mais se destacam em suas áreas, reforçando a importância do jornalista para a formação de uma sociedade cada vez mais bem informada”, destacou Márcio Cardial, publisher da revista Negócios da Comunicação e diretor do Cecom – Centro do Estudos da Comunicação.

O Prêmio visa valorizar os profissionais de comunicação que cobrem os diversos setores econômicos, totalizando 32 áreas, dentre as quais se incluem Construção, Agropecuária, Cosméticos, Farmacêutico, Papel e Celulose, Petróleo e Gás, Saúde, Seguros e Turismo e Hotelaria. Os premiados foram escolhidos por meio de uma pesquisa, realizada dentre jornalistas, profissionais de comunicação corporativa, relações públicas, marketing e publicidade que poderão participar. Os resultados são auditados pela BDO Brasil, uma das principais consultorias do ramo.

As 19 melhores rodovias brasileiras são concedidas segundo a CNT

A 21ª edição de estudo que avalia a situação de toda a malha federal e estadual pavimentada do Brasil, realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), revelou que as 19 melhores rodovias brasileiras são concedidas à administração privada. Divulgado no dia 7 de novembro, o ranking com 109 ligações rodoviárias indicou avaliação superior das rodovias concedidas em relação às que são administradas pelo poder público: 74,4% da malha concedida pesquisada teve avaliação ótima ou boa, enquanto as rodovias sob administração pública tiveram apenas 29,6% de avaliação positiva.

A pesquisa da CNT avaliou um total de 105.814 quilômetros de rodovias, dos quais 19.419 quilômetros estão concedidos. "Mais uma vez, o estudo confirma que estamos no caminho certo para a consolidação do processo de concessão de rodovias. Porém, ainda há muito a ser realizado para ampliar e melhorar a limitada malha pavimentada do País que continua sendo a menor em relação ao território", afirma César Borges, presidente-executivo da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias – ABCR.

O estudo indicou ainda uma queda drástica na redução dos investimentos públicos federais a partir de 2011, que levou a um agravamento da situação das rodovias. Em 2011, os investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foram de R$ 11,21 bilhões; em 2016, o volume investido praticamente retrocedeu ao nível de 2008, caindo para R$ 8,61 bilhões. Este ano, até o mês de junho, foram investidos apenas R$ 3,01 bilhões.

Já em relação aos investimentos de R$ 6,75 bilhões realizados em 2016 nas rodovias concedidas, a queda de 3,2% em relação a 2014 é resultado de dificuldades para a obtenção de licenciamentos ambientais e financiamento das rodovias da 3ª etapa do programa de concessões federais, que levaram à paralisação dos investimentos previstos.